Author: quimicryl

SÃO PAULO – Em reunião com representantes do governo paulista, do setor imobiliário e das construtoras, a CEF (Caixa Econômica Federal) informou que a partir desta quarta-feira (4) está pronta para receber e analisar os projetos do convênio do Minha Casa, Minha Vida em São Paulo.

O convênio, firmado este ano, entre a presidente Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Gerlado Alckmin, tem como objetivo estimular a construção de moradias do programa habitacional na capital e regiões metropolitanas do estado paulista.

A meta é construir 93 mil unidades até 2015 na faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, que atende às famílias de menor renda (até R$ 1.600), sendo que 75% das unidades serão construídas na capital e região metropolitana; e 25% terão como destino outras regiões do estado, além de localidades indicadas pelo governo.

Regras
Segundo as regras do acordo, o governo de São Paulo vai aportar até R$ 20 mil no valor-limite de cada unidade habitacional, a ser construída no âmbito do programa habitacional do governo federal. O município e estado de São Paulo doarão terrenos para a construção de 13 mil moradias.

“O convênio vem ao encontro dos interesses dos governos federal e de São Paulo, ao permitir que o Programa Minha Casa, Minha Vida tenha grande efetividade na capital paulista, região metropolitana e outras localidades”, disse o diretor de habitação da Caixa, Teotonio Rezende.

Gladys Ferraz Magalhães

Fonte: InfoMoney

Pedro Kutney, AB

Em junho próximo uma comitiva de fornecedores deverá visitar a Chery Brasil e as obras da fábrica de Jacareí (SP), que começa a produzir em dezembro de 2013. No terreno de 1 milhão de metros quadrados, metade já está reservada para a instalação de fabricantes de autopeças, conforme revelou nesta terça-feira, 27, Kong Fan Long (foto), recém-nomeado presidente da operação brasileira da montadora chinesa. Segundo ele, a ideia é atrair o maior número possível de parceiros para atuar junto à unidade de produção no interior paulista.

Ao lado de Kong, o também recém-nomeado vice-presidente e diretor industrial da Chery Brasil, Wu Dejun, disse que a empresa já negocia com diversos fornecedores chineses, que virão visitar o Brasil no meio deste ano para pesquisar o mercado e decidir se acompanham o empreendimento aqui. “Gostaríamos que começassem a produzir ao mesmo tempo que nós, mas pela nossa experiência sabemos que isso deve demorar um pouco mais”, informou Wu. “Vamos sugerir que se associem com fabricantes locais também”, acrescentou.

Sentado em uma sala de teleconferência em Wuhu, sede da Chery na China, Zhou Biren, presidente de operações internacionais da montadora, destacou que será essencial formar uma rede de suprimentos no Brasil: “Trabalhamos para atender as exigências de nacionalização mínima de 65% do governo brasileiro desde o início da operação. Isso implica em termos fornecedores locais ou trazer fabricantes de autopeças para o País”, afirmou. “Vale lembrar também que muitos dos nossos fornecedores na China são globais, como Bosch, Siemens, Magneti Marelli e Delphi. Não será problema para eles fornecer para a Chery no Brasil. Por isso vamos atingir os 65% logo de início.”

EQUAÇÃO CUSTO/NACIONALIZAÇÃO

Wu explicou que pretende estruturar a cadeia de suprimentos no País com base na equação de custos e índices mínimos de nacionalização. A prioridade será nacionalizar as partes que têm custo logístico mais alto e que tenham peso importante para aumentar o conteúdo local. Nesse sentido, alguns fornecedores nacionais podem oferecer vantagens competitivas.

Da China, Biren fez sua intervenção: “O mais importante é atender os 65%. Em segundo lugar temos de baixar os custos logísticos. Vamos procurar também no mercado nacional, porque o Brasil já tem um parque completo de fornecedores. Já fizemos reuniões com o Sindipeças para incentivar negociações. O ideal seria comprar tudo no País das empresas mais próximas de Jacareí, por isso reservamos 500 mil metros quadrados na fábrica. E se precisarmos de mais espaço vamos pedir ao prefeito Hamilton Mota (que estava presente na coletiva com os jornalistas brasileiros e acenou positivamente com a cabeça após ouvir a tradução).”

Biren reforçou que as outras exigências do regime automotivo também serão atendidas pela Chery no Brasil, incluindo operações industriais e investimento em pesquisa e tecnologia: “Será uma fábrica completa, a primeira da Chery fora da China (as outras 13 mantidas em 12 países só fazem montagem em CKD). E depois que a unidade estiver pronta também vamos investir em um centro de desenvolvimento.”

O prefeito Hamilton Mota destacou que o município já firmou convênio com a Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) para formação de pessoal especializado, e já estão em construção em Jacareí uma unidade do Senai e uma Escola Técnica Federal. “Também estamos preocupados em oferecer mão-de-obra qualificada para a Chery e seus fornecedores”, disse.

ETAPAS

O diretor industrial Wu informou que a operação começa no fim de 2013 com soldagem, pintura e montagem final. Cerca de um ano depois a estamparia de chapas também começa a ser feita em Jacareí.

O presidente Kong detalhou as etapas da construção da fábrica. A terraplanagem começou há pouco tempo e deve demorar quatro meses. As obras de fundação consumirão de cinco a seis meses e a edificação outros cinco a seis meses. Por fim, a instalação de maquinário e ajustes leva de oito a dez meses.

A primeira fase da fábrica, em 2014, consumirá US$ 200 milhões do total de US$ 400 milhões programados para o empreendimento. A unidade começa a produzir um só modelo em um turno de trabalho, ao ritmo de 50 mil unidades/ano. Na segunda fase, cerca de um ano depois, entra em produção um segundo carro e a linha acelera para 100 mil/ano em dois turnos. Na sequência, deve chegar mais um modelo e, em três turnos, a capacidade sobe para 150 mil veículos por ano.

“Vamos aumentar a produção conforme a necessidade, mas antes precisaremos saber como os brasileiros aceitarão os carros da Chery feitos aqui”, ressalvou Kong. “Também poderemos até elevar o índice de nacionalização acima dos 65%, mas isso vai depender do mercado brasileiro e seus custos”, finalizou.

Fonte: Automotive Business

Obras de infraestrutura e habitação impulsionaram alta de 1% no mês

Pesquisa mensal realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou a contratação de 32.285 trabalhadores com carteira assinada na construção civil, elevando o nível de empregos formais em 1% no mês de fevereiro em comparação a janeiro. No ano, o número de profissionais contratados subiu 2,62%, com o registro de 83.162 trabalhadores. No acumulado de 12 meses foram empregados 213.280 novos profissionais (7,01%).

Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, “esta recuperação já era esperada em função do grande volume de obras que o setor deverá ter em 2012, tanto na área de habitação como na de infraestrutura”. Para o vice-presidente de Economia, Eduardo Zaidan, “o dado de fevereiro mostra que o período de queda sazonal na atividade da construção acabou”.

Com as novas contratações, a construção brasileira empregou um total de 3,257 milhões de trabalhadores com carteira em fevereiro. A pesquisa mostra, ainda, que o nível de emprego na construção civil cresceu mais nas regiões Norte e Centro-Oeste, ambas com aumento de 1,40%, seguidas pela Sudeste (1,28%), Sul (0,72%) e Nordeste (0,29%).

No mês, foram mais 5.553 novos trabalhadores com carteira assinada só no Estado de São Paulo (0,67%). Até fevereiro, as construtoras paulistas já somavam 816.305 empregados com carteira assinada. Todas as regiões tiveram alta no número de contratações, com destaque para a região de Campinas, que subiu 1,59%.

Fonte: PINI Web

Por Rosangela Capozoli | Para o Valor, de São Paulo

O consumidor que, na hora da compra, observa a data de validade e a composição do produto terá um novo indicador para influenciar sua escolha. Trata-se do certificado ISO 14046, que, estampado no rótulo, garantirá que o fabricante adota padrões razoáveis de economia no consumo de água, agregando valor ao negócio. O nível de consumo é observado em toda cadeia produtiva – da extração de matéria-prima até o uso final pelo consumidor. Na fabricação de um quilo de café torrado, por exemplo, são consumidos 21 mil litros de água.

O selo da norma ISO também identifica se o produto obedeceu aos padrões de qualificar os processos de reutilização de águas industriais. A criação desse certificado, que será obrigatório a partir de 2013 e 2014, segue a tendência mundial de promover a forma mais racional possível de utilizar os recursos hídricos. Para esse método de gestão que mede a utilização de água nas atividades humanas e na produção de bens e serviços criou-se o termo “pegada hídrica”.

Segundo o professor Eduardo Mario Mediondo, do departamento de Hidráulica e Saneamento da USP São Carlos, a “pegada hídrica” do Brasil está próxima do valor médio global. “Aqui, o consumo anual é de 1.340 m3 por pessoa, enquanto o a média de consumo mundial é de 1.350 m3 “, afirma. As projeções mundiais, no entanto, apontam que nos próximos 20 anos o volume per capita deverá crescer entre 10% e 20%, acompanhando o incremento da demanda por bens de consumo e serviços. À medida que o Produto Interno Bruto dos países cresce, há aumento de renda e com isso eleva-se o consumo de água.

“No atual ritmo de crescimento, em 2050 haverá uma escassez gravíssima, mesmo nas regiões onde hoje a água é abundante”, completa. O professor da USP defende que programas de incentivos direcionados ao uso racional da água cresça na mesma proporção. “Caso contrário, teremos uma sociedade insustentável no quesito pegada hídrica”, explica.

O conceito começa a ser trabalhado por empresas, inclusive do Brasil, conscientes das ameaças que a falta de água significará para o planeta. O cálculo do consumo ajuda as empresas a controlar melhor seus gastos e fazer análises sociais, econômicas e ambientais de seus negócios. “Hoje se percebe avanços significativos no setor industrial na questão de reúso de água, redução de vazamento, promoção de eficiência no sistema, mas ainda limitados aos muros da fábrica”, acrescenta Samuel Barreto, biólogo e coordenador do Programa Água para a Vida da WWF-Brasil. Para o biólogo, o principal objetivo é o avanço na metodologia de olhar para o recurso água no seu ciclo. “Hoje o foco da pegada hídrica não está voltado apenas para a água azul – aquela dos rios e lagos –, mas também engloba a água da chuva, fato que não era considerado nas gestões anteriormente”, diz.

A Gerdau, líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo, possui atualmente um índice médio de recirculação de água superior a 97% em suas usinas produtoras de aço em todos os países onde atua. “Em 2011, a empresa tratou e reutilizou cerca de 2 bilhões de metros cúbicos. Em média, a Gerdau utiliza 3,8 metros cúbicos de água por tonelada de aço produzido e praticamente reaproveita todo recurso hídrico no seu processo industrial, segundo números fornecidos pela siderúrgica.

De acordo com a empresa, um projeto de balanço hídrico, iniciado em 2010, prevê a redução de 10% do volume de água captado para a produção do aço em suas plantas industriais. O estudo envolve mais de 50 especialistas de meio ambiente em todo o mundo e deverá ser concluído até 2015. A intenção da siderúrgica é antecipar-se ao lançamento do “ISO Water Footprint”, uma nova certificação que será lançada no mercado com o intuito de qualificar os processos de reutilização de águas industriais.

Barreto, da WWF, compara a função da pegada hídrica a um exame de sangue. “O resultado não cura a doença, mas aponta o que se deve fazer caso haja um problema”, explica. Apesar de o Brasil ser o país mais rico do mundo em água, a distribuição não é uniforme em todo território. A maior parte da água (70%) está na Amazônia, onde vive 20% da população brasileira. “As regiões Sul, Sudeste e Nordeste, por sua vez, embora concentrem mais de 120 milhões de brasileiros, possui apenas 15% da água”, diz. Há várias regiões metropolitanas enfrentando problemas críticos de água ou cenários preocupantes com relação a disponibilidade do recurso”, diz o biólogo da WWF.

Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, a produção de água é praticamente do tamanho da demanda. “É um sistema de alto risco, pois não há folga, além do que a região depende de água de outra bacia hidrográfica, já que 50% do volume consumido é proveniente da Bacia do Piracicaba”, resume.

Para o biólogo, como se trata de um bem público, o recurso deveria ser gerenciado por uma agenda compartilhada entre governo, empresas e sociedade. De acordo com Barreto, a Agência Nacional de Águas (ANA) tem mostrado interesse em desenvolver políticas públicas.

Tanto o professor da USP como o coordenador do Programa Água para a Vida concordam que o Brasil tem uma das legislações e políticas das mais avançadas em termos de gestão de recursos hídricos do mundo. O Brasil é um dos poucos países que tem Plano Nacional de Recursos Hídricos. “Isso é muito importante porque ajuda a estabelecer critérios para promover a gestão de recursos hídricos e governança da água, mas deve haver aprimoramento. A questão da pegada hídrica é uma delas”, diz o biólogo. Mediondo cita o Programa Produtor de Água fomentado pela ANA e o Programa Mina de Água ministrado pelo Governo do Estado de São Paulo como bons exemplos para se aperfeiçoar os métodos de gestão.

Fonte: Valor online

Grandes cidades nordestinas como Salvador, Fortaleza ou Natal não passaram por um bom imobiliário tão intenso quanto São Paulo e Rio de Janeiro.

São Paulo – As regiões Norte e Nordeste concentraram o crescimento da renda na década passada. Segundo o último censo demográfico do IBGE, são das duas regiões os cinco estados em que a renda mais cresceu entre 2000 e 2010: Tocantins (50%), Maranhão (46%), Piauí (42%), Sergipe (41%) e Paraíba (37%). A expansão dos rendimentos permitiu que o consumo crescesse a um ritmo chinês no Nordeste. Já em São Paulo, o crescimento da renda, de 3%, foi o menor do Brasil.

É de se estranhar, portanto, que a maior metrópole do país tenha sido o principal palco, junto com o Rio de Janeiro, do boom imobiliário dos últimos anos. Desde 2008, os preços subiram 129,5% e 162,1% em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, segundo o índice FipeZAP, principal parâmetro do valor das residências no país.

O índice FipeZAP só passou a incluir dados de cidades de Nordeste a partir de 2010. A tabela abaixo mostra que, considerando esse período, a valorização média nas duas maiores metrópoles brasileiras foi bem maior que nas capitais nordestinas:
Cidade Valorização imobiliária desde agosto de 2010
Rio de Janeiro 56,70%
São Paulo 41,30%
Recife 48,70%
Fortaleza 22%
Salvador 12,90%
Fonte: Índice FipeZAP

Para entender por que os preços no Nordeste ficaram para trás mesmo com o maior crescimento da renda, EXAME.com conversou com Silvio Bezerra e Marcelo Freitas, presidente e diretor-financeiro da Ecocil, a maior incorporadora do Rio Grande do Norte. Abaixo eles explicam o que movimentou o mercado imobiliário nordestino nos últimos anos:

Os imóveis no Nordeste subiram bem menos que em São Paulo ou no Rio de Janeiro. A diferença é a menor especulação. As cidades são bem menos adensadas. Ainda que os preços dos terrenos já não sejam baixos, há mais opções de locais para construir.

Outro problema foi que o mercado de segunda residência também caiu muito. Havia no Nordeste uma grande demanda de estrangeiros, principalmente de europeus. Com a crise, eles estão com menos dinheiro. Havia vários voos charter diretos da Europa para Natal. Agora eles acabaram. Em outras cidades nordestinas, a oferta de voos também diminuiu.

A grande exceção é Recife, onde o mercado imobiliário está em ótima fase. Com os investimentos que foram feitos no porto de Suape e no entorno, Pernambuco teve um grande desenvolvimento. Grandes empresas como a Fiat estão fazendo pesados investimentos no estado. Recife também é uma cidade bem mais adensada, com uma oferta mais baixa de terrenos. Isso tudo favorece o atual processo de valorização.

Natal é bem diferente. Em primeiro lugar, é um mercado menor. A cidade tem 1,2 milhão de habitantes. A renda da população vem crescendo bastante, mas ainda é baixa quando comparada à de São Paulo ou do Rio. Até a Copa, o Rio Grande do Norte vai receber um volume representativo de 6 bilhões de reais em investimentos. Vai movimentar a economia.

Teremos um aeroporto que vai ser enorme, com grande capacidade para o transporte de cargas e passageiros. Natal passará a ter esse aspecto de entreposto comercial para as empresas no Nordeste. Há também investimentos relevantes da Petrobras em Mossoró, uma das principais reservas para a exploração de petróleo em terra do Brasil.

Mas a economia do Rio Grande do Norte ainda depende demais do turismo, da pesca, do camarão e da produção de frutas. São atividades prejudicadas pelo real valorizado. O mesmo vale para a indústria têxtil. A Coteminas anunciou há poucos dias o fechamento de uma fábrica em Natal e a demissão de 6.000 empregados. Eles prometem erguer um empreendimento imobiliário bem grande no local, com shopping, escritórios e residências. Mas é um punhado de gente desempregada até as obras começarem.

De qualquer forma, o Nordeste ainda é um local onde se encontram imóveis com um custo mais atrelado ao valor da construção. O metro quadrado médio de um empreendimento em Natal da Ecocil voltado para as classes B ou C custa cerca de 4.500 reais. Um empreendimento de altíssimo padrão vai sair por 6.500 reais. É uma realidade bem diferente do que se vê em São Paulo e no Rio de Janeiro [onde os lançamentos de alto padrão já chegam facilmente a 15.000 ou 20.000 reais o metro].

Nos últimos três anos, os preços em Natal subiram cerca de 40%. Um empreendimento lançado naquela época por 3.200 reais o metro hoje vale 4.500 reais. Descontada a inflação, dá uma alta real de cerca de 20%. O que ajudou a puxar os preços para cima foi a chegada de diversas grandes incorporadoras do Sudeste, que fizeram ofertas iniciais de ações na década passada e decidiram ter uma atuação nacional.

A Cyrela e a Gafisa fizeram alguns lançamentos em Natal por cerca de 7.000 reais o metro. O apelo dos empreendimentos deles foi começar a cobrar só 20% ou 25% do valor do imóvel até a entrega das chaves. O resto era financiado pelo comprador no banco depois que o apartamento ficava pronto. Hoje em dia, todo mundo trabalha assim em Natal. Mas até então, as parcelas exigidas até as chaves eram maiores.

No ano passado, houve uma reversão dessa tendência de chegada das grandes incorporadoras. A Cyrela é que soou o alarme. [A própria incorporadora anunciou durante 2011 que estava revendo suas parcerias fora do Rio e de São Paulo devido a estouros no orçamento e atrasos nas obras.O pior caso foi em Salvador]. O recente retorno às origens das grandes incorporadoras abriu mais espaço para as empresas locais.

Mas o Rio Grande Norte oferece muitas oportunidades para quem conhece as características do mercado. A Ecocil recebeu duas rodadas de investimento de um fundo de private equity inglês especializado no mercado imobiliário, o Salamanca Group. Os aportes aconteceram no final de 2008, auge da crise imobiliária, e no final do ano passado, quando ainda havia grandes preocupações com a Europa. Só no ano passado, a empresa recebeu uma injeção de capital de 100 milhões de reais.

Agora capitalizada, a Ecocil vai lançar oito empreendimentos com um valor de vendas 500 milhões de reais neste ano. É um pouco mais do que o total de lançamento de 2010 e 2011 somados. Para crescer em Natal, o segredo é não focar no mercado de segunda residência e fazer apartamentos para a população local. Por conhecer melhor o mercado, a empresa consegue trabalhar com custos mais baixos. Há muitas oportunidades de erguer empreendimentos no Nordeste. Já para o investidor, cidades como Natal representam uma oportunidade de comprar imóveis ainda a preços razoáveis.

João Sandrini

Fonte:Exame.com

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