Author: quimicryl

Sem chuvas há nove dias, volume acumulado no Cantareira chega a 10,1%. Especialista diz que volume morto pode fornecer água até fevereiro de 2015

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou neste domingo (4) a implantação do racionamento de água em 2014 apesar da crise no Sistema Cantareira. Alckmin respondeu a questionamento sobre o rodízio durante coletiva de abertura da 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT.  Em fevereiro, Alckmin havia descartado o racionamento, mas dizia contar com chuvas.

Sem chover nada há nove dias, o volume acumulado no Sistema Cantareira caiu a 10,1% neste domingo (4). Também não há previsão de chuvas para os próximos dias.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realiza obras emergenciais desde o dia 17 de março para retirar água do fundo dos reservatórios do Sistema. Segundo a companhia, o “volume morto” poderá abastecer a Grande São Paulo por quatro meses e deve começar a ser usado entre julho e agosto.

A obra está orçada em R$ 80 milhões e vai tornar útil uma reserva de 300 bilhões de litros de água que fica abaixo do nível das comportas.

Segundo um cálculo feito pelo professor especialista em recursos hídricos da Universidade de São Paulo (USP) Rubem Porto, e publicado pelo G1 em 19 de março, a água do Cantareira deve durar até setembro. Com o uso do volume morto, o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo ganha um “respiro” até fevereiro de 2015.

Conta mais cara

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou em 22 de abril que os moradores da região metropolitana abastecidos pelo Sistema Cantareira terão acréscimo na conta caso aumentem o cosumo de água.

De acordo com Alckmin, o consumidor que gastar acima da média no próximo mês pagará conta 30% mais cara em junho. Já os consumidores de 31 cidades atendidas pela Sabesp que conseguirem economizar 20% receberão desconto de 30%

Quando questionado nesta terça-feira (29) sobre a previsão para a utilização do volume morto do Sistema Cantareira, o governador afirmou que haverá uma reunião de secretários de várias pastas para a avaliação da eficácia da extensão do bônus pela economia de água para 31 cidades atendidas pela Sabesp.

“Vai ter uma reunião de avaliação para ver o resultado. Acho que todas [as cidades] vão ajudar [a poupar água]”, afirmou.

Alckmin voltou a explicar que a economia de água em cidades abastecidas por outros sistemas podem contribuir para garantir o abastecimento de bairros originalmente abastecidos pelo Cantareira. De acordo com Alckmin, os sistemas Alto Tietê e Guarapiranga aliviaram a situação do Cantareira. A partir de setembro, o Riacho Grande também deverá atuar no mesmo sentido.

“Temos uma reserva técnica [volume morto] de 400 milhões de metros cúbicos. Nós pretendemos retirar, se necessário, 190 milhões. As obras estão praticamente concluídas”, afirmou. Ele não afirmou qual será a data em que começam a operar. “Provavelmente em maio”, afirmou.

Fonte: G1

Versão digital de “Tornando nosso ambiente construído mais sustentável – Custos, Benefícios e Estratégias”, do norte-americano Greg Kats, foi apresentado durante evento no dia 30/4. A publicação está disponível para download gratuito no site do Sindicato

Foi lançado nesta quarta-feira, 30/4, na sede do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o livro “Tornando nosso ambiente construído mais sustentável – Custos, Benefícios e Estratégias”, do norte-americano Greg Kats, uma das maiores autoridades da atualidade no estudo dos aspectos econômicos relacionados ao ciclo de vida de empreendimentos imobiliários sustentáveis. A versão digital da obra em português foi viabilizada pelo Sindicato, cujo download gratuito pode ser feito no portal www.secovi.com.br/downloads.

“Uma das missões do Sindicato é democratizar a informação, tornando-a acessível a todos. Confiamos que é pela informação que as coisas se transformam. Esta é mais uma obra que produzimos e representa um importante degrau nesse processo”, disse Ciro Scopel, vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP, na abertura do evento, ocasião em que representou o presidente da entidade, Claudio Bernardes. O Secovi-SP tem em seu repertório de publicações nesta área o caderno Condutas de Sustentabilidade no Setor Imobiliário, feito em parceria com o CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), e os Indicadores de sustentabilidade, com a Fundação Dom Cabral.

Por videoconferência, Kats demonstrou satisfação em ter o seu livro traduzido para o português e de a versão eletrônica ser distribuída para um mercado tão grande como o brasileiro. “Está se tornando arriscado não construir prédios sustentáveis. Nos EUA, 50% dos prédios públicos construídos são verdes. A edificação de edifícios sustentáveis, que são mais eficientes, saudáveis e que oferecem mais qualidade, pode transformar o Brasil”, disse.

O livro foi apresentado pelo diretor de Sustentabilidade da entidade, Hamilton de França Leite Junior. Um dos principais dados, resultante de uma pesquisa com mais de 170 edifícios certificados, é que, em média, a construção de um prédio sustentável custa apenas 2% a mais que um convencional. “A percepção das pessoas é que esse custo adicional é de 17% – uma percepção errada”, afirmou. E este custo adicional é superado em quatro vezes pelos benefícios diretos (economia de água e energia, saúde etc.) proporcionados aos ocupantes da edificação.

Nas escolas verdes pesquisadas, houve incremento de 3% na produtividade, aprendizado e performance e redução de 3% no turnover de professores, 15% em pessoas com resfriado e gripe e 25% em asma. Já nos edifícios comerciais, os ganhos foram na valorização dos imóveis: a taxa de ocupação é 5% maior, o ganho com aluguel cresce 35% e o valor do imóvel aumenta em 64%, em comparação com os convencionais.

“O livro mostra que todo mundo ganha ao construir prédios sustentáveis, desde o loteador até o morador. Mas por que mais prédios verdes não são construídos?”, questionou Hamilton, já emendando a resposta baseada em sua pesquisa de mestrado sobre o mesmo tema: “Conflitos de interesses entre incorporador e usuário; visão de curto prazo do incorporador, cujo papel vai só até a entrega das chaves, ficando para os usurários usufruir os benefícios proporcionados pelo tipo de construção, entre outros”.

Em seus comentários durante o evento, o professor Cláudio Alencar, da Poli-USP, lamentou a falta de uma base de dados consistente e rigorosa em construção sustentável no Brasil, que permita a realização de pesquisas e trabalhos acadêmicos. “É preciso organizar mecanismos de produção dessas informações de forma sistematizada, para que ocorra a sua disseminação. O Secovi-SP é um dos agentes, mas há outros que podem coletar e fornecer essas informações”, disse. Ele ainda destacou, do livro, dois importantes parâmetros: agregação de custo na fase de implementação, e economia de custo na ocupação.

José Moulin Netto, do Green Building Council Brasil, enfatizou a importância de não se olhar somente os custos da construção, mas todo o ciclo, que chega a durar 50 anos na ocupação de um edifício, período em que os benefícios serão usufruídos.

As vantagens para a saúde e qualidade de vida dos ocupantes dos edifícios sustentáveis apontados no livro foram destacados por Marcelo Takaoka, do CBCS, e por Luiz Ceotto, da Tishman Speyer. “Todo Governo deveria olhar atentamente para o ambiente mais saudável proporcionado por esses prédios. Isso impacta diretamente o sistema de saúde das cidades”, ressaltou Takaoka. “O impacto dessas construções na vida do ser humano é um ponto pouco explorado no Brasil, e sempre ganha cunho político, pouco científico”, lamentou Ceotto.

Qualidade da informação e metodologia adotada na pesquisa realizada pelo autor do livro foram destacadas por Rafael Tello, pesquisador da Fundação Dom Cabral. “Precisamos de informações para dar sentido à construção sustentável. O livro serve de parâmetro para Brasil”, afirmou. Ele elogiou a transparência com que as informações são mostradas na obra de Kats. “Se a construção sustentável traz benefícios, é necessário quebrar barreiras para ser mais adotada. É possível ter empreendimentos sem custo adicional. Basta escolher os requisitos”, disse. Em concordância com Tello, Greg Kats adicionou que “construções que não são sustentáveis estão ultrapassadas”.

Fonte: SECOVI SP

A BorgWarner, empresa que produz tecnologia e aplicações para powertrain e drivetrain de veículos de passeio, é a primeira indústria de autopeças no Brasil a receber o certificado Leed.

A BorgWarner, empresa que produz tecnologia e aplicações para powertrain e drivetrain de veículos de passeio, é a primeira indústria de autopeças no Brasil a receber o certificado Leed, da sigla em inglês “Leadership in Energy and Environmental Design” ou Liderança em Energia e Design Ambiental. Criada pelo Green Building Council Institute, a certificação Leed visa a estimular a sustentabilidade no setor da construção civil. Ao seguir os conceitos da Leed em sua unidade fabril, a BorgWarner conseguiu uma economia de 43% no uso de água das torneiras e de 50% no de água para jardinagem e sanitários, por exemplo. Outras medidas incluem a adoção de sistemas de ar-condicionado menos poluentes, de métodos de reciclagem e de um mecanismo de iluminação natural que permite redução de até 97% no consumo de energia elétrica em áreas comuns. Ao todo, foram investidos R$ 70 milhões na planta sustentável da empresa.

Satisfação dos clientes

A concessionária Montreal recebeu o prêmio Chairman’s Award 2013, distinção máxima oferecida pela Ford Mundial aos seus distribuidores. O prêmio avalia a satisfação dos clientes, tanto em vendas quanto no pós-vendas, o desempenho comercial e as instalações. Os responsáveis pela classificação são os próprios consumidores, através de pesquisa. É a terceira vez que a Montreal conquista essa premiação.

Um milhão de Duster

Lançado há quatro anos, o Duster atinge o marco de um milhão de unidades produzidas no mundo. E o modelo “um milhão” saiu da linha de montagem da Renault aqui no Brasil, em sua fábrica do Paraná. Vendido também sob a marca Dacia, o Duster é oferecido em mais de 100 países.

MINI no Brasil

A MINI comemora cinco anos de presença no Brasil neste mês de abril. A marca britânica iniciou suas atividades no País em 2009 e hoje possui 25 revendas no território nacional.

Quatro décadas de história

Maior fabricante mundial de amortecedores automotivos, a Monroe completou 40 anos de Brasil em março. Além de parceira tecnológica das montadoras instaladas no País, a empresa atua no mercado de reposição, no qual tem participação de aproximadamente 30%. Em sua fábrica de Mogi Mirim (SP), a Monroe tem capacidade para produzir seis milhões de amortecedores por ano, incluindo projetos de montadoras. A empresa pertence ao Grupo Tenneco Automotive, que também produz, no Brasil, componentes para suspensão e sistemas de exaustão.

Fonte: Jornal do Comércio

Confira os tipos da doença, seus sintomas e a forma correta de evitar que ela se agrave.

O Ministério da Saúde divulgou, no início deste ano, dados pra lá de animadores: no primeiro bimestre, o número de casos de dengue diminuiu 80% em relação ao mesmo período de 2013. Mas, notícias recentes demonstram que não há motivo para comemorar. A zona oeste da cidade de São Paulo e alguns municípios do interior paulista, como Campinas, por exemplo, têm registrado um aumento das ocorrências da infecção provocada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypt. Os especialistas acham que o motivo seja a falta de chuva na região Sudeste. “Sabe-se que nos locais onde não há abastecimento regular de água as pessoas passam a armazená-la e isso pode se tornar um foco do mosquito”, analisa Ivo Castelo Branco, coordenador do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará. Ele lembra que os casos da doença também devem aumentar em outras partes do país, como o Nordeste, já que é no inverno que as chuvas se intensificam por lá. Por isso, não importa em que época ou lugar onde você mora, fique de olho:

O que é a dengue

É doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada do Aedes aegypt, mosquito que se multiplica em depósitos de água parada. No mundo todo existem, oficialmente, cinco tipos de vírus da dengue — no Brasil, porém, circulam apenas quatro.

Como identificar os sintomas

“Febre, dores de cabeça, atrás dos olhos, nos músculos, além de um cansaço intenso”, enumera Thaís Guimarães, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Os sinais costumam aparecer de sete a quinze dias após a picada — sendo a febre e a dor de cabeça os primeiros — e podem durar até uma semana.

Como saber se é mesmo dengue

Já que os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe forte, procure um médico o quanto antes. Ele pedirá testes de laboratório para se certificar. Podem ser feitos exames de sangue para detectar anticorpos contra o vírus ou o chamado teste rápido, que mede, também por meio de amostras sanguíneas, a presença de uma proteína encontrada durante a fase aguda da infecção.

O tratamento

Como não há uma vacina, não existe uma forma específica de combater o vírus. Por isso, são receitados medicamentos apenas para acabar com os sintomas. Além disso, é preciso ficar de repouso até que a febre e as dores diminuam e tomar bastante líquido para evitar a desidratação.

E a dengue hemorrágica?

Esse tipo da doença, comum em pessoas que são infectadas mais de uma vez, é conhecido por causar sangramentos. Isso pode ocorrer tanto em lugares que não são tão perigosos, como a gengiva, quanto em áreas delicadas, a exemplo do cérebro e do intestino.

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da versão clássica. Contudo, os sinais de que a doença está se agravando tendem a se manifestar de três a cinco dias após a febre passar. “Desmaios, dor de barriga intensa ou tosse seca são indícios de que o quadro está evoluindo para uma dengue grave”, diz Castelo Branco. Nesse caso, deve-se procurar ajuda o quanto antes.Além de receitar remédios para aplacar a febre e as dores, o médico tentará conter a hemorragia e recomendará a ingestão de muita água para manter a pressão sanguínea sob controle. Só que aqui, o tratamento é feito no hospital, não em casa.

Fonte: Abril

Balanço parcial aponta que até quarta (23) 3.050 pessoas foram infectadas. Bairro do Jaguaré continua sendo a região mais crítica da cidade.

A cidade de São Paulo já regano passado. Ao todo, 3.050 pessoas foram infectadas pelo Aedes aegypti, segundo balanço parcial da Secretaria Municipal da Saúde até esta quarta-feira (23).

No ano passado, a cidade apresentou 2.617 casos durante os 12 meses, 433 registro a menos do que nesses quatro meses de 2014.

A taxa de incidência da capital paulista está em 27 casos para cada 100 mil habitantes, índice considerado baixo de acordo com o Ministério da Saúde.

A situação do bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, continua cada vez mais preocupante. Na última semana, a região teve 117 novos casos de dengue, o que representa um aumento de 30% em relação ao último balanço divulgado em 17 de abril, quando eram 387 casos.

No entanto, a taxa de incidência no distrito é altíssima e chega a 1010 casos para cada 100 mil habitantes, o mais alto da cidade.

Outros bairros da Zona Oeste aparecem com números alarmantes. A Lapa tinha 247 casos até esta quarta e a incidência estava em 375 casos para 100 mil habitantes, o que é considerado alto. Já a região do Rio Pequeno teve 194 registros e seu índice é considerado dentro da média com 163 casos para cada 100 mil habitantes.

A secretaria confirmou no dia 7 de abril a primeira morte deste ano provocada por dengue na cidade. A vítima foi uma criança de seis anos. Quando levada ao Pronto-Socorro Municipal João Catarin Mezomo (Lapa), no dia 31 de março, a criança já apresentava os sintomas da doença havia cinco dias. Ela morreu 24 horas depois de ser internada.

Fonte: G1

Em artigo, Paula Lunardelli diz que construtoras passam a ter importante papel social e ambiental

O setor da construção civil tem sido alvo de inúmeros estudos e discussões envolvendo a área ambiental. No que diz respeito aos resíduos sólidos, estudos indicam que a atividade é responsável pela maior parcela de lixo gerado nos municípios. Estados como São Paulo e Minas Gerais começaram a adotar práticas de gerenciamento de resíduos há mais de 10 anos, e cidades como Balneário Camboriú e Joinville iniciaram suas práticas há algum tempo.

Em Florianópolis, iniciativas que envolvem a redução, reutilização e reciclagem de materiais e resíduos sólidos começam a ser difundidas em alguns empreendimentos. Iniciativas como o Programa Entulho Zero, adotado na construção do primeiro edifício corporativo da Baía Sul de Florianópolis, têm como objetivo monitorar e gerenciar o resíduo proveniente da obra. Contempla todos os setores e etapas, envolve todos os colaboradores no processo e é uma estratégia pioneira em construções no Estado.

O programa estabelece um padrão em gestão de resíduos da construção buscando não só o atendimento às leis, mas também a excelência no controle da geração do lixo, a capacitação de mão de obra e padronização de processos. A iniciativa é um estímulo para as construtoras, que passam a ter importante papel social e ambiental. Além disso, representa incremento em organização e limpeza dos canteiros de obras, que resulta em ganhos de qualidade construtiva e mobilidade, aumentando a produtividade e reduzindo custos por desperdício. Uma maior adesão ao programa proporcionaria às construtoras respaldo legal e marketing sustentável.

As iniciativas também trazem benefícios à cidade: com os resíduos gerenciados de maneira adequada, os despejos ilegais da construção civil tendem a desaparecer, reduzindo os gastos com limpeza urbana.

Paula Lunardelli – Engenheira Civil em Florianópolis

Fonte: Diário Catarinense