Author: quimicryl

“No Brasil temos visto uma redução da Selic. Mas ainda temos espaço para uma redução ainda maior dos juros”, disse o ministro de Dilma.

Londres – O Brasil ainda tem espaço para reduzir a taxa básica de juros, atualmente na mínima histórica de 7,50 por cento, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“No Brasil temos visto uma redução da Selic. Mas ainda temos espaço para uma redução ainda maior dos juros”, disse Mantega em conferência organizada pela Economist em Londres.

“O Brasil tem espaço para buscar uma política monetária que seja expansionista em contraste com muitos outros países.” O Banco Central já reduziu a Selic nove vezes desde agosto de 2011.

Ana Nicolaci da Costa e Sujata Rao

Fonte: Exame

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

SÃO PAULO – O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que está no foco da administração da presidente Dilma Rousseff a adoção de medidas que vão na direção de reduções tributárias. “O governo deve concluir até o final do ano uma proposta de unificação do ICMS”, destacou. Ele também ressaltou que a reforma do PIS-Cofins também está em estudo pelo Poder Executivo.

Barbosa ressaltou que a unificação do ICMS não é uma questão fácil, pois pressupõe o consenso e acordo entre todos os estados da federação. “Mas acredito que essa questão deverá avançar”, destacou.

Em fórum promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, nesta segunda-feira, 17, Barbosa afirmou também que o governo está atento aos eventuais efeitos que a terceira edição da política de afrouxamento quantitativo (QE 3, na sigla em inglês), que o Federal Reserve adotou nos Estados Unidos.

“Vamos observar como isso pode nos atingir. São US$ 40 bilhões por mês que tendem a ficar boa parte restrita à economia americana”, disse. “Mas, se uma parte desses recursos vem para cá, isso pode trazer uma pressão de apreciação sobre o câmbio indesejável”, disse. “Tomaremos todas as medidas necessárias para não deixar o câmbio apreciar ainda mais”, destacou.

Barbosa ressaltou que o governo monitora o mercado de câmbio em várias frentes, entre elas, a evolução das operações de derivativos e o próprio fluxo de capitais que ingressam no País que procuram investimentos em ativos de renda fixa, especialmente os relacionados a títulos públicos.

“Vamos ver como essa questão no futuro próximo. O que posso dizer é que medidas na área de câmbio são adotadas e depois explicadas, não são previamente anunciadas”, destacou.

Barbosa não especificou se a primeira frente de ataque do governo para evitar o câmbio apreciado seria a compra de dólares no mercado futuro ou a adoção de medidas fiscais, como as relacionadas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para Barbosa, a atual taxa nominal de câmbio no Brasil, de R$ 2,00 a R$ 2,05, “ainda é muito apreciada”, apesar da recente movimento de queda da cotação do real ante o dólar.”Temos um desafio que é consolidar novo patamar de juro real e evitar apreciação excessiva cambial”, ponderou.

“A taxa de juro real de 1,70% é baixa para o Brasil em níveis históricos, mas é muito alta em relação ao que existe hoje no mundo”, destacou. Entre todos os países do G-7 a taxa de juros descontada a inflação é negativa.

De acordo com Barbosa, a decisão do governo de mudar a taxa de remuneração da caderneta de poupança eliminou um “certo limite” que havia para a redução dos juros nominais no Brasil. “Sem isso, agora são as condições econômicas que determinarão para onde vão as taxas de juros”, comentou, ressaltando que a taxa de juro real no Brasil tem condições de baixar um pouco mais num horizonte de tempo que ele não especificou.

Barbosa ressaltou que o regime cambial no Brasil é flutuante e ressaltou que não sabe para onde ele vai. “Contudo, certamente não podemos deixá-lo apreciar ainda mais. O câmbio “, destacou. “O câmbio quando varia muito para baixo ou para cima é negativo para a economia”, apontou. “A taxa nominal de câmbio hoje é parecida ao que havia em meados de 2008”, destacou.

O secretário executivo não avaliou se a atual cotação entre R$ 2,00 e R$ 2,10 é objetivo do governo e se ela é confortável para lidar com a ajuda à indústria, sem provocar alta do IPCA. “O câmbio no atual patamar não traz preocupações em relação à inflação”, disse.

SÃO PAULO – As incorporadoras precisarão segmentar seus empreendimentos para atender às necessidades de moradia dos diferentes perfis de consumidor brasileiro. A afirmação foi feita nessa quinta-feira, 13,pelo diretor geral da UBS Escola de Negócios e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Eduardo Terra, em palestra na Convenção Secovi. O evento faz parte da programação da Semana Imobiliária, promovida pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo, entre segunda e sexta-feira.

Os diferentes modelos de família exigirão que as incorporadoras desenvolvam projetos específicos para cada público. “Os solteiros e casais sem filhos já representam mais de um quarto da venda de imóveis novos em São Paulo”, disse Terra.

Para esse público, por exemplo, não faz sentido lançar condomínios que destacam diferenciais como playground ou piscina infantil. “Seria mais interessante apostar em academia e terraço gourmet”, conclui Terra.

O risco das construtoras é restringir demais seu público-alvo. “Há cidades em que a segmentação é feita apenas por número de dormitórios”, disse Terra. A vantagem do setor imobiliário é poder lançar produtos adequados para cada nicho, sem ter de posicionar a marca para atender exclusivamente a esse público.

Terceira idade

Um dos nichos com potencial crescente é a terceira idade. As projeções sinalizam para uma mudança na pirâmide demográfica brasileira e para um maior porcentual de idosos entre a população. Em 2010, o Brasil somava 19,3 milhões de pessoas acima de 60 anos, número que deve chegar a 28,3 milhões em 2020, um salto de cerca de 45%, segundo dados do IBGE.

A construtora Tecnisa começou a prestar mais atenção nesses consumidores em 2009. A empresa observou que 15% dos compradores de um empreendimento focado em casais jovens com poucos ou nenhum filho foi vendido para pessoas com mais de 55 anos. “A população da terceira idade está se posicionando como um público ativo, que viaja, trabalha, casa novamente e compra apartamentos novos”, disse a diretora de projetos da Tecnisa, Patricia Valladares.

A percepção levou a Tecnisa a contratar uma equipe especializada em gerontologia, formada por geriatras e arquitetos, para auxiliar no desenvolvimento de projetos para esse público. Hoje, quatro empreendimentos da companhia já incorporaram adaptações para os idosos. São funcionalidades como a construção de uma pista de caminhada mais larga para permitir que um idoso com andador utilize o espaço. E a piscina do condomínio recebe uma escada de alvenaria, em vez de uma de alumínio.

“Focamos na terceira idade, mas terminamos com projetos melhores para todos. O custo de adaptar um espaço para o uso de idosos é maior do que se projetá-lo para contemplar essas necessidades”, disse Patricia.

Internet

As mudanças de hábitos dos consumidores também influenciam nas estratégias de venda e marketing do mercado imobiliário. Mais de 80 milhões de pessoas têm acesso à internet no trabalho ou em casa, segundo dados do Ibope Nielsen. “A compra do imóvel começa online”, disse o professor da UBS Escola de Negócios.

Segundo ele, as empresas e os corretores precisam se adaptar para atender o cliente na internet. A maioria das grandes incorporadoras e imobiliárias já adotou a função de “corretor online”, que oferece informações em salas de bate-papo. Quase nenhuma, no entanto, oferece na internet todas as informações relevantes, principalmente o preço do imóvel na planta. A tendência, segundo Terra, é que essa barreira seja rompida.

Marina Gazzoni

Fonte: Estadão

A Associação Brasileira do Veículo Eléctrico (ABVE) solicitou ao Minstério da Fazenda a redução temporária do Imposto de Importação, uma carga tributária que em alguns casos chega aos 101%. Segundo Ricardo de Féo, director da General Wings, empresa de bicicletas e scooters eléctricas, o valor do imposto sobre estes veículos e os seus componentes dificultam a difusão da mobilidade eléctrica no Brasil.

“A carga tributária chega aos 101%. E, neste negócio, todos dependemos de componentes importados”, explicou o responsável.

No documento final enviado ao Ministério da Fazenda é sugerido que o Imposto de Importação, que incide sobre os itens importados (principalmente os motores eléctricos e as baterias de íon de lítio) seja temporariamente reduzido, enquanto a produção brasileira dos componentes para as bicicletas e scooters eléctricas não chegue para a procura local.

“O Imposto de Importação (II) é um imposto sobre a entrada de mercadoria estrangeira a ser colocada no mercado nacional, enquanto o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) é um imposto interno sobre a produção industrial em geral. No caso dos produtos industrializados importados, incidem os dois impostos: primeiro o II, e depois o IPI sobre o preço do produto, já incluindo o II”, segundo explicou o professor José Marcos Domingues de Oliveira, da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O mercado brasileiro de bicicletas normais é de seis milhões de unidades por ano, sendo que as bicicletas eléctricas podem facilmente atingir os 10% do mercado, ou seja, 600 mil unidades anuais.

“Para registo de comparação, o mercado europeu actual (2011) de bicicletas registou 1,5 milhões de unidades”, concluiu Ricardo de Féo, acrescentando que em alguns mercados europeus, como Itália e França, existem benefícios ficais para a compra de bicicletas eléctricas.

Fonte: Greensavers

SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) – O Ministério das Cidades vai avaliar a possibilidade de instalar sistemas de energia solar nas residências no âmbito do programa “Minha Casa, Minha Vida”, sem que sejam alterados os limites de custos dessas unidades, após recomendação do Conselho das Cidades, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira.

A recomendação levou em conta que o programa habitacional do governo federal possibilita o uso de energia solar no aquecimento de água, somado ao fato de que a temperatura média em muitos municípios brasileiros é alta, “com incidência solar significativamente elevada e com alto rendimento fotovoltaico”, segundo o documento.

Foi considerado ainda que o custo da energia elétrica pago pelos beneficiários incide de forma expressiva em seus gastos fixos e que a adoção do sistema de energia solar voltaica diminuiria significativamente estes custos.

Os sistemas de energia solar fotovoltaica seriam conectados ao sistema de abastecimento de energia elétrica, alternativa ou complementarmente ao sistema de aquecimento solar.

A segunda fase do programa “Minha Casa, Minha Vida”, anunciada em meados de junho de 2011, prevê 2,4 milhões de moradias contratadas até 2014.

Vivian Pereira

Fonte:

Tendo por base esses números, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, justificou os benefícios que o governo tem destinado à construção civil.

Brasília – O Programa Minha Casa, Minha Vida já resultou na contratação de 799 mil moradias. Considerando as moradias contatadas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o número sobe para 1,8 milhão, entre apartamentos e casas já contratadas. Desse total, 53% já foram concluídas. Até o final de 2014, o total de contratações previsto é de 2 milhões de moradias.

Tendo por base esses números, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, justificou os benefícios que o governo tem destinado à construção civil. “Esse tipo de financiamento é muito importante porque alavanca um setor que tem uma participação entre 3% e 5% do Produto Interno Bruto[PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país]”, disse a ministra.

Miriam Belchior ressaltou que, além disso, a construção civil é um dos setores mais sensíveis à contratatação de mão de obra. “Portanto, esta é uma das virtudes do nosso processo.”

A ministra reiterou que o PAC tem sustentado o crescimento do país ao longo dos últimos seis anos, mas lamentou que nem todos os setores tenham atuado com este objetivo. “Evidentemente, o investimento público não é o único motor do crescimento. [Por isso] o espírito ‘animal’ do empresário tem de surgir [para que haja crescimento].”

Daniel Lima e Pedro Peduzzi

Fonte: Exame