Author: quimicryl

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, disse, depois de participar de cerimônia no Palácio do Planalto, que, se o Comitê de Política Monetária (Copom) continuar a reduzir a taxa básica de juros, Selic, a Caixa pode dar prosseguimento à política de redução de juros. “Vamos continuar fazendo isso”, afirmou. “Se tiver espaço, esta semana ainda a gente vai fazer alguma coisa. Vamos tentar. Vamos ver quais são os produtos que permitem alguma redução e qual o reflexo dessa baixa da Selic nas nossas especificações. Tem de fazer conta.”
Segundo ele, a Caixa foi a instituição financeira que mais baixou os juros até agora. Disse que em alguns produtos a redução chegou a ficar acima de 70% e que nos principais produtos o corte dos juros, em média, foi de 40%. “Vamos ver o que é que o Banco Central vai fazer, e a gente vai estar sempre atrás, sempre que for possível, baixando os juros”, disse.
Ainda nesta semana, o presidente da Caixa esteve no Palácio do Planalto, onde se reuniu com a presidente Dilma e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir outras iniciativas por parte da instituição, dentro da determinação da presidente de redução dos juros e de tarifas bancárias.
Já para ampliar a carteira de financiamento imobiliário, a Caixa se prepara para colocar no ar, no mês de junho, um site onde construtoras e incorporadoras parceiras do banco poderão incluir suas ofertas de imóveis à venda. Um dos objetivos da proposta, contou o diretor-executivo de Habitação da Caixa, Teotônio Rezende, é o de ampliar a carteira de financiamentos do banco. “O site será como um feirão permanente”, disse Rezende.
O site foi inspirado no Feirão da Casa Própria, e, a exemplo do que é oferecido pelo banco durante os feirões, também no site será possível ao consumidor contar com um serviço, agora on-line, de avaliação dos documentos exigidos para a concessão de crédito. “A ideia é de que os clientes possam enviar esses documentos e ter uma resposta mais rápida, pela Internet”, disse Rezende. O site, no entanto, começará a funcionar no próximo mês sem essa ferramenta, que ainda está em fase final de desenvolvimento, devendo estar disponível no segundo semestre.
As empresas poderão anunciar, sem nenhum custo, seus imóveis no site, incluindo as que não participaram dos feirões anteriores, já realizados. Ainda não há, segundo Rezende, um número fechado do total de empresas e de imóveis que estarão no site.
Com esse novo modelo e canal de vendas, a Caixa espera alcançar os R$ 100 bilhões em financiamentos previstos para 2012. Esse volume foi recentemente revisado para cima. Até o início de maio, a previsão de concessão de crédito da Caixa era de R$ 96 bilhões.
Ação civil
O Ministério Público Federal, em Belo Horizonte (MG), ajuizou ação civil pública para impedir que a Caixa continue a praticar venda casada ou a cobrar por serviços e produtos sem prévia autorização dos clientes e sem lhes prestar devidos esclarecimentos.
Prática expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, a chamada venda casada consiste em condicionar o fornecimento de determinado produto ou serviço à aquisição, pelo cliente, de outro produto ou serviço. Além de também configurar crime, no caso de produtos bancários ainda há resolução expressa do Banco Central proibindo a venda conjugada de financiamento habitacional com seguro de vida (Resolução CMN/Bacen n. 3.811/09).
O MPF relata que a ação teve origem em procedimentos instaurados a partir de reclamações de consumidores contra o banco. Em um deles, um consumidor teria sido instado a assinar contrato de conta corrente para débito das prestações do financiamento habitacional. Na mesma conta, foi cobrada parcela relativa a seguro da Caixa Seguros e taxa de operação mensal (TOM). A Caixa teria argumentado que a abertura de conta-corrente teria sido uma opção do cliente para obter vantagem na diminuição de juros e que a TOM visa remunerar serviços prestados pelo banco.
No curso das investigações, o MPF oficiou a três órgãos de defesa e proteção ao consumidor para que informassem a ocorrência de reclamações semelhantes e comprovou que a prática, pela CEF, da venda casada, bem como a imposição de produtos sem a devida anuência e/ou informação são corriqueiras e usuais.
O Ministério Público Federal pede que a Justiça determine a interrupção dos contratos firmados de forma abusiva e que proíba a Caixa de firmar novos contratos nas mesmas condições.
SÃO PAULO
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, disse, depois de participar de cerimônia no Palácio do Planalto, que, se o Comitê de Política Monetária (Copom) continuar a reduzir a taxa básica de juros, Selic, a Caixa pode dar prosseguimento à política de redução de juros. “Vamos continuar fazendo isso”, afirmou. “Se tiver espaço, esta semana ainda a gente vai fazer alguma coisa. Vamos tentar. Vamos ver quais são os produtos que permitem alguma redução e qual o reflexo dessa baixa da Selic nas nossas especificações. Tem de fazer conta.”
Segundo ele, a Caixa foi a instituição financeira que mais baixou os juros até agora. Disse que em alguns produtos a redução chegou a ficar acima de 70% e que nos principais produtos o corte dos juros, em média, foi de 40%. “Vamos ver o que é que o Banco Central vai fazer, e a gente vai estar sempre atrás, sempre que for possível, baixando os juros”, disse.
Ainda nesta semana, o presidente da Caixa esteve no Palácio do Planalto, onde se reuniu com a presidente Dilma e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir outras iniciativas por parte da instituição, dentro da determinação da presidente de redução dos juros e de tarifas bancárias.
Já para ampliar a carteira de financiamento imobiliário, a Caixa se prepara para colocar no ar, no mês de junho, um site onde construtoras e incorporadoras parceiras do banco poderão incluir suas ofertas de imóveis à venda. Um dos objetivos da proposta, contou o diretor-executivo de Habitação da Caixa, Teotônio Rezende, é o de ampliar a carteira de financiamentos do banco. “O site será como um feirão permanente”, disse Rezende.
O site foi inspirado no Feirão da Casa Própria, e, a exemplo do que é oferecido pelo banco durante os feirões, também no site será possível ao consumidor contar com um serviço, agora on-line, de avaliação dos documentos exigidos para a concessão de crédito. “A ideia é de que os clientes possam enviar esses documentos e ter uma resposta mais rápida, pela Internet”, disse Rezende. O site, no entanto, começará a funcionar no próximo mês sem essa ferramenta, que ainda está em fase final de desenvolvimento, devendo estar disponível no segundo semestre.
As empresas poderão anunciar, sem nenhum custo, seus imóveis no site, incluindo as que não participaram dos feirões anteriores, já realizados. Ainda não há, segundo Rezende, um número fechado do total de empresas e de imóveis que estarão no site.
Com esse novo modelo e canal de vendas, a Caixa espera alcançar os R$ 100 bilhões em financiamentos previstos para 2012. Esse volume foi recentemente revisado para cima. Até o início de maio, a previsão de concessão de crédito da Caixa era de R$ 96 bilhões.
Ação civil
O Ministério Público Federal, em Belo Horizonte (MG), ajuizou ação civil pública para impedir que a Caixa continue a praticar venda casada ou a cobrar por serviços e produtos sem prévia autorização dos clientes e sem lhes prestar devidos esclarecimentos.
Prática expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, a chamada venda casada consiste em condicionar o fornecimento de determinado produto ou serviço à aquisição, pelo cliente, de outro produto ou serviço. Além de também configurar crime, no caso de produtos bancários ainda há resolução expressa do Banco Central proibindo a venda conjugada de financiamento habitacional com seguro de vida (Resolução CMN/Bacen n. 3.811/09).
O MPF relata que a ação teve origem em procedimentos instaurados a partir de reclamações de consumidores contra o banco. Em um deles, um consumidor teria sido instado a assinar contrato de conta corrente para débito das prestações do financiamento habitacional. Na mesma conta, foi cobrada parcela relativa a seguro da Caixa Seguros e taxa de operação mensal (TOM). A Caixa teria argumentado que a abertura de conta-corrente teria sido uma opção do cliente para obter vantagem na diminuição de juros e que a TOM visa remunerar serviços prestados pelo banco.
No curso das investigações, o MPF oficiou a três órgãos de defesa e proteção ao consumidor para que informassem a ocorrência de reclamações semelhantes e comprovou que a prática, pela CEF, da venda casada, bem como a imposição de produtos sem a devida anuência e/ou informação são corriqueiras e usuais.
O Ministério Público Federal pede que a Justiça determine a interrupção dos contratos firmados de forma abusiva e que proíba a Caixa de firmar novos contratos nas mesmas condições.

Fonte: DCI

Guido Mantega anunciou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que um dos objetivos das medidas anunciadas dia (24) pelo governo é evitar demissões no setor produtivo. Além disso, o intuito é estimular a economia que enfrenta baixo crescimento ante a crise financeira internacional. As mudanças beneficiam a indústria automobilística.

“O setor não demitiu até agora, mas já ameaçava dar férias coletivas. Para evitar que isso acontecesse decidimos adotar medidas”, disse o ministro que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar as novas regras de cálculo da poupança. As medidas estão na Medida Provisória 567.

Mantega anunciou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em qualquer tipo de operação de crédito à pessoa física. O ministro já admite que a economia não irá crescer 4,5% em 2012, como defendia até pouco tempo.

Uma das medidas procura beneficiar o setor automotivo e quem pretende comprar carro novo com a redução do IPI. As alíquotas caem de 11% para 6% (carros até 1.000 cilindradas); de 11% para 6,5% (de 1.000 a 2.000 cilindradas); e de 4% para 1% (utilitários). A desoneração para o setor vigorará até 31 de agosto e provocará renúncia de R$ 1,2 bilhão para os cofres federais.

O governo espera ainda que os automóveis tenham desconto no preço de tabela, que pode chegar a 2,5%. Os bancos, públicos e privados, prometeram aumentar o volume de crédito, o número de parcelas e, também, reduzir o valor da entrada para a aquisição do carro novo. Outra novidade é que o Banco Central passará a liberar até R$ 18 bilhões em depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher à autoridade monetária) para aumentar os recursos para o financiamento dos automóveis.

Também foi anunciada a redução do IOF, de 2,5% para 1,5% ao ano, para todos os tipos de operação de crédito à pessoa física, da mesma maneira que vigorava no início de 2011. A redução não tem prazo para acabar e o governo federal deixará de arrecadar R$ 900 milhões em três meses com essa medida.

Fonte: Exame

Inovação tecnológica chega ao canteiro de obras e a tentativa é diminuir custos e aumentar a eficiência do setor.

Tornar a construção civil me­­nos artesanal e dependente da eficiência de cada operário na obra está entre os objetivos de novos métodos construtivos que estão sendo utilizados pelos construtores. No entanto, “industrializar” a construção civil, usando sistemas construtivos que dependem menos da eficácia da mão de obra e, de quebra, tornem a atividade mais rápida e barata exige investimento inicial das empresas envolvidas no processo.

A industrialização da cons­­trução veio junto com a reto­­mada da construção civil. A partir de 2008, o número de lançamentos e vendas de unidades disparou e a necessidade de usar métodos mais eficientes para construir ficou evidente para os construtores. “As construtoras precisaram mudar de patamar, passaram a ir atrás de novos sistemas”, indica Normando Baú, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR).

Para a profusão dos sistemas, Baú defende que o governo federal ofereça linhas de crédito mais atrativas para os construtores. “Uma medida dessas deixaria os construtores mais animados para investir em inovação. Esse processo seria facilitado”, assegura. Conforme explica o presidente do Sinduscon, a abundância de gruas e outros equipamentos nos canteiros são um indicativo de que as empresas estão usando os sistemas novos.

“No entanto, para uma empresa usar um sistema de bloco de concreto, por exemplo, precisa de uma grua ou um elevador de obra, que custam caro. Um bloco não pode ser levado no carrinho de mão e o aluguel de uma grua, por exemplo, custa R$ 40 mil por mês”, compara Bianchi.

“Para tornar a atividade mais eficiente e, a longo prazo, mais barata, precisamos de investimentos iniciais, em tecnologia e na especialização de quem trabalha na obra. O primeiro passo é investir alto, em equipamentos também”, comenta Maurício Bianchi, coordenador do Programa de Inovação Tecnológica (PIT) da Câmara Brasileira da Indústria da Cons­­trução (CBIC). Ele defende que o primeiro passo será desembolsar dinheiro. “As empresas vão começar a usar os novos sistemas e terão de trabalhar com tentativa e erro até ultrapassar a curva de aprendizado”, explica. Para ele, a melhor maneira de implantar os sistemas construtivos será convencendo os empresários que o custo maior será a curto prazo. “Nenhum sistema construtivo teria sido implantado co­­mercialmente se custasse mais caro”, afirma.

De acordo com Bianchi, o trabalho da CBIC para alavancar o uso de novos sistemas construtivos está sendo de convencimento de empresários e construtores. “Alguns administradores ainda estão reticentes com novos sistemas, porque a implantação exige investimento. Mas com boas práticas e alguns exemplos que temos, há mais espaço para esse processo de industrialização da construção”, comenta.

A utilização de sistema construtivo tradicional ou mais avançado vai depender de cada tipo de obra. “Co­­mo é preciso investimento, os empresários precisam pensar se vão precisar desse desembolso maior de recurso, que costuma ser feito em obras maiores. Se você vai fazer du­­zentas unidades que dependem de repetição, é interessante usar blocos ou paredes moldadas in loco. Do contrário, não adiantaria fazer uma forma de alumínio, que é cara, se cada unidade for diferente”, exemplifica Alexsander Maschio, gerente da Associação Brasileira de Cimento Portland no Pa­­raná (ABPC-Sul). Para ele, o uso dos sistemas mais modernos vai depender do tamanho da obra e da quantia de repetições que serão feitas no canteiro.

Eliminar problemas posteriores da construção também está entre os motivos do uso de sistemas mais modernos. Segundo Baú, a utilização de sistemas construtivos têm minimizado problemas nas construções. “Ainda não temos estimativas, mas eliminando a questão manufatureira, teremos mais confiança no produto. Como ninguém constrói pensar em refazer ou reformar, a industrialização deve tomar conta do setor”, diz.

Taiana Bubniak

Fonte: Gazeta do Povo

Inspeção inicial que vai apontar a necessidade de reformas e reparos está avaliando 470 pontes, viadutos e passarelas no município

Marina Pita, da Infraestrutura Urbana

Cerca de 20% de um total de 470 pontes, viadutos e passarelas do município de São Paulo requerem detecção e tratamento de patologias de forma emergencial. Isso é o que estima Fares Eduardo Assali, engenheiro responsável pela inspeção inicial em todas as estruturas do município por conta de contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo.

Essas estruturas se enquadram na classe C da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). “Acredito que de 80 a 100 estruturas recebam classificação C, que têm a necessidade de inspeção especial com equipamentos e relatório de patologias, planta cadastral das patologias e, posteriormente, um relatório de terapia”, aponta Assali.

A inspeção realizada pela Fares Engenharia agora, do tipo inicial, se dá em três níveis: estrutural, funcional e durabilidade. Na parte estrutural, é verificado se a obra ainda tem a capacidade de sustentação pré-estabelecida no projeto; no levantamento funcional é levantado se a obra tem problema de pavimento, acessibilidade, impermeabilização e se há proteção aos pedestres. No levantamento de durabilidade entra uma análise de patologias como desgaste no concreto se há segregação, impacto de veículos, fissuras, presença de umidade.

Segundo o engenheiro, as inspeções começaram em março e até o momento, 200 obras de arte já foram vistoriadas. A previsão é de que em um mês o trabalho de inspeção inicial será concluído. “Estamos com quatro equipes em campo trabalhando para este levantamento”, explica.

A partir daí verifica-se a necessidade de reforma nas estruturas. De acordo com o superintendente de obras da Prefeitura de São Paulo, Regis Gehlen Oliveira, o poder municipal já está trabalhando na reforma de obras de arte especiais como no caso da Ponte da Pompeia, onde houve um incêndio, e no viaduto Santo Amaro, que precisa ser alteado. Mas, explica ele, novos contratos de reforma e reparação só serão avaliados ao fim da inspeção inicial.

Fonte: Pini Web

O Ministério da Fazenda quer evitar que os elevados estoques acumulados nas concessionárias de veículos e nos pátios das montadoras evoluam para uma crise na indústria automobilística. Uma ação mais decisiva quanto ao crédito pode ser tomada nos próximos dias, por meio da redução de 0,5 ponto ou mesmo de um ponto percentual na alíquota de 2,5% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre o crédito ao consumidor. O governo entende que as políticas para o setor devem se concentrar na liberação do crédito para financiar a compra dos veículos.

Novos estímulos tributários à indústria estão praticamente descartados, uma vez que o espaço fiscal do governo para o ano está comprometido, diante da meta ambiciosa de superávit primário (R$ 139,8 bilhões) a ser cumprida e do ritmo mais fraco da arrecadação.

O governo tem dados que mostram que a liberação de recursos dos bancos às concessionárias está mais rigoroso. Como o governo já moveu o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal na redução dos juros nos financiamentos, uma forma de destravar mais o crédito, entendem os técnicos, seria uma medida linear, como a redução do IOF que incide sobre o crédito ao consumidor.

Representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), contudo, têm concentrado seus esforços no Ministério da Fazenda em negociar uma nova rodada de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na terça-feira, o presidente da Anfavea e da Fiat, Cledorvino Belini, se encontrou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No dia seguinte, ambos voltaram a conversar por telefone. Ontem, representantes da Anfavea se reuniram com integrantes do alto escalão da pasta.

A cadeia produtiva do setor é vista no governo como uma das mais importantes da economia, devido ao elevado número de trabalhadores empregados e dos altos salários pagos, dos investimentos esperados para os próximos anos e da sofisticação do maquinário.

No governo, porém, a avaliação é que o atual ciclo de consumo de massa dos veículos está esgotado no país. Não se trata de um cenário apocalíptico, ressalta um técnico, mas apenas a percepção de que o vigoroso consumo de veículos registrado entre 2006 e 2011, em especial inflados pelos fortes estímulos fiscais à indústria entre janeiro de 2009 e março de 2010, serviu para “democratizar” o automóvel no país. O consumo continuará firme, avalia o governo, mas não há muito mais espaço, ao menos no curto prazo, para expandir de forma acelerada o consumo de veículos.

Os brasileiros estão, cada vez mais, sofisticando seu consumo de veículos, entendem técnicos da área econômica. Não à toa, a demanda por veículos importados a partir de 2011 aumentou mais rapidamente do que se imaginava, pegando a indústria e o governo de surpresa. A imposição de uma alíquota 30 pontos percentuais maior de IPI em 16 de setembro do ano passado (que entrou em vigor três meses depois) foi uma reação à entrada dos importados.

“O novo regime automotivo é a melhor resposta a esse novo cenário para a economia e o setor automobilístico”, disse um técnico do governo. A partir de janeiro de 2013 entra em vigor o novo regime automotivo, desenhado pelos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, e de Ciência, Tecnologia e Inovação. O regime, que valerá até o fim de 2017, condiciona o abatimento do IPI à investimentos em inovação, em qualificação profissional e na utilização de partes e peças produzidas no Brasil.

“Os veículos vão ficar mais sofisticados, atendendo o consumidor mais exigente, enquanto aqueles que continuarão entrando no mercado de consumo terão à disposição os veículos que já sabemos produzir”, avalia um economista do governo.

Além disso, o Valor apurou que técnicos do governo têm se mostrado favoráveis a algumas propostas desenhadas pelo conselho automotivo e de autopeças instalado pelo Plano Brasil Maior. O conselho, formado por empresários, líderes sindicais metalúrgicos e integrantes do governo, está com os trabalhos mais avançados entre os 19 conselhos instaurados há 45 dias, quando o Brasil Maior foi ampliado.

Uma proposta de empresários e sindicalistas foi fechada e será apresentada à presidente Dilma Rousseff no dia 12 de junho, quando a presidente recebe no Palácio do Planalto os membros do conselho do setor automotivo para discutir. Entre as principais propostas dos empresários e sindicalistas estão a criação de uma empresa pública para desenvolvimento de tecnologias do setor automotivo, e a criação de um plano nacional de formação e qualificação profissional para o setor. Um dos gargalos do setor tem sido justamente a falta de qualificação, e a ideia seria reduzir os custos de produção.

Fonte: Valor online

O crescimento de resíduos sólidos no período de 2010 para 2011 (1,8%) foi duas vezes maior do que o crescimento da população, que cresceu 0,9% no período. O dado consta no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2011, lançado na quarta-feira, 8 de maio,pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), durante a 11ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo.

A quantidade de resíduos sólidos gerados no Brasil em 2011 totalizou 61,9 milhões de toneladas. Do total coletado, 42% do lixo acaba em local inadequado.“Se continuarmos nessa curva ascendente de crescimento ano após ano e não conseguirmos, de alguma forma, adotar ações adequadas para conter essa geração, certamente, em médio prazo, nossos sistemas de gestão de resíduos entrarão em colapso”, alertou à Agência Brasilo diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

O estudo mostra ainda que, em 2011, foram coletados 55,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos, o que resulta em uma cobertura de 90%. “Cerca de 10% de tudo o que é gerado acaba em terrenos baldios, córregos, lagos e praças. Nós vemos que esse problema é recorrente em praticamente todas as cidades do país”, destacou Silva Filho. Da quantidade coletada, o Sudeste responde por 53% e o Nordeste por 22%. “Nessas duas regiões estão concentrados 75% de todo o lixo do território nacional”.

Segundo o Panorama, 42% dos resíduos sólidos foram destinados em locais inadequados como lixões e aterros controlados. Silva Filho ressaltou que a Abrelpe considera a segunda opção inadequada porque, do ponto de vista ambiental, têm o mesmo impacto negativo que os lixões. “O aterro controlado não protege o meio ambiente como um aterro sanitário”.

De acordo com a publicação, a quantidade de lixo levado para aterros sanitários pode ter sido maior em porcentagem, mas ao analisar a quantidade nota-se que em 2011 a situação piorou. “Em 2010 o volume de destinação inadequada foi 22,9 milhões de toneladas contra 23,2 milhões de toneladas em 2011”, observou Silva Filho.

O Panorama indica ainda que dos 5.565 municípios brasileiros, 58,6% do total, afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, o que significa um aumento de 1% em comparação ao ano anterior. Com relação à coleta de lixo hospitalar, os municípios coletaram e destinaram 237,6 mil toneladas de resíduos de saúde, das quais 40% têm destino inadequado. “Dessa porcentagem temos 12% indo para lixão, sendo depositados sobre o solo sem tratamento prévio, não só contaminando o meio ambiente mas trazendo um risco muito grave para as pessoas que tiram seu sustento desses lixões”.

Para Silva Filho, o cenário revelado pelo Panorama precisa ser modificado até agosto de 2014, quando acaba o prazo para o cumprimento das metas da Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Na avaliação do diretor executivo, as empresas do setor estão preparadas para enfrentar o desafio, pois têm tecnologia, conhecimento técnico e mão de obra. “Precisamos de vontade política e do recurso necessário para tanto. Sem isso não teremos a possibilidade de atender o que determina a lei nacional”, ponderou.

Fonte: Eco Desenvolvimento