Author: quimicryl

De acordo com o Informe Abicol, publicado em 5 de janeiro, depois de oito meses tendo o número de demissões superando as admissões, novembro de 2016 aparece com um saldo positivo: o número de contratados (542) superou o de demitidos (533) nas fábricas de colchões do País. Mesmo com um saldo pouco expressivo, ainda assim é uma boa notícia para o setor colchoeiro. Por outro lado, de acordo com o Ministério do Trabalho, houve uma redução de 15,9% no número de estabelecimentos com atividade principal “fabricação de colchões” em relação ao mesmo período de 2015.

A Comissão Permanente de Integração e Transparência da Abicol, capitaneada por Mateos Raduan Dias (Ortobom) pretende proporcionar o levantamento e a análise dos números do setor colchoeiro a partir de fontes oficiais e de pesquisas organizadas pela associação. “Um sistema de informação construído por indicadores confiáveis certamente contribui para uma gestão eficaz ”, conclui Dias.

Acompanhe os números:

Empresas certificadas pelo Inmetro:

Colchões e Colchonetes de Espuma Flexível de Poliuretano: 320 empresas – Fonte Inmetro
Colchões de Molas: 07 empresas – Fonte Inmetro

FONTE: <http://moveisdevalor.com.br/portal/setor-colchoeiro-contratou-mais-em-novembro>

Em um tempo de guerras, massacres, eventos climáticos extremos e crises econômicas e políticas nacionais e globais, a retomada da centralidade da sustentabilidade é uma trilha mais segura para a humanidade

Dal Marcondes, da Envolverde

Ao começar um novo ano entrega-se ao destino muitas esperanças, de que seja um período de paz, de felicidade e de muitos bons fluídos. O olhar mais cético faz retornar à crua realidade, onde a paz é apenas uma abstração e a felicidade está entregue à individualidade. No entanto, o início deste ano em especial inaugura os mandatos de uma nova leva de prefeitos no Brasil. Muitos deles chegando em cidades com graves problemas econômicos e sociais e alguns sem nenhuma experiência administrativa.

Há o risco de que se implantar políticas públicas aleatórias e desconexas se não houver um eixo de ação. Qual seria esse eixo? Para muitos a palavra-chave para a gestão pública segue sendo “sustentabilidade”. Há muita coisa a ser feita nessa área, desde os básicos gestão de resíduos e saneamento, até inovações importantes em áreas como mobilidade, saúde, habitação, educação e moradia, entre outras obrigações dos alcaides.

Basicamente sustentabilidade na gestão pública pode ser definida através da racionalidade da aplicação dos recursos de forma a economizar materiais, reduzir desperdícios, acabar com resíduos e criar condições para o bem estar, a boa saúde e para a educação. Uma gestão que tenha como eixo a sustentabilidade tende a ser uma administração com bons resultados.

A ideia não é nova, vem sendo debatida ao longo de décadas. A redução de riscos ambientais e sociais aponta para bons impactos na economia das cidades, que gastarão menos para equacionar problemas causados pela imprevidência. Na primeira semana deste ano o jornalista André Trigueiro também defendeu na Folha de S. Paulo (https://goo.gl/muIXoK) a sustentabilidade como linha mestra na gestão pública, e não apenas nas cidades, mas no país como um todo.

Pode parecer diletante retomar o tema da sustentabilidade em um momento em que o país e o mundo estão convulsionados por guerras, correntes migratórias descontroladas, massacres e crises de todos os gêneros. No entanto, esse é um guideline que pode dar sustentação a uma retomada da economia com base em muita racionalidade e inovação, isso em um momento em que não há nenhuma alternativa de planejamento público que esteja, de fato, oferecendo resultados.

Para as empresas em geral a sustentabilidade, tão apregoada em marketing e relatórios, representa basicamente economia de materiais, água e energia, redução de riscos patrimoniais, redução de resíduos e significativos ganhos de imagem. Essas são condições que podem dar excelentes resultados se aplicadas a serviços públicos em geral, seja no atendimento direto da sociedade como na gestão das obras públicas.

Durante os últimos anos os debates sobre sustentabilidade recuaram para nichos onde os temas principais foram mudanças climáticas, água e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A confluência das crises política e econômica, com seus fortes impactos sociais, que criou uma forte rispidez nas relações da cidadania, nas ruas e nas redes sociais, deixou outros temas fora da pauta e uma das pautas abandonadas foi a da sustentabilidade. É como se houvesse uma hierarquia dos problemas e as questões socioambientais cavalgassem ladeira abaixo nas prioridades.

Pontualmente alguns temas emergem na mídia, uma nova absurda lei, um novo escândalo de gestão em organismos ambientais e um novo desastre. Mesmo nas empresas consideradas líderes no tema apenas alguns soluços de comunicação mantiveram a pauta viva.

É preciso relembrar que sustentabilidade não é um nicho, um item na pauta da humanidade, uma decisão pontual. É uma transversalidade fundamental para a gestão pública, das empresas, das organizações sociais e das pessoas.

A implantação de políticas públicas que estabeleçam a centralidade da sustentabilidade pode oferecer caminhos mais seguros para a superação das crises de curto prazo e mais segurança para as metas de longo prazo. Há sempre que se lembrar que os principais diagnósticos já estão realizados e disponíveis para qualquer pessoa e na maior parte dos idiomas. (#Envolverde)

Dal Marcondes é jornalista, diretor da Agência Envolverde, com especialização em Economia, em Ciências Ambientais (Procam/USP) e mestrando em Modelos de Negócios do Jornalismo Digital e Pós-Industrial (ESPM/SP).

FONTE (http://www.envolverde.com.br/opiniao/na-trilha-da-sustentabilidade/)

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Um movimento global aponta o contato com a natureza como forma de prevenir doenças. A ideia é que preservar vegetações nativas em grandes parques, além de ser bom negócio para o ambiente e a humanidade – pelo serviço ecossistêmico que prestam – é importante para a saúde de cada um que vai a esses locais.

O tema é um dos focos da Habitat III, reunião da ONU sobre urbanização, que será feita em Quito neste mês. A tarefa está a cargo do brasileiro Daniel Buss, ecólogo e doutor em saúde pública, há pouco mais de um ano na Opas, braço para as Américas da OMS. Ele também colabora com a campanha do Serviço de Parques dos EUA, desenvolvendo uma ferramenta para avaliar quanto e como os parques contribuem para a saúde dos frequentadores. “A lógica, que passa uma mensagem poderosa, é que áreas verdes promovem saúde e saúde é um direito humano, como está desde 1946 na constituição da OMS. Mas, se o acesso a parques não é universal, então falhamos em entregar saúde a todos”, afirmou Buss ao Estado.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS), junto com a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da Organização das Nações Unidas (ONU), lançou o documento “Conectando prioridades globais: biodiversidade e saúde humana”, que compilou centenas de estudos.Estão ali listadas conexões em várias escalas, desde a planetária, com os grandes benefícios já bem conhecidos (incluindo oferta de nutrientes, produção de alimentos e possíveis medicamentos provenientes da biodiversidade, controle de pestes e polinização), aos impactos no nível mais pessoal.

O documento destaca, por exemplo, a relação entre a microbiota dos nossos corpos – como os micro-organismos que vivem na pele e no intestino e são fundamentais para fortalecer nossos sistemas imunológicos – com a que está no ambiente. “O reduzido contato com o ambiente natural e a biodiversidade leva à redução na diversidade da microbiota humana, o que por si só pode levar a disfunção imunológica e doenças”, alertam as organizações.A diversidade microbial na natureza ajuda a regular a nossa própria. Quando essa regulação falha, pode resultar em uma resposta imune contra o próprio corpo, levando a doenças autoimunes (como diabete tipo 1) e a múltiplas alergias.

Estudos também sugerem relação entre a perda de contato com a diversidade microbial do ambiente e controle mais fraco de processos inflamatórios de fundo, que parecem persistir em locais urbanizados de alta renda. Uma circulação persistente de mediadores inflamatórios pode predispor à resistência à insulina, síndrome metabólica, diabete tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares.

Fonte: Jornal de Brasília

Aplicativo ‘We App Heroes’ conecta pessoas que moram na mesma cidade e buscam soluções sustentáveis para problemas urbanos. Objetivo é criar rede onde pessoas possam tirar dúvidas e também se unir para implementar projetos. Brasileiros podem participar dos testes do software, que estão sendo conduzidos por especialista da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação Getúlio Vargas.

Aplicativo põe em contato voluntários da mesma cidade que buscam soluções sustentáveis para problemas dos centros urbanos. Imagem: Centro RIO+

Anunciado em setembro pelo Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável — Centro RIO + —, o aplicativo We App Heroes — ainda em fase de testes — oferece espaços de interação online para conectar pessoas que estão próximas umas das outras e querem encontrar soluções conscientes para problemas dos centros urbanos.

O objetivo é alinhar ações locais de voluntariado à Agenda 2030 das Nações Unidas. Brasileiros poderão participar das primeiras avaliações dosoftware, que será lançado oficialmente em outubro.

Na plataforma é possível buscar apoio de outros usuários para projetos como hortas comunitárias, mutirões de limpeza, aulas para crianças e adolescentes, compartilhamento de veículos individuais em sistemas de carona solidária.

O portal permite aos indivíduos tirar dúvidas uns com os outros e também solicitar ajuda concreta para a implementação das iniciativas.

De acordo com o Centro RIO+, o software é a base para uma nova economia colaborativa orientada para redução dos custos ambientais, sociais e econômicos das atividades comuns.

A proposta é criar também uma rede de confiança capaz de fortalecer os vínculos comunitários nas cidades.

Por meio de um sistema de recomendações, o histórico de atividades — online e offline — dos usuários é registrado e avaliado por outras pessoas que utilizam o programa. Com isso, o Centro RIO+ espera estimular o envolvimento positivo dos indivíduos nas iniciativas.

Fonte: ONU BR