Author: quimicryl

Aulas, destinadas a engenheiros, arquitetos e tecnólogos, debatem de forma prática os requisitos e critérios da NBR 15575
Rodrigo Louzas

A PINI acaba de lançar mais um curso destinado a engenheiros, arquitetos e tecnólogos que trabalhem na área de projetos e edificações habitacionais. Chamado de Desempenho de Edificações Habitacionais – NBR 15.575:2013, o treinamento tem como principal objetivo apresentar os conceitos e princípios de desempenho aplicados às construções habitacionais.

Além dos conceitos, as aulas querem debater de forma prática os requisitos e critérios de desempenho previstos na NBR 15575:2013 (durabilidade e manutenibilidade, desempenho estrutural, segurança ao fogo, desempenho térmico, desempenho acústico e estanqueidade). O Sistema Nacional de Avaliações Técnicas de produtos inovadores (SiNAT) será outro assunto abordado.

Com carga horária de 8 horas, o curso será ministrado por Claúdio Mitidieri, engenheiro civil e coordenador da área de concentração em Tecnologia da Construção de Edifícios do Mestrado Profissionalizante em Habitação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O curso acontecerá no dia 27 de março, das 8H30 às 17h30, na Faculdade Impacta Tecnologia, localizada na Rua Arabé, 71, São Paulo, próxima ao metrô Santa Cruz.

As inscrições podem ser feitas através do telefone 11 2173-2474 ou do e-mail eventos@pini.com.br. Para mais informações, acesse a página do curso. Assinantes das revistas PINI ganham desconto.

Fonte: Pini

Decisão não é definitiva. Se confirmada, esta será a maior multa para um processo de cartel na história do país
Rodrigo Louzas, do Portal PINIweb

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), através do redator Alessandro Octaviani, sugeriu que as empresas acusadas de fazer parte do cartel do cimento no Brasil pagassem uma multa que soma R$ 3,1 bilhões. A proposta foi anunciada na última quarta-feira (22). Se confirmada, esta será a maior multa para um processo de cartel na história do país.

Segundo Octaviani, pela sua investigação, de cada R$ 100 que os brasileiros gastaram na compra de cimento nas últimas décadas, pelo menos R$ 20 foram cobrados de forma ilegal, “O cartel de cimento e concreto subjugou a sociedade brasileira durante décadas”, disse. O conselheiro vai além e afirma que o superfaturamento do cimento e do concreto no País teria causado prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

Octaviani declarou já ter encontrado provas suficientes para caracterizar a prática de cartel. A decisão ainda não é definitiva em razão do pedido vista dos autos do processo do conselheiro Marcio Oliveira Junior. Porém, a maioria dos conselheiros do Cade acompanharam o voto de Octaviani.

Empresas

No relatório, o conselheiro propõe que o Tribunal do Cade condene as empresas Votorantim Cimentos S.A., Holcim do Brasil S.A.; Intercement (antiga Camargo Corrêa Cimentos S.A.); Cimpor Cimentos do Brasil Ltda; Itabira Agro Industrial S.A; e Companhia de Cimento Itambé por formação de cartel.

Segundo informações do Jornal O Estado de São Paulo, a multa para a Votorantim é de R$ 1,565 bilhões. Para a Itabira Agro Industrial, R$ 411,669 milhões. Para a Cimpor do Brasil, R$ 297,820 milhões. No caso da InterCement Brasil (antiga Camargo Corrêa Cimentos), a multa proposta é de R$ 241,7 milhões e para a Companhia de Cimento Itambé, de R$ 88,022 milhões.

A Holcim, por fim, teria de pagar R$ 508,593 milhões. A empresa é considerada reincidente, por já ter sido condenada no chamado cartel da brita. Por isso, sua multa foi dobrada.

Octaviano ainda acredita que entidades do setor estariam envolvidas no esquema. Para a Associação Brasileira de Cimentos Portland (Abcp), a multa proposta foi de R$ 2,128 milhões. Para a Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem (Abesc), também R$ 2,128 milhões. A multa sugerida para o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento é de R$ 1,064 milhão, de acordo com a publicação do jornal paulista.

Além disso, o relatório também propõe que as empresas, com exceção da Itambé, sejam condenadas a se desfazer de parte dos ativos no setor. Se confirmado, a Votorantim, por exemplo, terá que se desfazer de 35% da sua capacidade instalada. A Intercement e a Cimpor, que fazem parte do mesmo grupo – Camargo Corrêa -, devem vender 25% da sua capacidade instalada. A Itabira, por sua vez, deve se desfazer de 22% de sua capacidade e a Holcim, também 22%.

Não há prazo previsto para que Marcio Oliveira Junior apresente sua decisão.

Fonte: Pini web

O ramo da construção civil deverá continuar em alta em 2014. A informação é do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT) que prevê um mercado bastante aquecido durante todo o ano. Com base nas necessidades do setor, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) disponibilizou para o primeiro semestre, cerca de 1700 vagas em cursos gratuitos nas áreas de Construção Civil, Madeira e Mobiliário.

As vagas são para aplicador de revestimento cerâmico, armador de ferros, carpinteiro de obras, eletricista instalador residencial, instalador hidráulico, marceneiro, pedreiro e pintor de obras. Os cursos ocorrem nos períodos matutino, vespertino e noturno, na Escola Senai da Construção. Para se inscrever, basta ter 18 anos e ser alfabetizado. Com exceção dos cursos de Pintor de Obras, Carpinteiro de Obras e Eletricista Predial que tem como exigência o 5º ano (4º série) do Ensino Fundamental e a idade mínima de 18 anos. As matrículas ocorrem na própria unidade das 7h30 às 11h30, das 13h30 às 17h30 e das 19h às 21h. São necessários RG, CPF e comprovante de residência atualizado.

De acordo com o vice-presidente de relações trabalhistas do Sinduscon-MT, Cláudio Cléber Ottaiano, embora as obras da copa tenham prazo para terminar, muitos outros empreendimentos horizontais e verticais, além das obras relacionadas à melhoria de infraestrutura das estradas e rodovias, tanto na capital como no interior, demandam mão de obra qualificada. “O mercado carece de profissionais técnicos de uma maneira geral e também precisa de trabalhadores diretos como pedreiros e marceneiros. O que observamos é que toda a mão de obra qualificada está trabalhando”.

De acordo com a diretora regional do Senai-MT, Lélia Brun, esse é o melhor momento para começar a estudar ou se especializar em novas áreas. “As indústrias estão em busca de profissionais interessados e dedicados. Cabe a cada um escolher uma área que se identifique e buscar a qualificação”. Lembrando que todos os cursos do Senai-MT são elaborados de acordo com a demanda do mercado.

Fonte: Circuito Mato Grosso

No trimestre de setembro a novembro, IBC-Br registrou expansão média de 0,30%; em 12 meses, crescimento acumulado é de 2,61%.

BRASÍLIA – Após o crescimento surpreendente em outubro, quando atingiu o maior nível desde abril de 2013, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,31% em novembro de 2013 em relação ao mês anterior, na série sem influências sazonais. e acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 17, pelo BC, o número passou de 146,88 pontos em outubro para 146,42 pontos em novembro.

A queda do IBC-Br foi maior que o piso das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que previam queda de 0,28% a alta de 0,60%.

Nos 12 meses encerrados em novembro de 2013, o crescimento foi de 2,61% na série com ajuste sazonal. No acumulado do ano até novembro, houve alta de 2,80% (com ajuste).

O dado de outubro ante setembro foi revisado de 0,77% para 0,71%, na série com ajuste sazonal.

Sem ajuste. Na comparação entres os meses de novembro de 2013 e de 2012, houve alta de 1,34% na série sem ajustes sazonais. Na série observada, novembro terminou com IBC-Br em 145,15 pontos. O resultado do indicador de novembro de 2013 ante novembro de 2012 também ficou abaixo do piso das estimativas (+1,40% a +2,80%, com mediana positiva de 2,20%).Nos 12 meses encerrados em novembro de 2013, o crescimento foi de 2,43% na série sem ajuste. No acumulado do ano até novembro, houve alta de 2,68% (sem ajuste).

Trimestre. O IBC-Br registrou expansão de 0,30% na média do período entre setembro e novembro de 2013 na comparação com a média dos três meses anteriores (de junho a agosto de 2013), na série com ajuste sazonal. Já na comparação das médias nos períodos setembro-novembro de 2012 e 2013, o indicador teve alta de 2,91%, no dado sem ajuste, passando de 142,74 pontos para 146,88 pontos.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os indicadores está a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou alta de 0,7% ante outubro, na série com ajuste sazonal, e cresceram 7,0% ante novembro do ano retrasado. Outro dado importante é a produção industrial, que em novembro de 2013 recuou 0,20% na margem e teve incremento de apenas 0,40% no confronto interanual.

Por Eduardo Cucolo – Agência Estado

Fonte: Estadão

Previsão é que sejam construídas 20 mil unidades habitacionais em todo o país, sendo o Sudeste a região mais beneficiada
Rodrigo Louzas, do Portal PINIweb

O Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) anunciou na última sexta-feira (10) que o Governo Federal destinará R$ 1,168 bilhão do órgão ao Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) em 2014. O recurso, já publicado no Diário Oficial da União (DOU), será aplicado na construção de 20 mil unidades habitacionais para famílias com renda de até R$ 1,6 mil.

Pelo plano, as regiões Sudeste e Nordeste ficarão com as maiores partes da verba, com 41,51% e 30,08%, respectivamente. As regiões Sul (10,44%), Norte (9,57%) e Centro-Oeste (8,40%) ficaram bem atrás. Quanto a quantidade de casas, devem ser construídas 8.302 na Região Sudeste, 6.016 (Nordeste), 2.088 (Sul), 1.914 (Norte) e 1.680 (Centro-Oeste).

O investimento faz parte de uma resolução que define o Plano de Metas e Diretrizes do FDS para o ano de 2014. Vale ressaltar que estes números não são definitivos. A entidade enfatizou que o plano de investimentos poderá ser revisto pelo Conselho Curador do Fundo no decorrer de 2014.

Fonte: Pini Web

Ele já foi chamado de “O Poderoso Chefão Verde” pela revista de tecnologia americana Wired. Claro que não estamos falando de Al Pacino. O “Godfather” em questão é Jerry Yudelson, um dos principais consultores do mundo em construção sustentável, autor de mais de 13 livros sobre o tema.

O especialista divulgou as principais tendências para o mercado em 2014. Para ele, “edifício verde é o tsunami do futuro que irá inundar todo o setor imobiliário”. Confira sete delas.

1 – Mercado em alta

No topo da lista de Yudelson está a previsão de que o mercado de construção sustentável vai continuar seu forte crescimento em 2014, com a edificação de novos imóveis comerciais em conjunto com o governo, universidades e instituições sem fins lucrativos. “Edifício verde é o tsunami do futuro que irá inundar todo o setor imobiliário”, diz.

No Brasil, o mercado da construção sustentável tem passado ileso pelo desempenho errático da economia nos últimos anos. De acordo com um estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young), em 2012, os prédios verdes movimentaram R$ 13,6 bilhões no país. O valor dos imóveis que reivindicam a certificação alcançou 8,3% do total do PIB de edificações naquele ano, que foi de R$ 163 bilhões.

2 – Eficiência energética é palavra de ordem

A segunda megatendência na lista do especialista é o crescente foco em eficiência energética em todos os tipos de edifícios, comerciais e residenciais, incluindo o papel crescente da automação predial utilizando sistemas baseados em nuvem.

Tamanho e dimensão das janelas e os tipos de vidro escolhidos, iluminação, que avalia, por exemplo, a intensidade de luz natural no prédio e o desligamento automático do sistema estão entre soluções que ajudam a evitar o desperdício de energia.

3 – Prédios de Energia Zero

Outra megatendência são os Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano. Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo, como Alemanha e Noruega e também nos Estados Unidos.

Os métodos de produção podem ser os mais diversos. Nos Estados Unidos, o mais comum é o fotovoltaico, que usa a energia do sol para gerar energia. Tudo depende das características de cada região.

4 – Retrofit ecológico em prédios antigos

O foco da indústria de construção verde continuará a mudar dos novos projetos para a adaptação de edifícios existentes aos padrões sustentáveis. Esta tendência, chamada de retrofit verde, cresce desde 2010 e é um caminho mais rápido para que edifícios antigos e clássicos atinjam um padrão sustentável em comparação à construção de um novo projeto.

Nos Estados Unidos, o mercado da construção sustentável saiu dos míseros U$ 10 bilhões em 2005 para atingir U$ 236 bilhões atualmente. O exemplo de maior destaque é o Empire State Building. (Leia também: Retrofit verde ajuda no bolso e revoluciona seu prédio).

5 – Novas certificações na disputa

A principal certificação de construção sustentável, o LEED (sigla em inglês de “Leadership in Energy and Environmental Design”) vai atrair competidores como nunca. Yudelson prevê que o custo e a complexidade da certificação abrirá o mercado para outros concorrentes.

Nos EUA, por exemplo, um dos recém-chegados é o sistema de classificação Green Globes, que conta com ajuda de ações recentes do governo Obama para ficar em pé de igualdade com o LEED nos projetos federais. No Brasil, um dos selos mais procurados, além do Leed, é o selo Aqua.

6 – Energia solar, um bom negócio

O uso de energia solar em edifícios vai continuar a crescer, segundo Yudelson. As oportunidades de financiamento para projetos dessa natureza ajudarão a fornecer capital para instalação de sistemas de cobertura de edifícios comerciais, estacionamentos, armazéns e lojas de varejo, além de residências. Atualmente, gerar energia solar em casa, no Brasil, por exemplo, já permite que não se tenha que pagar nada na conta de luz no fim do mês e até ficar com crédito com a distribuidora de energia. (Leia também: Por que gerar energia solar em casa pode ser um bom negócio)

7 – Abaixo o desperdício de água

A consciência de que a água é um recurso escasso vai aumentar globalmente, alimentada pelo risco de uma crise de abastecimento de água potável. Para Yudelson, os edifícios verdes pode ser um aliado no combate ao problema, por meio da incorporações de sistemas que otimizam o uso de água. Exemplos que vão da instalação de descargas que usam menos água nos banheiros à incorporação de telhados verdes, que coletam água da chuva para reuso no prédio.

Fonte: INFO abril