Author: quimicryl

SÃO PAULO – A extensão do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida) a municípios de 50 mil habitantes pode aumentar o interesse de construtoras, antes focadas apenas nas cidades maiores, para começarem a atuar em um novo contexto e associadas a instituições financeiras e agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) detentores dos contratos de financiamentos com os mutuários.

Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os baixos riscos envolvidos na produção dos empreendimentos e as economias de escala geradas com a realização de empreendimentos simultaneamente em vários municípios são os principais fatores que podem influenciar as construtoras a investirem no programa.

Por outro, devido à provável massificação a ser adotada, podem-se prever prejuízos na adequação de projetos a situações locais, sem falar no atendimento a demandas específicas da maioria dos futuros moradores, aspecto que deveria ser considerado no refinamento das ações do trabalho técnico social.

Proposta de participação no MCMV
De acordo com o estudo do Ipea, mesmo que o poder público apresente propostas de participação no Minha Casa Minha Vida, podendo incluir os projetos urbanísticos e de arquitetura, é muito mais provável que os reais responsáveis pela elaboração dos projetos sejam agentes ou instituições, que são os verdadeiros interessados e beneficiados pelas economias de escala geradas pelo programa.

A possibilidade e apresentação e seleção de propostas elaboradas pelos governos estaduais, beneficiando municípios, deveria motivar a discussão conjunta desses entes em relação a aspectos como a definição da demanda a ser atendida, bem como formas de atendê-la.

Welington Vital de Oliveira

Fonte: Info Money

Redução nas taxas para pessoa física foi a terceira em um mês.
Novas taxas valem para quem tem conta salário no BB, entre outras linhas.

O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (4) mais uma redução nas taxas de juros da instituição financeira – a terceira em um mês. As mudanças incluem novas taxas de juros para pessoa física, lançamento e reformulação de linhas de crédito que contam com garantia de imóveis ou veículos, além de simplificação da portabilidade de crédito.

Segundo o banco, as novas taxas valem para quem tem conta salário no BB e aderir ao programa “Bom para todos” – mas a instituição anunciou, também, novidades em linhas para quem não tem a conta salário, desde que ofereça o imóvel ou veículo como garantia.

Com as novas reduções, clientes com conta no banco que aderirem ao pacote não pagarão mais do que 3,94% ao mês em nenhuma modalidade de crédito pessoal, afirma a instituição.

Para quem tem conta-salário no BB, os juros do cheque especial foram reduzidos de até 8,31% para 3,94% ao mês, em taxa única. Essa nova taxa vale a partir do dia 10 de maio, afirma o vice-presidente Alexandre Abreu. Os juros para esses clientes já são, desde o início de abrill, de 2,94% ao mês para o rotativo do cartão de crédito e para o parcelamento de dívidas do cheque especial.

Outra redução foi nos juros de linhas de crédito pessoal (CDC automático e CDC renovação), que tinham taxa máxima de 5,79% e terão taxa máxima de 3,94% ao mês.

Veículos e imóveis como garantia
Para clientes que não recebem salário pelo banco, a instituição anunciou uma linha de crédito para pessoas físicas com garantia de imóvel próprio, com juros reduzidos de 1,52% a 1,60% ao mês e prazo de pagamento de até 180 meses. Nesse caso, o BB fará uma avaliação do valor do imóvel e a liberação do crédito será em até cinco dias úteis a partir da entrega da documentação, afirma o vice-presidente. O limite financiável é de 50% do valor do imóvel. A linha será disponível, no entanto, apenas para quem tem renda acima de R$ 6 mil.

Para quem não tem imóvel próprio e nem renda inferior a R$ 6 mil, o banco oferece um empréstimo usando o veículo usado (com até cinco anos de fabricação) como garantia. Para essa linha, o BB reduziu os juros de 3,20% (taxa média) para 1,58% ao mês (taxa média) – as taxas novas exatas são entre 1,27% e 2,80% ao mês. Nesse caso, o limite financiável será de até 70% do valor do veículo, com prazo de até 58 meses e liberação imediata do crédito após aprovada a operação, garante o banco.

Essas duas linhas entram em vigor no dia 27 de maio.

Portabilidade para veículos
O BB anunciou também um novo mecanismo para facilitar a agilizar a portabilidade de crédito para veículos – ou seja, clientes que têm financiamento em outro banco e querem transferir o empréstimo para o BB.

Segundo o banco, as etapas foram simplificadas por meio de investimento em automação e os consumidores interessados na portabilidade deverão, apenas, atualizar cadastro no banco para que seja avaliado o limite de crédito e solicitar a transferência da dívida.

“Antes, tínhamos uma questão que o cliente informava para o banco o valor da dívida, o banco fazia a liquidação no outro banco, porém não acontecia no mesmo dia a transferência da garantia. O Banco do Brasil desenvolveu um sistema tecnológico em que ele vai fazer isso automaticamente, não no mesmo dia, mas ele vai se responsabilizar por fazer isso, e o período entre o dia que faço a liquidação do financiamento e a garantia, o banco está descoberto, mas vai confiar no clientes, que a operação vai ser transferida”, explicou Abreu.

Para esses clientes, as taxas serão as mesmas do ‘Bom para todos’ para crédito de veículos, de 0,95% a 1,99% ao mês (essas taxas já haviam sido reduzidas em abril, e antes eram de 1,24% a 2,30%). De acordo com o banco, na operação da portabilidade não é cobrado novamente o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para a nova tomada de crédito.

Inadimplência
Mesmo com as novas reduções de juros, o banco afirma que não teme aumento da inadimplência. “Não verificamos nenhum aumento consistente em nossas linhas de crédito e (…) não temos expectativa de aumento. Entendemos que, na hora que eu reduzo a taxa de juros, eu trago para tomar crédito o cliente que não toma crédito hoje porque entende que a taxa está muito alta. (…) Esse é um cliente muito prudente, que não pega empréstimo a qualquer taxa de juros. Quando esse cliente ingressa na nossa massa de clientes, a tendêndia da inadimplência é diminuir”, disse o vice-presidente.

De acordo com o banco, desde o início da redução das taxas de juros pela instituição, os desenbolsos diários da instuição têm crescido. A média diária de desembolsos totais de CDC, por exemplo, subiram de R$ 199,6 milhões, ao final de março, para R$ 299,7 milhões, ao final de abril.

No crédito de veículos, um dos destaques do crescimento, segundo o vice-presidente, o aumento foi de R$ 10,8 milhões para R$ 38,2 milhões.

3ª redução em um mês
Esta é a terceira redução em um mês. O último corte nas taxas de juros praticadas pelo banco foi anunciado no dia 19 de abril, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros para 9% ao ano. Na ocasião foram reduzidos as taxas mínimas para cheque especial, crédito consignado, financiamento de veículos, entre outras operações.

A instituição diz, ainda, que anunciará uma novidades na próxima semana em fundos de investimento e em linhas de crédito para micro e pequenas empresas.

Lucro do BB recua no 1º trimestre
O Banco do Brasil anunciou ter encerrado o primeiro trimestre de 2012 com lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, após ter registrado ganhos de R$ 2,932 bilhões no mesmo período de 2011, queda de 14,7%, conforme dados divulgados pela instituição, em meio a maiores provisões para perdas diante da tendência de aumento da inadimplência. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, quando o lucro havia atingido R$ 2,972 bilhões, o recuo foi de 15,8%

Gabriela Gasparin

Fonte: Globo

Segundo certificação americana, país tem hoje 504 projetos sustentáveis registrados e fica atrás apenas dos Estados Unidos, dos Emirados Árabes e da China na lista mundial

Tendo a seu favor os diversos projetos sustentáveis que estão ligados à Copa do Mundo 2014 e aos Jogos Olímpicos 2016, o mercado brasileiro está atualmente entre os cinco países que mais têm edifícios verdes registrados em todo o mundo. Com base na certificação americana LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), o Brasil tem hoje 504 empreendimentos em construção que pretendem atender as exigências necessárias para se obter a certificação de Green Building.

Em número de projetos na área, o mercado brasileiro fica atrás dos Estados Unidos — que tem projeto como o da Universidade de Harvard, da foto ao lado — , Emirados Árabes e China. “O Brasil já tem posição importante nesse cenário”, diz Roberto Souza, diretor-presidente do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), consultoria especializada emconstrução civil que atua em 180 projetos sustentáveis no país. Entre os empreendimentos trabalhados pela empresa, estão estádios e centros esportivos voltados para os grandes eventos, hotéis, hospitais e edifícios corporativos.

Para se ter uma ideia da evolução desse mercado, o país teve apenas um empreendimento registrado em 2006. E de acordo com a avaliação do CTE, a média hoje é de um novo registro por dia útil. “O grande salto na área foi a partir de 2010 e devemos chegar ao final desse ano próximo dos 700 edifícios verdes registrados”, comenta Souza, citando que a realização do Mundial de futebol e dos Jogos Olímpicos incentiva o mercado.

Economia no longo prazo
Segundo o diretor-presidente do CTE, não há como definir um valor de investimento médio para um edifício verde, o que depende das características do projeto, mas o custo é entre 1% e 6% maior. “Apesar do investimento inicial, a economia que um empreendimento certificado gera entre 30 e 40 anos é de 40%”, afirma Souza. Ao todo, são seis normas de desempenho ambiental avaliadas, que são: eficiência energética, redução do consumo de água, uso de materiais reciclados, qualidade do ambiente interno, localização (próximo a metrô, bicicletário, etc) e inovação tecnológica.

De acordo com os índices em prol do meio ambiente alcançados em cada uma das normais, o empreendimento recebe um tipo de certificação que varia entre básica, prata, ouro ou platina. Só na utilização de energia, por exemplo, o edifício precisa ter uma redução de no mínimo 10,5%. Já nos benefícios ao meio ambiente, um empreendimento pode diminuir em 30% o consumo de energia, 35% as emissões de carbono, 30% a 50% o consumo de água e até 90% o descarte de resíduos.

Fonte: Brasil Econômico, edição impressa de 02/04/2012

Por Fernando Torres e Chiara Quintão | De São Paulo

Além de estourarem os orçamentos e apresentarem margens em queda, as incorporadoras imobiliárias se deparam com outro problema que ainda não se refletiu em seus balanços: entre 2010 e 2011, mais que dobrou o valor das ações judiciais cíveis contra elas. Boa parte dos processos é relacionada à cobrança de multas por atraso na entrega das obras.

Em um grupo de 15 empresas de capital aberto analisadas pelo Valor, o montante das contingências cíveis fora do balanço saltou de R$ 364 milhões para R$ 757 milhões, com alta de 107% em um ano. Como as empresas dizem que a chance de perda nesses processos é apenas “possível”, e não “provável”, esses valores não foram registrados como despesa com provisão no balanço – aparecem apenas nas notas explicativas.

Isso significa que, se o diagnóstico das companhias estiver errado e o risco de perda das disputas na Justiça se tornar provável, elas terão de registrar despesas milionárias em suas demonstrações de resultados. Do total de processos cíveis tratados como de perda possível ao fim de 2011, 85% se referem a cinco incorporadoras: Gafisa, PDG, Viver, Cyrela e Even. As quatro últimas citam os atrasos em obras entre as principais razões para justificar os valores. Outros casos em disputa envolvem índices de correção das parcelas, rescisão de contratos com devolução de valores e vícios de construção.

A Gafisa, que tem o maior montante em contingências cíveis sem provisão no balanço, de R$ 346 milhões, não descreve a origem das causas e, procurada, preferiu não se manifestar.

Com as ações judiciais e multas por atrasos se avolumando nos tribunais, o Secovi (sindicato que representa as construtoras de São Paulo) assinou, no fim de setembro, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Ministério Público para criar regras para os casos de atraso de entrega de obras além dos 180 dias de tolerância de praxe. Ficou acertado que os contratos assinados a partir de 120 dias da assinatura do TAC passam a incluir dois tipos de multa: 2% sobre o valor pago até então pelo comprador, uma única vez, e mais 0,5% incidente sobre a mesma base, a cada mês de atraso. Mas o TAC não resolve os contratos antigos. Muitos não preveem multas, embora exista prazo para conclusão da obra.

Fonte: Valor Online

Apesar da alta no último mês, Abramat diz que resultado do primeiro trimestre é insatisfatório

Aline Rocha

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou o índice de vendas deflacionadas da indústria para o primeiro trimestre de 2012. O resultado é positivo: houve um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para a entidade, no entanto, os números continuam abaixo da expectativa. A Abramat espera que o faturamento da indústria de materiais ainda aumente 5% este ano. A expectativa se deve à previsão de aceleração dos programas do governo, como o PAC e Minha Casa Minha Vida, além do aumento do crédito imobiliário.

Ainda de acordo com o estudo, o faturamento deflacionado das vendas dos materiais de acabamento teve crescimento de 17,2% em março deste ano, se comparado a março do ano passado. O resultado acumulado do primeiro trimestre apresentou 6,3% de crescimento.

Já a venda de materiais de construção no último mês cresceu 7% em relação ao mesmo período de 2011. A entidade ressalta que deve se levar em conta que março teve menos dias úteis por conta do carnaval. O número de funcionários da indústria de materiais também apresentou crescimento: 4,8% em relação a março de 2011.

Fonte: PiniWeb

A indústria global dos veículos eléctricos acabou de receber uma excelente notícia – e que pode levar à dinamização radical do sector. O Governo chinês quer ter 5 milhões de carros eléctricos a circular nas ruas do País, em 2020, e por isso está a dar incentivos à compra destes veículos, por parte da população chinesa, e a subsidiar a inovação da tecnologia eléctrica.

As medidas, anunciadas esta semana pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, pressupõem ainda a produção e venda de 500 mil eléctricos, já em 2015, e a exportação para todo o País do sistema de carregamento eléctrico. Há ainda planos para baixar o consumo médio de combustível de um carro não-eléctrico para 6.9 litros/100 quilómetros, em 2015, e para os 5 litros/100 quilómetros, em 2020.

O plano inclui ainda subsídios individuais pela compra de veículos eléctricos – a exemplo de Portugal até há bem pouco tempo -, o lançamento de um programa de reciclagem de baterias eléctricas e o desenvolvimento de programas-piloto para incentivar a compra de carros eléctricos.

“A ambição da China é revolucionar a sua indústria automóvel, através da substituição dos tradicionais motores de combustão interna com os veículos eléctricos e a tecnologia limpa. Para atingir estes objectivos, as cidades chinesas terão de transformar as suas infra-estruturas urbanas e sistema de gestão”, explicou Changhua Wu, director do The Climate Group na China.

“Ao trazer 5 milhões de veículos mais ecológicos para a estrada em 2020, a China vai estabelecer uma sólida fundação para uma transformação de muito maior escala, nas próximas décadas, quando [o País] reduzir drasticamente a sua dependência dos combustíveis fósseis e melhorar a segurança energética”, continuou.

A China é o maior mercado automóvel desde 2009, quando vendeu 13,6 milhões de veículos.

Fonte: Greensavers