Author: quimicryl

Publicado em 17 de Julho de 2012.

Responsáveis pelas empresas Unlimited Energy e a Saferay anunciaram a construção daquele que será o maior parque solar do mundo em capacidade instalada. O parque está situado perto da cidade de Senftenberg, na Alemanha, e nasceu num improvável local: uma mina a céu aberto abandonada.

O parque, que terá um total de 166 MW, está ainda em construção, mas uma primeira fase, de 78MW, já está operacional – e foi construída em apenas três meses, destroçando recordes como este.

Esta quinta solar irá recolher os raios de sol através de 330 mil módulos solares, convertendo-os em energia com 62 estações centrais de inversores. “O enorme tamanho do parque e rápida construção estão a elevar a qualidade no desenvolvimento de parques solares, levando outras a empresas a seguirem este exemplo”, explica o Inhabitat.

Antes da construção deste parque, os terrenos estavam inutilizados – ou melhor, ficaram inutilizados devido a dezenas de anos de exploração mineira. O facto de esta massa de terra ter sido transformada num parque fotovoltaico é também uma medida simbólica e arrojada da indústria das energias renováveis.

Paralelamente, a Unlimited Energy – que construiu o parque – criou reservas de vida selvagem entre as instalações solares, tomando também acções para preservar o crescimento das plantas locais. Este será, de resto, um dos grandes desafios futuros da indústria das energias renováveis: conjugar as instalações solares – ou eólicas – com a biodiversidade.

SÃO PAULO – Quando se trata de controlar o gastos dos filhos, muitos pais não conseguem estabelecer limites e acabam pagando contas indesejadas. Para ajudar quem passa por esta situação, o Portal InfoMoney com auxílio do Sócio-fundador e Diretor de Marketing do Peela, Eduardo Almeida, formulou algumas dicas que podem ajudar quem está nesta situação. Confira abaixo:

1- Ensine desde pequeno
A melhor idade para começar a dar mesada para as crianças é quando elas já têm alguma noção dos números, ou seja, por volta dos sete anos. Porém, segundo Almeida, “Isso pode ser estimulado antes, com os famosos cofrinhos, cuja ideia é dar as primeiras noções de e poupança”. Quanto mais cedo as crianças começarem a fazer parte da economia doméstica e aprenderem sobre educação financeira, mais fácil será controlar os gastos futuros.

2- Estabeleça valores
Especifique valores baixos para as primeiras mesadas, entre R$ 10 e R$ 20, podendo ser semanais ou mensais, conforme seu entendimento e seu bolso. A cada período de idade é possível haver um aumento de mesada, que pode ser por faixa de idade, por exemplo, quem tem 7 anos recebe R$ 7 a mais, ou aumentar R$ 5 a cada aniversário.

De acordo com Almeida, o filho precisa entender que terá o mesmo valor disponibilizado todos os meses e que esse será o único montante que ele receberá, “A criança poderá planejar com o que irá gastar. Se no mês seguinte for precisar de um valor maior para algo que deseja fazer, precisará economizar no período anterior”.

3- Não inclua gastos essenciais
Nem todos os produtos consumidos pelos filhos devem sair da mesada dos mesmos. Itens essenciais, como material escolar, uniforme e roupas necessárias, não são responsabilidade da criança.

4- Controle os adolescentes
O ideal para aqueles que têm filhos adolescentes são os cartões pré-pagos e contas virtuais. Com esses recursos o crédito é pré-fixado e não têm como gastar mais do que o estabelecido.

Os cartões pré-pagos são mais comuns em viagens internacionais. Você deposita o valor desejado em reais e o valor é convertido para a moeda local de acordo com a cotação do dia do depósito, e numa emergência é possível colocar créditos no cartão de acordo com a necessidade, além de serem aceitos na maioria das lojas fora do país. Mas planeje o orçamento de viagem de acordo com os preços locais, pois algumas cidades são mais caras que outras e o dinheiro pode não ser suficiente e será necessário gastar mais que o desejado.

Os Gifts Cards e contas virtuais, segundo Almeida, é ideal quando o filho desempenhar um bom comportamento, ou ir bem na escola, pois você pode presenteá-lo com um cartão que pode ser gastos em lojas parceiras. Basta ter uma conta virtual aberta e carregar com créditos e utilizar o login, senha e avatar de segurança na hora do pagamento. Com a conta é possível acompanhar saldos, extratos de cargas, transações realizadas e todo o histórico de acesso.

5- Saiba quando parar
A parte mais difícil para muitos pais é quanto parar de oferecer a mesada para os filhos. O ideal é quando eles forem capazes de arrumar um emprego, ou então quando o salário que eles recebem for possível para eles se sustentarem.

Fonte: InfoMoney

Por Marta Nogueira | Valor

RIO – O aumento dos preços dos alimentos mais consumidos por famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos foi o principal motivo pelo qual a inflação entre os idosos cresceu mais do que aquela percebida pela média da população no segundo trimestre, de acordo com o coordenador de análises econômicas da Fundação Getulio Vargas, Salomão Quadros.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela FGV, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) subiu 1,39% no segundo trimestre, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor-Brasil (IPC-BR), que mensura o impacto de preços em pessoas de todas as faixas etárias, avançou 1,15% no mesmo período. No primeiro trimestre, o IPC-3i avançou 1,33%, enquanto o IPC-BR mostrou elevação de 1,66%.

Para os idosos, os preços dos alimentos subiram 2,19% no segundo trimestre – no âmbito do IPC-BR a inflação dos alimentos foi de 1,74%. “Apesar de o grupo alimentação pesar menos para os idosos, alguns componentes desse grupo de despesa, mais consumidos pela terceira idade, apresentaram altas importantes”, explicou Quadros. O grupo alimentação tem peso de 18,50% na composição do IPC-3i e de 23,25% na composição do IPC-BR. Dentro do grupo alimentação, as hortaliças e legumes tiveram alta de 16,70% para a terceira idade, no segundo trimestre, enquanto apresentaram crescimento menor de 13,83% para a população em geral. O peso das hortaliças e legumes para a composição do IPC-3i é de 1,16%, enquanto para o IPC-BR é de 0,87%.

Outro exemplo citado por Quadros foi a inflação do subgrupo pães e biscoitos, que cresceu 2,06% no IPC-3i, no segundo trimestre, ao passo que acelerou 1,67% no IPC-BR, no mesmo período. Segundo Quadros, os idosos costumam consumir maior variedade de pães, além do tradicional francês. No segundo trimestre, o preço do pão de forma avançou 6,52% para o IPC-3i, enquanto a inflação do pão francês cresceu 1,81%.

Também a habitação contribuiu para a aceleração do IPC-3i frente ao IPC-BR. O grupo representa 31,04% da formação do IPC-3i, enquanto responde por 25,33% na formação do IPC-BR. No IPC-3i habitação foi de alta de 2,15%, no primeiro trimestre, para variação de 1,36%, no segundo, mas ainda assim seu peso foi importante. Segundo Quadros, essa classe de despesa costuma apresentar aceleração de preços mais intensa nos três primeiros meses do ano, devido a reajustes em preços administrados.

A FGV também detalhou o desempenho mensal dos indicadores inflacionários. O IPC-3i apresentou alta de 0,21%, em junho, frente à alta de 0,62% em maio. Já o IPC-BR subiu 0,11% em junho, abaixo da alta de 0,52% em maio.

Fonte: Valor

Após o expressivo crescimento de empreendimentos sustentáveis no Brasil, a nova tendência é tornar sustentáveis os edifícios já existentes, a fim de se obter redução dos custos operacionais e melhorar a qualidade dos ambientes. Para Newton Figueiredo, presidente do Grupo SustentaX, que esteve a frente da certificação LEED para operação e manutenção dos empreendimentos CYK, na avenida Paulista, e o edifício da Ed.Abril, na marginal Pinheiros, entre os benefícios estão melhoria da qualidade de vida para os ocupantes, redução do impactos para as cidades, efetiva redução de custos operacionais, gerando maior competitividade e também rentabilidade para seus investidores.

“O objetivo da operação e manutenção sustentáveis é tornar um empreendimento já existente mais saudável e mais atraente às empresas, mais competitivo e com ambientes que levam a maior produtividade dos colaboradores”, afirma.

Entre algumas medidas para se obter uma operação e manutenção sustentáveis estão:

Políticas de compras sustentáveis: aquisição utilizando critérios de sustentabilidade de produtos e equipamentos: Selo Procel, Selo Cerflor, Selo SustentaX, Selo Conpet, com o objetivo de garantir qualidade, desempenho e mitigando riscos, pela seleção de fornecedores de serviços e produtos com responsabilidade socioambiental comprovada;

Controle da toxidade dos produtos de limpeza para melhoria do ar interno e menor risco de contaminação na manipulação de produtos;

Áreas externas específicas para fumantes distantes das entradas de ar para o interior do edifício (distância de 8m) evita alergias e outros males provocados por substâncias tóxicas;

Otimização do controle de funcionamento e desligamento de sistemas e equipamentos para redução do consumo de energia elétrica;

Gerenciamento de resíduos para a destinação correta e diminuição da necessidade de aterros sanitários;

Barreiras de contenção de poeira (capachos) em todas as entradas para redução de ocorrência de doenças respiratórias.

Além da gestão com procedimentos dentro dos melhores padrões internacionais, otimização dos sistemas de automação de ar condicionado, eficiência energética dos sistemas de iluminação.

Para Figueiredo, sustentabilidade predial é um processo de mudança, cujo sucesso, depende, sobretudo, do engajamento das pessoas, já que “exige o envolvimento de todos, dos ocupantes, proprietários aos fornecedores de serviços, para a criação de novos procedimentos, alterações práticas e culturais”.

Fonte: Construchemical

Para obter selo, empreendimento tem de cumprir requisitos como uso de luz natural, gestão de resíduos e utilização de recicláveis.

O empreendimento paulistano que se tornou modelo em sustentabilidade é o Rochaverá, às margens do Rio Pinheiros, na zona sul – projetado pelo escritório Aflalo amp; Gasperini Arquitetos. Uma das características que contaram a favor foi o sistema de reúso da água da chuva. Absorvida nas coberturas das torres e nos ralos em toda a área do empreendimento, ela é encaminhada para um depósito, de onde o líquido é bombeado para a superfície, irrigando jardins.

Os elevadores ficam no centro das torres, de forma que as laterais sejam todas ocupadas por janelas. Dessa forma, há uma superfície maior para incidência de luz natural e as lâmpadas não precisam ficar ligadas o tempo todo. Para evitar o uso desnecessário de ar-condicionado, o lado oeste – mais sujeito à ação solar – tem placas de granito intercaladas com os vidros para impedir o aquecimento interno. Do outro lado, há apenas vidro. Na cobertura, além de um jardim para absorver a chuva, foram usadas tintas reflexivas para que o calor não seja absorvido.

Quando a industria farmacêutica Boehringer Ingelheim decidiu mudar sua sede paulistana, em 2009, buscou o Rochaverá justamente por causa da certificação sustentável. Nosso principal critério na escolha foi esse: que o local fosse condizente com nossos valores, explica Adriana Von Treuenfels, diretor de Relações Institucionais da empresa. O prédio aquece menos, então o consumo de ar-condicionado reduz muito.

A modernidade e a proposta sustentável do empreendimento fazem parte de nossos valores, completa a publicitária Mônica Panelli, diretora de marketing da empresa de consultoria Everis, cujo escritório fica ali. A principal vantagem de estar em um prédio ecologicamente correto é a redução de custos operacionais relacionados à manutenção do escritório. / E.V. e R.B.

Na onda das práticas mais sustentáveis, o número de prédios verdes no Brasil não para de crescer. Já há 51 construções com o selo no País – 33 deles no Estado de São Paulo. Outros 525 estão em processo de certificação. Isso faz com que o Brasil seja o quarto no ranking mundial de construções verdes, atrás apenas dos Estados Unidos, dos Emirados Árabes Unidos e da China.

E a tendência é que essa quantidade aumente ainda mais, já que até maio 91 novos prédios entraram com pedido de certificação. É uma tendência irreversível, acredita Amilton de França Júnior, diretor de Sustentabilidade do Secovi, o sindicato do setor imobiliário. Cada vez mais os clientes estão ficando atentos para isso, estão exigindo.

Especialistas defendem que construir um prédio atualmente sem vislumbrar uma certificação ambiental pode se tornar um mico a médio prazo. Acreditamos que hoje é muito arriscado construir um empreendimento sem essa preocupação, avalia o consultor imobiliário Adriano Sartori, diretor da empresa CBRE. Pois num futuro próximo o prédio ficaria em posição desfavorável no mercado.

Para ser considerado um prédio verde e conseguir o selo Leed, o empreendimento passa pela avaliação de alguns requisitos, como uso de iluminação natural, gestão de perdas e resíduos, administrações do consumo de água e energia elétrica, uso de materiais renováveis, qualidade interna do ambiente e ideias inovadoras.

Um dos quesitos mais importantes é a localização do empreendimento. O terreno não deve ser contaminado e cobra-se uma boa infraestrutura local, principalmente de transporte público, para evitar que o edifício se transforme em um polo gerador de congestionamentos. Construções também devem reservar espaço para bicicletários e incentivar ações ecológicas – reservando vagas de estacionamento perto dos elevadores para quem der carona e para veículos de baixa emissão de carbono.

Muitas dessas exigências não significam necessariamente aumento no custo final da obra e podem ser alcançadas com mudanças estruturais. O processo para conseguir o certificado Leed custa aproximadamente US$ 3 mil para as incorporadoras. Os projetos são enviados para o World Green Building Council, nos Estados Unidos, e depois há um acompanhamento da obra pelo escritório brasileiro da instituição. O certificado é emitido seis meses após a entrada em operação do empreendimento.

O World Green Building Council também analisa a qualidade de todo o material usado nos canteiros de obras, avalia se é renovável e qual sua procedência. O laboratório Delboni Auriemo de Santana, por exemplo, foi construído com madeira certificada e todo o material usado foi comprado em um raio de 800 quilômetros da capital.

Custo. Especialistas afirmam que o investimento feito na construção e na obtenção do selo é recuperado pouco tempo depois. Um imóvel com o selo verde se valoriza cerca de 30%. Com a economia do uso de água e luz, por exemplo, o condomínio tende a cair. Um prédio verde economiza 50% de água e tem um ganho de eficiência energética que chega a 40%, explica o consultor imobiliário Adriano Sartori, diretor da empresa CBRE. Ao longo dos anos, isso representa uma economia brutal. Por causa da qualidade do material, os custos de manutenção também acabam sendo menores.

Na construção, os custos não chegam a 2% a mais do que um prédio convencional, afirma o arquiteto Roberto Aflalo Filho, do escritório Aflalo amp; Gasperini Arquitetos. No geral, os clientes que ultimamente nos procuram já expressam essa preocupação: querem obter a certificação.

Fonte: O Estado de São Paulo, edição Impressa de 02/07/2012

País é 58º da lista de países mais inovadores, atrás de Portugal, Chile e África do Sul; crédito, ambiente de negócios e educação são entraves

GENEBRA – O Brasil desabou no ranking dos países mais inovadores do mundo. Uma classificação publicada hoje pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual e pelo instituto Insead, considerada como a mais completa temperatura do grau de inovação no mundo, aponta que o Brasil ocupa apenas a 58.ª posição no ranking, uma queda de nove posições em relação a 2011.

Países como Portugal, Sérvia, Romênia, África do Sul e Bulgária estão melhores colocados que o Brasil. Os principais obstáculos no País: a qualidade do ensino superior e as condições para investir em ciência. O ranking é liderado pela Suíça, seguido pela Suécia, Cingapura e Finlândia. Os Estados Unidos estão na décima colocação.

O levantamento revela que o Brasil foi o país que mais caiu no ranking entre os Brics, sigla que agrupa China, Índia, Rússia e Brasil. Para os especialistas, o bloco todo precisa corrigir obstáculos institucionais para fomentar a inovação. China e Índia são citados como exemplos de países que conseguiram transformar bolsões de tecnologia em ganhos mais generalizados para a economia.

Mas, quanto ao Brasil, o levantamento revela que o País não é líder em inovação nem mesmo na América Latina. O Chile está na 39.ª posição. Já o restante da região está bem abaixo. Na 58.ª posição, a situação do Brasil não é cômoda. “Particularmente preocupante é a posição do Brasil no que se refere ao ambiente para negócios (127.ª posição de 141 países analisados), a educação superior (115.º lugar), condições de crédito e comércio (108.º lugar)”, alertou o estudo.

O levantamento ainda indica que o peso das importações no PIB brasileiro é o menor do mundo. Em 2010, as importações representavam apenas 12% do PIB, o menor índice entre 141 países avaliados. O Brasil também tem uma baixa taxa de pesquisas publicadas em revistas científicas em comparação a seu PIB. O Brasil tem uma produção menor que Fiji, Irã ou Zimbábue, levando em conta o tamanho das economias.

Exportação. Com apenas 14% de suas exportações com valor agregado de alta tecnologia, o Brasil ocupa a 49.ª posição entre os países com uma pauta de exportação mais avançada. Tunísia, Indonésia e Casaquistão estão em melhor posição. Outra constatação é de que empresas raramente contribuem com a inovação no Brasil, com menos de 5% das patentes registradas. Hoje, 24% das patentes são registradas por universidades.