Author: quimicryl

SÃO PAULO, 15 Ago (Reuters) – Após surpreender o mercado com prejuízo no segundo trimestre, a Rossi Residencial apresentou nesta quarta-feira um cenário mais favorável à frente, apoiado na contínua estratégia de reorganizar suas operações e no lançamento de duas novas unidades de negócio.
“Estamos otimistas, projetando anos promissores para o setor e para a empresa”, afirmou o presidente-executivo da Rossi, Leonardo Diniz, em teleconferência com analistas. “Miramos lá na frente uma empresa muito melhor”.
A visão otimista se apoia na estratégia adotada para melhorar a rentabilidade da companhia por meio de um programa de redução despesas gerais e administrativas já em andamento, atuação concentrada em regiões metropolitanas mais atrativas e redução da participação de parceiros em projetos.
“Estamos confiantes de que a estratégia é correta para ter melhoria operacional e rentabilidade no futuro”, acrescentou.
A Rossi contabilizou um ajuste de custos de 51 milhões de reais no segundo trimestre, decorrente principalmente de empreendimentos de baixa renda que apresentaram diferenças quanto aos valores orçados.
Além disso, a companhia teve de reconhecer cerca de 460 milhões de reais em direito de regresso, em função de atrasos na entrega de imóveis.
Segundo o vice-presidente financeiro da Rossi, Cássio Audi, as entregas vêm sendo atrasadas não apenas pela demora para obtenção do “Habite-se” –documento liberado por prefeituras que permite a ocupação de um imóvel– mas também pela lentidão dos cartórios de registro de imóveis, cujos prazos chegam a ser duas ou três vezes maiores.
“Esse valor vai ser eliminado junto com os repasses… conforme as unidades de baixa renda forem sendo entregues, esse percentual vai diminuir… temos projetos de margens melhores”, disse Audi. Ele não descartou, entretanto, a possibilidade de novos impactos no futuro. “Hoje essa é a melhor informação que temos”.
Os atrasos nas entregas também ajudaram o salto no consumo de caixa entre abril e junho, que totalizou 273 milhões de reais, contra 104 milhões no primeiro trimestre deste ano.
NOVAS UNIDADES
Também nesta quarta-feira, a Rossi anunciou a criação de duas novas unidades de negócio com o objetivo de “gerar valor para a companhia”, de acordo com os executivos.
A Rossi Commercial Properties (RCP) será voltada à incorporação de shoppings regionais, de vizinhança e centros de conveniência no Brasil.
Com 17 projetos em análise em nove Estados e área bruta locável (ABL) total de 169 mil metros quadrados, a empresa terá acesso ao banco de terrenos da Rossi Residencial. A nova companhia também conta com linha de financiamento assegurada de 750 milhões de reais pré-aprovados.
Já a Rossi Urbanizadora será destinada ao desenvolvimento de loteamentos, com banco de terrenos próprio de 19,3 mil metros quadrados.
“Estamos buscando parceiros estratégicos e/ou financeiros para as duas iniciativas… os trabalhos estão bem avançados”, disse Audi, que acumulará sua atual função com o comando da RCP. Para a Urbanizadora, a Rossi ainda está em busca de um executivo dentro da própria companhia.
PREJUÍZO INESPERADO
Os ajustes e reconhecimentos de custos realizados levaram a Rossi a fechar o segundo trimestre com prejuízo líquido de 9,1 milhões de reais, revertendo resultado positivo de 84,56 milhões de reais um ano antes.
A média de seis previsões obtidas pela Reuters junto a analistas apontava lucro de 61,1 milhões de reais para a companhia no período.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 90 milhões de reais, queda de 38 por cento na comparação anual. A margem caiu de 19 para 13 por cento.
Os resultados apresentados são preliminares, pois ainda estão em processo de auditoria, visto que a empresa mudou os auditores.
A Rossi –que havia revisado em maio a meta de lançamentos do ano para 16 mil a 18 mil unidades– encerrou o primeiro semestre com lançamentos de 1,1 bilhão de reais (sem considerar parceiros), atingindo 42 por cento do ponto mínimo da estimativa de lançar entre 2,5 bilhões e 3,2 bilhões de reais em 2012.
Enquanto isso, as vendas contratadas entre abril e junho somaram 890 milhões de reais, recuo de 21 por cento ano a ano. Deste total, 74 por cento correspondeu a venda de estoques.
Com isso, a receita operacional líquida caiu 6,4 por cento sobre o segundo trimestre de 2011, para 703,9 milhões de reais.
(Por Vivian Pereira)

Programa existe desde 2009; objetivo é reduzir o consumo de energia e, consequentemente, o impacto ambiental dos edifícios.
Da BBC

Conhecida pela divulgação e promoção de ações de sustentabilidade, a Prefeitura de Nova York criou um programa pelo qual pretende pintar de branco, senão a totalidade, a maior quantidade possível de telhados da cidade.

O objetivo da medida é reduzir o consumo de energia dos moradores e, assim, o impacto que causam no meio ambiente.

Isso porque, com os telhados pintados de branco, a temperatura no interior de um edifício pode cair até 30%, diminuindo os gastos com ar-condicionado e, consequentemente, a emissão de gases do efeito estufa, o que, em última análise, ajuda a controlar os efeitos nocivos do aquecimento global.

O programa, chamado de ‘Cool Roofs’ (ou ‘Telhados Frios’, em tradução literal), faz parte de um conjunto de medidas tomadas por Nova York com o intuito a reduzir em 30% a emissão de gases causadores do efeito estufa até 2030.


Nova York aposta em telhados brancos contra aquecimento global (Foto: Divulgação/BBC)

Segundo um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, um telhado pintado na cor branca registrou, no dia mais quente deste ano, uma temperatura até seis graus menor do que a verificada em um tradicional, sem a tinta.

A explicação é simples e tem origem nas leis da física: enquanto os telhados pretos ou escuros absorvem a energia do sol quase completamente, os brancos refletem os raios solares, dispersando o calor.

Especialistas também indicam que a cobertura branca ajuda na conservação dos telhados das edificações.

Lançado há três anos, o programa já totaliza 260 mil metros quadrados de telhados pintados de branco.

‘Estamos trabalhando lentamente e não será possível pintar todos os telhados da cidade, ora pelo material, ora pelas condições de segurança necessárias para pintá-lo. Mas vamos fazer tudo o que pudermos’, disse à BBC Tori Edmiston, vice-diretor de Relações Exteriores Comunitárias do Conselho da Cidade de Nova York, a agência da Prefeitura responsável pelo programa.

Mobilização
Para concluir tal tarefa, a prefeitura conta com a ajuda de jovens voluntários, que atuam como pintores temporários. ‘Aqui em cima faz muito calor, mas o esforço vale a pena, porque conhecemos pessoas e ajudamos nossa comunidade com um projeto sustentável maravilhoso’, disse à BBC James Allison, da ONG Inroads, que seleciona voluntários para participar no programa.

Até agora, 3 mil pessoas já subiram no topo dos edifícios de Manhattan para pintá-los de branco. A segurança dos voluntários e a implementação do projeto ficam a cargo de Loreta Tapia, supervisora do programa.

‘Em primeiro lugar, aplicamos duas demãos de tinta látex, que, por ser muito densa, se contrai para depois se expandir. A cor, um branco brilhante, transforma completamente os telhados ‘fechados’ de Nova York, antes cinza, preto e prata’, disse ela à BBC.

Qualquer edifício pode participar do programa. A cidade também tem acordos com lojas de tinta, que fornecem o material necessário para o programa.

Apesar dos critérios de elegibilidade serem elásticos, os responsáveis pela iniciativa miram, principalmente, os arranha-céus, onde mais pessoas precisam economizar energia.

Por enquanto, os tetos mais pintados são os de universidades, bibliotecas e edifícios públicos, além de blocos de apartamentos de moradores de baixa renda.

A pintura, entretanto, não prescinde de um detalhado estudo de caso. Nele, calcula-se o consumo de energia do edifício, o valor da economia com a cobertura branca e uma averiguação minuciosa da estrutura do telhado.

No verão, a temperatura registrada nos telhados de Nova York pode superar facilmente 80 graus centíogrados.

Há dias, inclusive, que tal limite é ultrapassado. Termômetros já chegaram a marcar 87 graus Celsius no topo dos edifícios da cidade.

Ao lado do asfalto, os telhados são as estruturas que mais absorvem a energia solar, decorrência do fenômeno chamado ‘ilhas de calor’, típico das grandes cidades e responsável pela sensação de abafamento.

‘Ilhas de calor’
Nova York, por exemplo, sofre consideravelmente deste efeito, registrando uma temperatura média três graus acima do recomendado para uma cidade. Desde 2009, uma lei exige que todos os novos edifícios construídos na ‘Big Apple’ tenham seus telhados pintados de branco.

Pesquisas mostram que para cada 92 metros quadrados de tinta branca sobre as telhas, uma tonelada de dióxido de carbono deixa de ser jogada na atmosfera.

A atual temporada do programa começou em maio e se estende até outubro, quando os dias ensolarados começam a ceder lugar para o vento frio do começo do outono.

Fonte: Globo

Como rever seus métodos quando seu imóvel não encontra um locatário ou comprador

São Paulo – A placa de “aluga-se” ou “vende-se” já está lá há meses, mas nada de o imóvel encontrar um locatário ou comprador. Uma casa ou apartamento encalhado pode até ser indicativo de um mercado mais difícil ou de um imóvel problemático, mas como no mercado se acredita que tudo é vendável pelo preço certo, o mais provável é que esteja na hora de o proprietário rever sua estratégia. O preço pedido é alto demais? Ou será que você está sendo intransigente ao negociar com os interessados?

Em geral, quem procura anunciar seu imóvel por meio de uma boa consultoria imobiliária já encontra auxílio profissional para adequar os anúncios, o preço e a estratégia ao público do imóvel. Mesmo assim, cabe rediscutir a tática ou mudar de comportamento na hora de negociar se mesmo assim o imóvel não encontrar alguém para fechar negócio. Veja a seguir o que fazer se o seu imóvel encalhar em cada caso: venda e locação.

Venda

Segundo Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis, bons imóveis levam de três a seis meses para serem vendidos. A menos que estejam abaixo do preço de mercado – nesses casos, provavelmente a venda será imediata. Proprietários de imóveis anunciados há mais de um ano já devem rever sua estratégia.

1. Foque a divulgação na internet. Para Roseli Hernandes, a melhor forma de divulgação hoje em dia é a internet, pois é a que atinge o público mais selecionado. Quem busca por imóveis em sites de classificados já define seus parâmetros para procurar exatamente o que deseja, vê antes as fotos e já conhece as condições da venda. Anúncios com foto são preferidos.

2. Anúncios em jornais são caros e pouco efetivos. “As imobiliárias até colocam anúncio no jornal para marcar presença no mercado, mas é uma mídia cara e com resultado insignificante para atrair potenciais compradores”, diz Roseli.

3. Placas são boas formas de divulgação. A placa em frente ao imóvel atrai compradores em potencial menos prováveis e pessoas que já buscam imóvel naquela região. Porém, seu uso é mais seguro quando o proprietário usa os serviços de uma imobiliária e pode colocar nas placas o telefone do corretor. Se puser seu próprio contato, além de se expor, o vendedor terá de atender o telefone continuamenteo para pessoas que busquem um imóvel totalmente diferente, corretores, pessoas mal intencionadas e até trotes.

4. Deixe apenas uma placa. Quem usa os serviços de mais de uma imobiliária para estimular a competição entre os corretores pode acabar com o tiro saindo pela culatra. Várias placas de empresas diferentes em frente a um mesmo imóvel podem denotar para os possíveis interessados que o imóvel está encalhado porque tem algum problema.

5. Deixe o imóvel em bom estado. Não deixe o imóvel com aspecto de abandonado. Ele deve parecer habitável, com jardim limpo, se for o caso, fachada sem pichação, interior bem cuidado e sem sinais de mofo ou infiltração. Deixe o interior bastante neutro, retirando qualquer sinal religioso, de time de futebol ou qualquer outra preferência que possa afastar algum grupo de compradores em potencial. Procure também pintar o interior com uma cor clara e neutra: uma sala de paredes roxas pode ser polêmica.

Fonte: Exame

Necessidade de novo texto surgiu após o desabamento de três prédios no Rio de Janeiro, no início do anoAline Rocha

Na última quarta-feira (8) foi realizada a instalação da nova Comissão de Estudo de Reformas em Edificações, convocada pelo Comitê Brasileiro da Construção Civil da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/CB-02). O grupo, que se reunirá novamente em setembro, pretende criar uma nova normativa para o tema.

De acordo com Paulo Eduardo Fonseca de Campos, superintendente do CB-02, as normas já existentes de manutenção e inspeção predial serão aproveitadas na elaboração do novo texto. “A comissão surge à raiz dos fatos lamentáveis que ocorreram no Rio de Janeiro no início do ano”, diz o superintende, lembrando o desabamento de três prédios da capital carioca em janeiro.

A intenção é que se instale uma nova norma técnica antes que sejam aprovados os projetos de lei que surgiram com o acidente, visando melhores análises das reformas em edificações.

Campos afirma que a primeira reunião contou com uma grande participação de entidades setoriais. No próximo encontro, serão decididos os integrantes da comissão e o seu calendário de ações para os próximos meses.

Fonte: Pini Web

Cerca de R$ 5 milhões serão destinados às propostas de municípios de até 50 mil habitantesAline Rocha

Estação de tratamento de reúso de água na ETE Atuba Sul
A Agência Nacional de Águas (ANA) está selecionando projetos de municípios de até 50 mil habitantes para reúso de água. As ações deverão indicar qual a destinação será dada ao efluente do sistema, como, por exemplo, agricultura ou irrigação de parques e jardins.

As propostas deverão integrar a reutilização de água aos sistemas de tratamento de esgoto com eficiência satisfatória ou baixa. Porém, podem participar também iniciativas de implantação em municípios que não possuem sistema de tratamento de esgoto.

A ANA também pede que os sistemas sejam de fácil aplicação, com baixo custo de implantação, operação, manutenção e monitoramento. Os municípios terão 36 meses após a assinatura do contrato para realizar a ação.

Ao todo, o governo tem um orçamento de R$ 5 milhões para os projetos selecionados. Vale lembrar, no entanto, que a administração municipal terá que arcar com uma contrapartida entre 2% e 4% do valor total do sistema.

O edital de seleção ficará disponível até o dia 30 de novembro no site do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv).

Fonte: Pini Web

Gestor inglês montou uma pequena lista com algumas dicas de como fazer boas escolhas na hora de investir
Por Gabriella D’Andréa
|12h05 | 07-08-2012

SÃO PAULO – O gestor James Bartholomew se viu em uma situação inusitada. Sua filha mais nova o questionou sobre como ele escolhia seus investimentos.

A partir dessa pergunta, James elaborou uma lista com 4 dicas básicas de como agir na hora da escolha de um investimento, publicada no site Telegraph.

1 – Proteja-se dos impostos
Para não ter surpresas com os impostos que incidem sobre seus investimentos e correr riscos desnecessários, invista em uma conta poupança ou em uma previdência privada. As duas aplicações oferecem maior segurança e possuem menores custos, e assim, você tem a certeza de que sempre terá um dinheiro guardado e não será devorado pelos impostos.

2 – Procure ações de empresas em crescimento
É sempre importante procurar investimentos que tenham valor, mas é essencial acreditar que a empresa vai crescer. A dica do gestor é ficar de olho em ações que não estejam tão bem colocadas em rankings, mas que tenham boas chances de crescimento e lucro.

Não é sempre que o investidor vai encontrar uma oportunidade dessas no mercado, mas é sempre bom ficar atento para não deixar passar esse tipo de situação.

3 – Fique de olho nos gráficos – mas não se torne escravo deles
É interessante se manter atualizado nos gráficos, mas os investidores não devem sempre se pautar por eles, na opinião do gestor. “Algumas pessoas têm formas sofisticadas de seguir os gráficos. Elas descobrem certos padrões que até podem ser um indicadivo para o futuro, mas é preciso cuidado ao achar que alguns padrões são mais confiáveis do que outros”, afirma.

Para ele, o principal é sempre traçar uma linha de suporte e uma de resistência horizontal no gráfico, que marque o preço em que a ação costuma chegar, sem ultrapassar – tanto quando está subindo quando quanto está em queda. Se esta resistência for quebrada, pode significar um novo patamar de preço da ação e lucros maiores. Já se romper algum suporte, é preciso cuidado – o preço da ação pode cair de forma mais acentuada.

4 – Prefira gestões que nem sempre são brilhantes
Empresas que estão sempre em busca da perfeição em sua gestão também têm chances de fracassar, alerta James Bartholomew.

Na opinião dele, a gestão deve ser algo flexível e que nem sempre prioriza o brilhantismo. Com esta política, ele afirma que pode até perder algumas chances de ganhos, mas também consegue evitar perdas acentuadas. “Assim como perdi a ascensão da Apple no mercado acionário, também não participei da enorme queda que a Nokia e a Research in Motion sofreram com seus BlackBerrys”, aponta.

Fonte: InfoMoney