Author: quimicryl

Edital de chamamento para as empresas foi publicado. Modelo poderá ser replicado no litoral paulista

O Governo do Estado de São Paulo anunciou a construção de 10 mil unidades habitacionais na região central da capital por meio de parceria público-privada. As habitações serão construídas ou reformadas na Sé, República, Santa Cecília, Bom Retiro, Pari, Brás, Belém, Mooca, Cambuci, Liberdade, Bela Vista e Consolação.

O edital de chamamento para as empresas privadas foi publicado hoje (17). Os interessados têm agora 30 dias para efetuar o cadastro inicial através da ficha presente no edital e 120 dias para entregar os estudos técnicos desenvolvidos, que incluem duas vias físicas e duas vias eletrônicas. Todos estes documentos devem ser endereçados ao Secretário Executivo do Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas.

As obras aprovadas serão executadas a partir de 2013. Além da oferta de novas moradias ou reformas de prédios já existentes, os projetos também devem conter soluções para melhoria da mobilidade da população, aprimoramento da infraestrutura local e ampliação do comércio da região. As famílias escolhidas deverão ter renda mensal de até 10 salários mínimos, com 90% das moradias sendo destinadas a famílias com renda de até cinco anos. Além disso, o atendimento é dirigido para pessoas que trabalhem na região central e não possuam imóveis em qualquer lugar do país.

Esta iniciativa pode ser replicada para outras regiões do estado de São Paulo, como prevê o edital. Outras 40 mil moradias devem ser construídas no litoral paulista com o objetivo de retirar famílias de áreas de risco.

Fonte: PiniWeb

Tendências dos negócios para os próximos meses foi o quesito que apresentou melhor índice de otimismo, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas

O Índice de Confiança da Construção (ICST) para o mês de março apresentou leve evolução em relação ao mesmo período do último ano: passou de -8,4% para -6,6%. Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, apesar de a diferença ser pequena, este é o melhor resultado do trimestre, o que confirma a recuperação do setor.

O Indicador Trimestral do ICST caiu aproximadamente 10 pontos, ficando agora com 129,9 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) foi de -11,1% em fevereiro deste ano para -9,3% em março. Já o índice de Expectativas (IE-CST) de -5,9% foi para -4,2%.

O quesito que apresentou melhor aumento foi o de tendência dos negócios nos próximos meses, passando de -6% em 2011 para -3,7% este ano. Analisando cada grupo separadamente, os que se destacaram no trimestre – comparando diretamente fevereiro e março de 2012 – foram: construção de edifícios e obras de engenharia (-9% a -6,6%) e aluguel de equipamentos de construção e demolição (de -15,7% a -6,2%).

Dois grupos tiveram desempenho negativo: preparação de terreno (de 0,1% a -0,9%) e obras de infraestrutura para engenharia elétrica e telecomunicações (de -9,4% a -12,7%).

Fonte: PiniWeb

Por Francine De Lorenzo e Carlos Giffoni | Valor

SÃO PAULO – A secretária do desenvolvimento da produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloísa Menezes, afirmou nesta terça-feira, durante evento do setor de autopeças e equipamentos em São Paulo, que o novo regime automotivo vai aumentar o nível de investimentos e de pesquisa e que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai propiciar o desenvolvimento de produtos que não existem no país.

“O PSI criou uma linha muito importante de médio prazo voltada para projetos transformadores nessa cadeia, que financiará o desenvolvimento de produtos que ainda não existem no país. A indústria de autopeças requer medidas atrativas para que substitua importações e seja mais inovadora”, afirmou. A secretária se referia ao PSI Projetos Transformadores, que faz parte do pacote de medidas anunciado na semana passada pelo governo para estimular a produção nacional. O projeto se destina à melhoria de capacidade tecnológica de setores com mão de obra intensiva.

Em outra linha, a que estimula a produção de caminhões e ônibus, ela ressaltou que a taxa de juros do PSI (de 10% ao ano, para 7,7%) para o setor caiu e o prazo de financiamento aumentou de 96 meses para 120 meses. “A alteração de condições, prazos e carências com limite de financiamento terão impacto direto no setor de autopeças”, afirmou. “O Revitaliza também traz condições financeiras importantes, que têm objetivo de elevar a competitividade da cadeia automotiva, aumentar investimentos em inovação, pesquisa, focalizadas nos fornecedores da cadeia de autopeças com rebatimento na indústria automotiva.”

(Francine De Lorenzo e Carlos Giffoni | Valor)

Fonte: Valor

SÃO PAULO – O setor de autopeças brasileiro dará conta do aumento da demanda gerado pelo novo regime automotivo anunciado pelo governo, que vai vigorar de 2013 a 2017. A avaliação é de Paulo Butori, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Autopeças (Sindipeças). Em um evento automotivo realizado em São Paulo nesta segunda-feira, Butori disse que a indústria de autopeças nacional tem hoje de 35% a 40% de sua capacidade ociosa, devido à forte entrada de produtos importados no mercado. Entre os segmentos com maior ociosidade, Butori citou a metalurgia, os não ferrosos e usinagem.

O presidente do Sindipeças lamentou, no entanto, que os resultados positivos só possam ser vistos a partir do ano que vem. “Aqueles que sobreviverem até o ano que vem terão um 2013 um pouco melhor”, afirma.
As medidas de desoneração da folha de pagamentos das empresas, também anunciadas pelo governo federal, foram bem recebidas pelo setor, mas ainda vistas como paliativas. Paulo Butori acredita que, neste ano, o déficit comercial do setor de autopeças ainda vai crescer e chegar à marca de US$ 5,6 bilhões, frente aos US$ 4,5 bilhões registrados em 2011. Butori ressaltou que o Sindipeças ainda aguarda a regulamentação detalhada do novo regime automotivo. Em linhas gerais, o sindicato aprovou o programa, mas ainda espera para comemorar. “O perigo está nos detalhes, no passado houve situações em que aquilo que foi divulgado não foi aquilo que foi escrito”.

O programa anunciado no dia 3 pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, vai proporcionar uma fase de transição para que as montadoras que estão chegando ao mercado brasileiro possam se adaptar às exigências de nacionalização. Assim como a realização de etapas fabris no Brasil, cotas de inovação e programa de etiquetagem de eficiência energética, as compras de autopeças regionais (adquiridas no Brasil ou demais países do Mercosul) poderão se converter em créditos para abater o aumento de 30 pontos percentuais no IPI.

Paulo Butori disse que o Sindipeças teve conversas preliminares com as chinesas Chery e Jac Motors, que estão construindo fábricas no país. Butori prevê que as montadoras irão aderir ao programa e que a produção delas terá um bom índice de nacionalização, mas disse que as conversas ainda são iniciais porque as empresas também aguardam o detalhamento das novas regras. “Os asiáticos normalmente demoram pra decidir, depois que decidem são rápidos”, disse.
A proporção de peças regionais usadas hoje na produção de veículos no Brasil está, em média, na faixa de 40%, segundo o presidente do Sindipeças. Paulo Butori acredita que, com o novo regime automotivo, esse número possa ultrapassar os 50% até 2017. A perspectiva positiva se baseia também nas conversas com o governo sobre uma política de estímulo industrial específica para o setor de autopeças, esperada para os próximos meses. Paulo Butori afirma que é importante que o setor use o bom momento dos próximos anos para investir em inovação.

“Nós precisamos usar esses recursos para fomentar a modernização do parque industrial, melhorar o nosso capital de giro e, com isso, crescer e fazer frente ao mercado internacional”, disse.
(Ana Fernandes | Valor)

Fonte: Valor

Levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) mostra que o setor ganhou 37% em eficiência energética nos últimos dez anos. Em 2001, o consumo total de energia era de 2,56 Gcal/tonelada de produto. No ano passado, esse número caiu para 1,61. “O consumo de energia [térmica e elétrica] recuou significantemente nesse período”, disse Nícia Mourão, gerente de assuntos regulatórios e meio ambiente da Abiquim.

A Abiquim levantou esses dados junto a 151 associadas, que respondem por 95% da produção nacional. Esse indicador faz parte do Programa de Atuação Responsável, com o objetivo de buscar a melhoria continua em relação à saúde, segurança e meio ambiente.

O consumo de gás natural como combustível recuou de 57,5 quilos por toneladas de produto para 42,7 no mesmo período. O indicador de óleo combustível e carvão caiu de 52,5 quilos por tonelada de produto para 17,8. Já o índice de consumo de combustíveis renováveis ficou subiu de 1,9 quilos por tonelada de produto para 6,25 em dez anos. “Houve otimização da produção das indústrias químicas. Além disso, uma substituição de produtos de origens fósseis por renováveis, como etanol e resíduos [madeira]”, disse. Em dez anos, a água consumida em processos e produtos baixou de 4,86 m3 por tonelada de produto para 3,69.

Fonte: Valor Online

Inspirada num modelo nova-iorquino, São Paulo está abrindo uma nova frente na batalha para prover habitação adequada aos seus milhões de residentes que moram mal: moradia popular de aluguel.

Depois de consultar autoridades e executivos do setor residencial de Nova York, a prefeitura de São Paulo está se preparando para licitar a construção de um prédio de 600 apartamentos na Barra Funda em que 25% das unidades serão alugadas para famílias de baixa renda, enquanto as demais serão vendidas para faixas de renda mais alta.

O modelo é uma variação de uma experiência iniciada em Nova York nos anos 80, quando a cidade também tentava reduzir seu déficit habitacional. Conhecido como 80/20, o sistema geralmente implica um incentivo fiscal para o incorporador erguer um edifício de apartamentos para aluguel, contanto que 20% das unidades sejam alugadas para famílias com renda abaixo da média da cidade. Os outros 80% podem ser alugados a preços de mercado.

Críticos dizem que o sistema nova-iorquino alivia muito pouco as necessidades da cidade e que subsídios acabam beneficiando mais as construtoras do que quem precisa de moradia, entre outros problemas.

Mesmo assim, milhares de edifícios, vários deles bem elegantes, já foram construídos em Nova York pelo sistema 80/20, embora nem sempre a divisão seja exatamente 80% e 20%. O sistema tem sido “extremamente bem-sucedido”, diz o secretário municipal de Habitação de Nova York, Marc Jahr, um dos especialistas que esteve em São Paulo e discutiu o 80/20 com autoridades e empresários paulistanos.

O projeto paulistano também não segue à risca os padrões de Nova York, que foi adaptado para os trópicos.

“São Paulo precisa de uma ampla variedade de habitações para uma ampla variedade de necessidades”, disse Jonathan Rose, um empresário de Nova York especializado em projetos imobiliários sustentáveis e que também esteve envolvido nas conversas com autoridades paulistanas. Ele acha que o projeto da Barra Funda vai ser importante para começar a atender uma crescente demanda por parte de pessoas que não estão na faixa de renda mais baixa.

A Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo aceitou um projeto da Brookfield Incorporações, a divisão local da canadense Brookfield Asset Management Inc., pelo qual o prédio de 600 apartamentos perto do metrô Barra Funda, num terreno de 9.500 metros quadrados cedido pela prefeitura na rua Cônego Vicente Marino, esquina com Rua Cruzeiro. A expectativa é que a licitação seja aberta nos próximos meses e que as obras comecem no fim do ano ou início de 2013.

Em troca do terreno, a incorporadora que vencer a licitação dará 150 unidades para a Prefeitura alugar. A empresa, por sua vez, poderá vender 150 unidades para famílias com renda até seis salários mínimos e os 300 restantes para lares com até 16 mínimos de renda mensal. O aluguel, segundo a SMH, será de no máximo 25% da renda do inquilino, e não mais de 30% quando incluídas despesas com água, energia e condomínio.

“É um passinho para um novo modelo”, disse José Albuquerque, diretor de incorporação da Brookfield. Ele acredita que o projeto pode despertar mais interesse por unidades habitacionais de aluguel.

Para o projeto da Barra Funda, qualquer incorporadora ainda pode entrar na licitação e levar o contrato. Mas a Brookfield, que concebeu a ideia, pode ter uma vantagem. “Ninguém conhece o projeto melhor do que nós”, disse Albuquerque.

Claro que ele ainda é pouco para resolver o déficit habitacional de São Paulo. Também é ver para crer se um programa que funciona em Nova York pode dar os mesmos resultados no Brasil.

Um dos possíveis obstáculos é que talvez a preferência por comprar em vez de alugar esteja enraizada demais entre os brasileiros. “As pessoas querem ser donas de sua casa porque não sabem se vão ter emprego”, um temor adquirido durante décadas de instabilidade econômica, disse a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães. Segundo ela, o governo federal — que coordena o bem-sucedido programa Minha Casa Minha Vida — não tem planos de oferecer unidades de aluguel.

Fernando Herrera, analista da americana Prudential Financial, que tem investimentos no setor imobiliário no Brasil, observa que, embora possa haver demanda por unidades de aluguel em São Paulo, ainda é mais difícil tirar um inquilino indesejado no Brasil. “É preciso reduzir o tempo de despejo”, disse ele.

Mesmo se o mercado de aluguel crescer, isso não resolveria o problema habitacional de São Paulo, que ainda requer gordos subsídios estatais. Mas Ricardo Leite, o secretário municipal de habitação da cidade, está otimista. “Nos séculos XVII e XVIII, havia muitas favelas e cortiços na Europa, onde hoje você tem as cidades mais bonitas”, disse ele.
Paulo Trevisani

Fonte: The Wall Street Journal