Author: quimicryl

Por Chiara Quintão | De São Paulo

A Odebrecht Realizações Imobiliárias, empresa do grupo Odebrecht, pretende lançar R$ 6,5 bilhões em 2012. Esse total supera os lançamentos realizados pela maior parte das incorporadoras de capital aberto no ano passado e representa 85% de crescimento em relação aos R$ 3,5 bilhões lançados pela empresa em 2011. A empresa tem focado sua atuação no desenvolvimento de empreendimentos de grande porte.

Ana Paula Paiva/Valor

Altit: “Nós conseguimos ter custos de captação compatíveis aos do grupo Odebrecht e aos das melhores empresas”

Os projetos previstos para serem lançados em 2012 foram maturados nos últimos dois anos. A Odebrecht Realizações desenvolve empreendimentos residenciais, comerciais, de hotéis e uso misto, com foco nas grandes capitais. “Nós nos preparamos para ter crescimento sustentável, orgânico, com visão de longo prazo”, diz o presidente da empresa, Paul Altit.

Em 2012, a Odebrecht Realizações vai lançar a primeira fase de projeto que abrange torres residenciais e comerciais, shopping center e hotel, no terreno que pertenceu à Monark, nas proximidades do MorumbiShopping, em São Paulo. Ainda não estão definidos quais os tipos de produtos entre os previstos serão incluídos na primeira etapa. Os aportes nesse projeto serão feitos em parceria com investidores – fundos e famílias -, além de futuros usuários, cujos nomes não são revelados.

Entre os maiores projetos da Odebrecht Realizações está também a Vila dos Atletas, no Rio de Janeiro. A Vila dos Atletas é desenvolvida pela Ilha Pura, empresa em que a Odebrecht Realizações detém 50% de participação e a Carvalho Hosken, os demais 50%.

A empresa atua ainda no que Altit chama de incorporação sob medida, ou seja, feita para clientes únicos. É o caso do escritório que está construindo para a Organização Odebrecht, na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

No segmento de baixa renda, a empresa atua por meio da Bairro Novo, focada em projetos enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Velho, Brasília, Fortaleza e Camaçari (BA). A Bairro Novo participa com parcela de 25% a 30% dos lançamentos totais da Odebrecht Realizações. Criada a partir de parceria com a Gafisa – que optou por deixar a sociedade após a compra da Tenda -, a Bairro Novo atua desde o desenvolvimento de infraestrutura urbana até a produção de imóveis.

A partir do fim de 2012 ou início de 2013, a Bairro Novo começará a lançar também produtos para o segmento econômico, mas acima das faixas do Minha Casa, Minha Vida, de acordo com Altit. Os preços máximos vão variar conforme cada mercado de atuação, mas deverão ficar no patamar de R$ 300 mil a R$ 350 mil. Com a inclusão de imóveis de valor mais elevado, a parcela da Bairro Novo na Odebrecht Realizações poderá saltar para 40% já a partir de 2013 ou no máximo em 2014, segundo estimativa de Altit.

A área imobiliária do grupo foi separada na empresa Odebrecht Realizações Imobiliárias em 2007. A holding da empreiteira possui 84,5% de participação, e a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, os demais 14,5%. Conforme Altit, o grupo traz para a empresa a “credibilidade” e a “arquitetura de relacionamento nos níveis privado e público”. “Nós conseguimos custos de captação compatíveis aos do grupo e aos das melhores empresas”, ressalta o executivo.

Em função do crescimento previsto para os próximos três anos, o conselho de administração da empresa avalia a possibilidade de nova capitalização, que poderá ser feita pelos próprios sócios, pela entrada de outros investidores ou por meio de injeção de recursos nas sociedades de propósito específico (SPEs) que desenvolvem os projetos. No curto prazo, a Odebrecht Realizações não prevê abrir seu capital, mas a possibilidade não é descartada no longo prazo. “Precisamos ter mais escala, evoluir enquanto empresa”, diz Altit.

Fonte: Valor Online

A proibição de caminhões na Marginal Tietê por quatro horas durante a manhã de segunda a sexta-feira, das 5h às 9h, fez com que o horário de pico no período matutino fosse estendido pelo menos até as 11h em São Paulo. Entre os dias 5 e 9 de março, com o início da fiscalização, os índices de lentidão na capital paulista registrados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ficaram acima da média nas medições das 10h e das 10h30. Motoristas reclamam da invasão dos caminhoneiros na via a partir das 9h, reduzindo a velocidade de quem tenta atravessá-la.

O congestionamento ficou acima da média também às 9h30 e às 11h em quatro dias da semana – apenas na quarta-feira a contagem de vias paradas ficou dentro do esperado para os dois horários. A quarta, entretanto, foi o dia mais afetado pela paralisação de caminhoneiros que transportam combustíveis – a maior parte dos postos da cidade tinha bombas de abastecimento vazias. Muitos motoristas deixaram os carros em casa e fizeram seus trajetos de táxi ou transporte público. Também foi o dia da semana com índices mais baixos em comparação ao restante da semana.

O almoxarife Anderson Conceição tem levado de 10 a 20 minutos a mais diariamente em seu trajeto entre a Freguesia do Ó, na Zona Norte, e a Avenida Rio Branco, no Centro de São Paulo, desde o início da fiscalização. “Saio da Freguesia às 9h. Antes levava 20 minutos, meia hora no máximo até a Rio Branco. Agora são pelo menos 40 minutos. Está congestionado aqui, no Rodoanel. Depois das 9h triplica o número de caminhões na rua”, conta.

Na terça-feira, segundo dia de fiscalização, a CET registrou 159 km de filas na cidade às 11h, maior índice no período da manhã em 2012. O número, entretanto, não será registrado como recorde – a CET só contabiliza como recorde os índices dentro do horário de pico, que é oficialmente entre 7h e 10h.

Médias

A CET tem duas médias – uma inferior e outra superior – para cada um dos horários de medição oficial, que acontecem de meia em meia hora a partir das 7h. Às 9h30, quando a média inferior é de 58 km e a superior 83 km, a CET registrou 110 km de filas na segunda, 105 km na terça, 80 km na quarta, 88 km na quinta e 108 km na sexta-feira.

Às 10h, quando a média fica entre 37 km e 64 km, foram registrados 103 km de lentidão na segunda, 118 km na terça, 70 km na quarta, 69 km na quinta e 88 km na sexta-feira. Já às 10h30, com médias entre 30 km e 54 km de congestionamento, os índices registrados foram de 86 km na segunda, 125 km na terça, 57 km na quarta, 59 km na quinta e 83 km na sexta.

Poucos minutos após a restrição, no entanto, os veículos de carga tomam as pistas da Marginal Tietê, principalmente no sentido Castello Branco, e os congestionamentos se formam. Nesta sexta, por exemplo, a via tinha 15 km de lentidão às 11h10, da Ponte da Vila Guilherme até a Rodovia Castello Branco.

Isso ocorre porque os caminhões entram todos de uma vez na via, por diversos pontos – muitos ficam parados em ruas próximas onde não há restrição ou retardam sua chegada à cidade até o horário limite. “Não pegava esse trânsito nesse horário. Vim de Jundiaí nesta semana de manhã e fiquei parado na estrada, com fila de vários caminhões”, conta o advogado André Luiz Braga.

Caminhoneiros

Os caminhoneiros, que já reclamam da restrição, também se dizem prejudicados pela lentidão maior nos outros horários. “Está pior do que era antes. Vira aquele tumulto quando libera, o trânsito fica enrolado por mais umas duas, três horas. Os caminhões vão todos de uma vez”, afirma o motorista Gentil Machado, que transporta papel entre a capital paulista e Ribeirão Preto, no interior do estado.

O caminhoneiro Luis Martins faz o mesmo transporte até Jacareí, também no interior paulista. São duas viagens diárias – com o horário mais apertado após a restrição. “Ficou uma porcaria com esse horário, ruim demais. Tenho que sair daqui às 9h e pego mais trânsito, entra todo mundo junto na marginal, aquele cardume, todos esperando. Só começa a melhorar depois das 11h.”

Até quem está dentro das exceções e pode circular pela Marginal Tietê, como o motorista Juvenal Alves Macedo, que transporta concreto – cuja circulação é permitida entre 5h e 9h – foi afetado. “Saio às 6h de Barueri e vou para o Tatuapé e para a Barra Funda. Antes era ruim nesse horário e na volta, perto das 9h, eu seguia bem. Agora mudou – o trânsito está tranquilo na ida, mas pego tudo parado na volta, não consigo andar.”

Fonte: A Tribuna

Organização recebeu 36 solicitações no mês.

O mês de fevereiro marcou um recorde para o Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Nesse período, o conselho, responsável por fomentar a indústria de construções sustentáveis no país, recebeu 36 pedidos para a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed). De acordo com a organização, “isso mostra que a sustentabilidade já faz parte da agenda do mercado de construção civil”.

O último edifício que recebeu a certificação foi a nova sede da Energisa Paraíba, em Patos (PB), com o Leed prata em todos os níveis. O projeto do complexo administrativo foi baseado na climatização interna, utilização de sistemas de reuso de água da chuva, que já é escassa na região; e a integração entre o espaço interno e o exterior, mantendo a visualização da área externa em todos os edifícios.

De acordo com o GBC Brasil, 43 edifícios no país já receberam a certificação desde 2007, quando a organização foi criada no País. Só no ano de 2011, 17 novas edificações foram certificadas pelo conselho. Para conquistar o selo, os empreendimentos devem seguir critérios como eficiência energética, uso racional de água, gestão de resíduos, uso de materiais reciclados ou certificados, entre outros.

Mauricio Lima

Fonte: PINI Web

O Brasil pode produzir 4,7 milhões de veículos leves (excluindo caminhões e ônibus) em 2016, um incremento de 1,57 milhão, 50,3% maior, sobre o resultado de 2011. Esse desempenho fará o País subir da sétima para a sexta posição na lista dos países fabricantes. A projeção é da mais recente pesquisa global Autofacts, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

O levantamento trimestral, divulgado esta semana, aponta que as fábricas brasileiras produziram 3,12 milhões de automóveis e comerciais leves em 2011 e estima 3,34 milhões para este ano, um avanço de 7,2% – bastante maior, portanto, do que a modesta projeção de 1,1% da Anfavea, a associação das montadoras.

A PwC justifica seu maior otimismo ao apostar que o governo brasileiro deverá, este ano, lançar mão de medidas de incentivo ao consumo, reaquecendo o mercado com queda de juros e injeção de mais recursos para o crédito. Ao mesmo tempo, a produção nacional será beneficiada pelo aumento da taxação aos veículos importados de fora do Mercosul e México.

CONTRIBUIÇÃO PARA O CRESCIMENTO

A PwC calcula que os países emergentes continuarão a sustentar a expansão. Segundo a Autofacts, virá do Brasil a quarta maior contribuição porcentual, de 6%, para o crescimento da produção mundial de veículos leves nos próximos cinco anos. Em primeiro lugar está a China, que deve contribuir com nada menos que 42% do avanço, fabricando 26 milhões de leves em 2016, ou 73,8% a mais do que os quase 15 milhões de 2011.

Dentro das projeções da Autofacts, o maior crescimento porcentual da produção de leves será da Índia, com expansão de 95,4% entre 2011 e 2016, de 3,4 milhões para 6,7 milhões, no que será a segunda maior contribuição, de 12,5%, para a evolução mundial das fábricas. Esse desempenho conferirá ao país o posto de quinto maior produtor do mundo, à frente de Brasil (em sexto) e Coreia do Sul, que cairia da atual quinta posição para a sétima.

O único mercado desenvolvido que continua a dar contribuição significativa para o crescimento da produção de veículos leves no mundo são os Estados Unidos, com 9,8% da expansão prevista até 2016 e 11 milhões de unidades produzidas, um avanço de 30,6% sobre os 8,4 milhões de 2011.

FABRICANTES, MARCAS E MODELOS

A Autofacts também traz projeções por fabricante. Depois de ter retomado a liderança da produção mundial em 2011, a General Motors deve perder o posto novamente para a Toyota este ano, já recuperada da falta de peças dos fornecedores provocada pelo terremoto e tsunami no Japão. A previsão é que a GM produza 9,6 milhões de unidades em 2012, contra 9,9 milhões da Toyota. Contudo, a PwC projeta reviravoltas nesse quadro até 2016, quando a GM voltaria ao topo, com 11,3 milhões de veículos leves, ante 10,9 milhões da fabricante japonesa.

Até 2016 não existem alterações de posições do terceiro ao décimo maiores fabricantes de veículos leves. O Grupo Volkswagen deve manter a terceira posição, com 8,7 milhões em 2012 e 10,7 milhões em 2016. Em seguida vêm Renault-Nissan (8 milhões este ano para 10,3 milhões em 2016), Grupo Hyundai (7 milhões para 8,6 milhões), Ford (5,4 milhões para 7 milhões), Grupo Fiat-Chrysler (4,2 milhões para 5,9 milhões), Honda (4,1 milhões para 5 milhões), PSA Peugeot Citroën (3,6 milhões para 4,7 milhões) e Suzuki (2,6 milhões para 3,1 milhões).

Também não devem haver alterações entra as dez marcas mais vendidas do mundo que, pela ordem, serão Toyota, Volkswagen, Ford, Chevrolet, Nissan, Hyundai, Honda, Kia, Fiat e Peugeot.

Entre os modelos mais vendidos, o Toyota Corolla deverá continuar no topo do ranking pelos próximos cinco anos, segundo projeta a PwC. As posições permanecem inalteradas do segundo ao quarto lugar, com Ford Focus e Fiesta e VW Polo. Do quinto ao décimo posto devem acontecer algumas trocas até 2016: o Chevrolet Cruze subiria de sexto para quarto; as picapes Ford Série F desceriam um degrau, para a sexta colocação; o Honda Civic saltaria de décimo para sétimo; o Toyota Camry de nono para oitavo; enquanto o chinês Changan SC63 cairia de oitavo para nono; e em décimo ficaria o Hyundai Elantra, descendo da atual sétima posição.

Fonte: Automotive Business

WLADIMIR D’ANDRADE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A escassez de mão-de-obra qualificada é o principal problema que o empresário da construção tem encontrado, aponta a Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse foi o fator citado por 41,4% das 721 empresas do setor consultadas na pesquisa de fevereiro. Os dados, porém, revelam que, em fevereiro, houve uma diminuição das citações sobre falta de mão-de-obra. No mesmo mês de 2011, 47,1% das empresas haviam mencionado o problema.

“O mercado de trabalho continua sendo pressionado, o que mostra que a construção segue vivendo uma situação de atividade bastante aquecida”, afirma a coordenadora de Estudos de Construção Civil do Ibre, Ana Maria Castelo. Na sequência, os motivos de dificuldade mais apontados pelos empresários consultados em fevereiro foram, respectivamente, competição dentro do setor e o custo da mão-de-obra. “O custo da força de trabalho está relacionado à escassez de mão-de-obra”, diz.

Crédito

A coordenadora do Ibre diz que a facilidade das companhias de construção para se financiar caiu em relação ao período anterior à crise de 2008, mas que as incertezas do cenário internacional atuais não devem impor novas dificuldades para o empresário ter acesso ao crédito fácil. “Ao contrário do final de 2008, quando os bancos deixaram de conceder crédito completamente, a situação agora é diferente. As empresas não têm encontrado dificuldade de conseguir crédito”, diz Ana Maria. “Não se espera que os bancos restrinjam a oferta de crédito”, afirma, ao completar que “não há motivos para pensar que a situação vá piorar”. “Com o interesse do investidor estrangeiro no Brasil, o empresário encontra, na verdade, uma nova fonte de financiamento”, lembra.

Ana Maria diz ainda que a projeção para 2012 é de alta no crédito ao consumidor. “O financiamento para o comprador da construção tem duas fontes cativas, o FGTS e a poupança. Para esse consumidor temos a expectativa de crescimento do crédito da ordem de 30% neste ano”, afirma.

Fonte: Estadão

A cidade de São Paulo ganhou mais uma criativa obra para chamar a atenção sobre a preservação do meio ambiente. Depois das sacolas reutilizáveis gigantes espalhadas nas ruas e parques da capital – intervenção da Associação Paulista de Supermercados (APAS) realizada em janeiro deste ano com o objetivo de conscientizar a população para a importância da substituição das sacolas descartáveis por reutilizáveis – labirintos com mais de 30 toneladas de lixo foram montados para chamar a atenção da população.

As obras são da Attack Intervenções Artísticas e do artista plástico Eduardo Srur. A primeira delas, no Parque Villa Lobos (zona oeste), ficará exposta até o dia 25 de março, e em breve dois novos labirintos serão montados: um no Parque da Juventude (4 de março) e outro no Parque Ecológico do Tietê (11 de março).

A intervenção faz parte do Cultura Livre SP, projeto do governo do Estado que promove atividades culturais gratuitas em espaços públicos da capital.

A obra

Como o próprio nome sugere, os labirintos foram idealizados para permitir uma interação do público percorrendo os corredores de lixo. Cada obra é composta por 30 toneladas de materiais recicláveis na forma de um labirinto geométrico de 300 metros quadrados.

Mais de 200 fardos de diversos materiais, como garrafas PET, plásticos, embalagens e alumínio formam as paredes da instalação, que tem espelhos de acrílico no seu interior e dois acessos para circulação do público. Todo o material utilizado foi adquirido de cooperativas de catadores.


Doze sacolas gigantes ficaram expostas na capital para chamar a atenção sobre a Campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco.

Fonte: Vamos tirar o planeta do sufoco