Author: quimicryl

Pesquisa do Ministério do Meio Ambiente compara duas décadas de percepção das pessoas sobre temas ambientais e relacionados ao consumo sustentável.

Vinte anos depois do primeiro estudo, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou, no dia 16, os dados comparativos de todo o período (1992 a 2012), que indicam evolução na consciência ambiental do brasileiro. Neste ano, os resultados da pesquisa “O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável” mostram um retrato sobre o tema e apontam tendências que vão colaborar com as próximas políticas públicas de meio ambiente.

“O ministério participou de todo o processo, desde a elaboração das perguntas até o treinamento dos profissionais que aplicaram a pesquisa”, afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo. “Inclusive, verificamos a aplicação dos questionários. Queremos seriedade e confiabilidade nos dados”.

A pesquisa aponta que 85% da população estão dispostos a aderir à campanha de redução do uso de sacolas plásticas. E, onde há campanha, 76% aderiram a ela. “Para o MMA, as sacolas plásticas são um flagelo ambiental”, frisou Samyra Crespo durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira. Ela destacou o aspecto poluidor das sacolinhas, além do perigo de morte que elas representam para os animais.

Principais números

• Em 20 anos, diminuiu consideravelmente o número de brasileiros que não sabe identificar os problemas ambientais: de 47% foi para 10%. Ou seja, a percepção do brasileiro sobre meio ambiente quadruplicou neste período.
• 28% dos brasileiros se orgulham do Brasil por causa do meio ambiente (natureza)
• Sobrevivência é o que motiva o cuidado com o meio ambiente.
• Entre os problemas ambientais do Brasil apontados pelos entrevistados, o lixo subiu de 4%, em 1992, para 28%, em 2012.
• Separação do lixo: 48% dos brasileiros dizem que separam. 30% levam sacola própria ou carrinho para fazer compras e evitam sacolas plásticas. 76% aderem à redução de sacolinhas plásticas.
• A Região Sul é campeã em consciência ambiental. 55% sabem o que é consumo sustentável por lá. 80% separam o lixo.
• Houve uma descentralização sobre a percepção do brasileiro em relação a quem tem a responsabilidade de solucionar os problemas: governo estadual dobrou (de 33 a 61%), prefeituras subiu (30 a 54%) e comunidade aumentou (15 a 21%). Mas a noção de que cabe ao governo cuidar do meio ambiente ainda se sobressai à responsabilidade individual e coletiva.
• Na média nacional, 34% sabem o que é consumo sustentável.
• O consumo de orgânicos cresce. Vinte anos atrás, só se encontravam produtos sem agrotóxicos em feiras e mercados especializados. Hoje, muitos supermercados já oferecem essa opção.

Conclusões
• Quanto mais urbano e escolarizado, mais consciente o brasileiro é das questões ambientais.
• A pesquisa mostra que conceitos sofisticados como “desenvolvimento sustentável”, “consumo sustentável” ou “biodiversidade” já fazem parte do repertório de muitos brasileiros.
• A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a campanha Saco é um Saco ecoam junto à população.
• Nesses 20 anos, os jovens entraram no ranking da consciência ambiental. Este dado já é resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido. Atualmente, todas as faixas etárias estão no ranking.
• Há uma diferença muito grande em relação ao Sul e Sudeste e outros estados.
• A maioria dos brasileiros ainda tem uma visão naturalista sobre desenvolvimento sustentável. A ideia dos três pilares (ambiental, social e econômico), base do desenvolvimento sustentável e mote da Rio+20, precisa ser trabalhada mais.
• No geral, os brasileiros ainda possuem hábitos prejudiciais ao meio ambiente, sobretudo na hora de descartar o lixo (fase chamada de pós-consumo).
• Os brasileiros não consideram a preocupação com o meio ambiente no Brasil exagerada e não estão dispostos a ter mais progresso às custas da depredação dos recursos naturais.

Histórico
Em 1992, a primeira pesquisa da série foi intitulada “O que os brasileiros pensam da ecologia”. Até então, não havia pesquisa completa na área, apenas dados encomendados por empresas sobre a poluição nas cidades. De lá para cá, foram cinco edições. Em cada uma, foram explorados os “temas quentes” do momento. Em 2006, por exemplo, ano da COP8, a pesquisa incluiu questões ligadas à biodiversidade. Este ano, a pesquisa focou em consumo sustentável, um dos principais temas da Rio+20.

A pesquisa teve sempre o mesmo formato: uma etapa qualitativa e uma quantitativa. A etapa qualitativa desta edição foi realizada com o apoio de empresas do ramo de alimentos e varejo – Pepsico, Unilever e Walmart – e a etapa quantitativa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA) e executada pela empresa de pesquisa CP2, por meio de processo licitatório.

Enquanto a etapa quantitativa ouve a opinião dos brasileiros em todas as regiões do país, e é representativo da população adulta com mais de 16 anos residentes em domicílios rurais e urbanos, a pesquisa qualitativa ouve os “formadores de opinião”.

Para acompanhar e validar as atividades relacionadas à pesquisa, foram convidados especialistas na área de consumo e meio ambiente, ligados a centros de pesquisas das principais universidades do país e do MMA para compor um comitê técnico-científico. Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu, foi um dos participantes desse comitê.

Fonte: Akatu

Com PDG Realty à frente, brasileiras lideram o ranking da Economática dos maiores prejuízos da construção no trimestre.

São Paulo – A PDG Realty foi a incorporadora que registrou o maior prejuízo, entre as empresas do setor, na América Latina e Estados Unidos no segundo trimestre. A companhia registrou perdas de 222,694 milhões de dólares no período.

O levantamento é da consultoria Economática, que apontou as dez empresas que mais perderam dinheiro entre abril e junho, nos setores de construção civil, incorporação e locação de imóveis.

As empresas brasileiras lideram a lista, com cinco representantes: PDG Realty, Brookfield, General Shopping, Viver e João Fortes. Os Estados Unidos e o México comparecem com duas empresas cada, e a Argentina, com uma.

Piora

As empresas brasileiras acumularam perdas de 484,581 milhões de dólares no segundo trimestre – ou 86% do total de 563,05 milhões de dólares em perdas computadas pela Economática no levantamento.

A lista mostra a deterioração das contas das companhias brasileiras nos últimos 12 meses. No segundo trimestre do ano passado, as mesmas cinco empresas listadas pela Economática haviam acumulado um lucro de 220,516 milhões de dólares.

Naquele período, as dez empresas da lista da Economática acumularam um lucro líquido de 146,679 milhões de dólares – com apenas três companhias apresentando resultado negativo e pressionando a conta.

Veja, abaixo, o ranking dos maiores prejuízos da construção civil das Américas entre abril e junho:


Fonte: Exame

Situada no Estado de Mato Grosso, a nova Arena de Cuiabá será um dos marcos de eficiência energética do Mundial 2014, que se realizará no Brasil. Projectado pela GCP Arquitectos, este complexo desportivo recebeu certificação LEED para estádios de futebol e incorpora tecnologia de isolamento state-of-the-art, mecanismos de armazenamento de água da chuva e plantas nativas da floresta Amazónica e Mata Atlântica.

A Arena tem um design completamente modular, com uma estrutura feita de concreto pré-moldado e um telhado de aço modular. Todo o edifício pode ser desmantelado e reorganizado para receber eventos mais pequenos, mal acabe o Mundial 2014.

Para reduzir o consumo de água, a chuva é recolhida e utilizada para irrigar o relvado, as casas de banho e o ar condicionado. Integrados, estes sistemas vão reduzir significativamente o consumo de energia do edifício.

O novo estádio vai ainda encorajar o desenvolvimento urbano do bairro de Cidade Alta, em Cuiabá. Os governantes querem atrair mais investimento para a região, para que esta se desenvolva económica e ambientalmente. Sempre de forma sustentável.

Fonte: Greensavers

Com início de operação previsto para 2015, nova unidade receberá investimento de cerca de R$ 1 bilhão
Aline Rocha

A Toyota anunciou que vai construir uma nova fábrica de motores no Brasil. O empreendimento será implantado na cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo. A decisão foi divulgada durante a inauguração da fábrica da empresa em Sorocaba, na última quinta-feira (9).

O presidente mundial da Toyota, Akio Toyoda, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na quarta-feira (8) para discutir os novos investimentos da empresa no país.

A fábrica de motores vai produzir equipamentos para os carros Etios e Corolla, com capacidade anual prevista de 200 mil unidades. A previsão é que as operações comecem no segundo semestre de 2015.

O investimento estimado na nova unidade é de R$ 1 bilhão.

Fonte: