Author: quimicryl

Mais de 10 mil casas da primeira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, contratadas em regime de emergência, principalmente por conta das enchentes na Mata Sul em municípios como Catende, Água Preta e Palmares, estão ameaçadas de não serem entregues. A preocupação é das empresas que assinaram os contratos. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), os valores contratados em 2010 estão defasados, e o programa habitacional do governo federal não prevê readequação de preços. Da época da assinatura para cá, o custo da construção civil cresceu em 15%.

Neste programa foram assinados contratos para 16 mil casas, mas apenas 1/3 está com entrega garantida. O resto não teve as obras iniciadas , comentou o construtor Jaime Gusmão. Ele informa que, em meio à tragédia das enchentes, houve uma aceleração do processo de assinatura de contratos, mas depois disso, apareceram questões que atrasaram o início da maioria das obras.

Segundo o presidente do Sinduscon, Gustavo de Miranda, os atrasos fugiram do controle das construtoras. As empresas assinaram o contrato no ano passado, mas veio a mudança de governo, o que segurou as ordens de serviço. Depois disso, aconteceu o inverno mais rigoroso este ano, que durou de março até agosto. Agora em setembro é que vamos começar a terraplenagem, em obras que foram contratadas pelo governo do Estado com o dinheiro da União, que só foi liberado na visita de Dilma a Pernambuco (na semana retrasada) , enumerou.

Ele alega que os preços contratados são de 2010 e as obras estarão em curso em 2012 e serão entregues até o início de 2013. Queremos um reajustamento, como há para salário, combustível, tudo , salienta. Segundo ele, não é possível entregar as casas contratadas ao preço que o Minha Casa, Minha Vida (primeira fase) paga: R$ 44 mil. Este preço é uma indução à informalidade. Empresas constituídas têm de pagar encargos trabalhistas, tem dissídio coletivo, investimento em equipamentos de segurança, tudo isso tem custo.

O empresário lembra também que as empresas da construção são pequenos clientes de indústrias como a do cimento. Pagávamos R$ 16 pelo cimento, agora está em R$ 23.
O Minha Casa, Minha Vida 2 também é criticado pelo setor construtivo. Apesar de o governo ter aumentado o valor pago pelas obras em 15%, passando para um preço de R$ 51 mil, houveram melhoramentos nos aspectos técnicos que também encarecem o custo da obra. O valor nominal foi corrigido em 15%, mas a área da casa aumentou 10%. Só no tamanho perdemos quase todo o aumento , reclamou. É válido salientar que a reclamação dos empresários tem a ver com as obras do Minha Casa que são destinadas a famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, que são contratadas por empreitada pelos governos. No caso de obras do programa para famílias acima de 3 salários, o mercado regula o pagamento, pois o subsídio é dado diretamente ao comprador.

Fonte: cbic

A Coca-Cola está a lançar no Reino Unido a iniciativa PlantBottle, que irá colocar no mercado as primeiras embalagens plásticas feitas a partir de plantas (22,5% da garrafa) e de outras garrafas recicladas (25%).

De acordo com o Brand Republic, as garrafas já se encontram à venda, desde Abril, no mercado norte-americano, mas noutras marcas da empresa, a Dasani e a Odwalla. Agora, as garrafas chegam finalmente à Europa.

Tal como nos Estados Unidos, estas garrafas, mais sustentáveis que as normais, deverão ser identificadas através de um logo próprio e de uma mensagem da Coca-Cola a explicar aos consumidores como se fazem as garrafas.

A multinacional norte-americana espera introduzir no mercado, até ao final do ano, 200 milhões de garrafas, através das marcas Coca-Cola, Diet Coke e Coke Zero. A empresa anunciou ainda que espera que todas as suas garrafas sejam feitas a partir de plantas e plástico reciclado até 2020.

Leia mais sobre a iniciativa PlantBottle.

Para celebrar este lançamento, a Coca-Cola convidou o ecodesigner Wayne Hemingway para criar uma edição limitada de chapéus-de-chuva feitos exclusivamente a partir de cinco garrafas de plástico. Os chapéus estarão à venda nas lojas de moda Harvey Nichols.

“Estamos absolutamente empenhados em fazer uma diferença positiva para a saúde do nosso planeta, dos seus habitantes e comunidades. Esperamos que todos os consumidores façam a sua parte na reciclagem. A nova embalagem PlantBottle é o primeiro passo na nossa viagem para fazermos garrafas de plástico mais sustentáveis”, explicou o director de activação de mercado da Coca-Cola Reino Unido, Zoe Howorth.

Fonte: Greensavers

Presidente do braço brasileiro da Century 21 acredita que valorização imobiliária está muito perto do fim – mas também não há perspectiva de queda de preços.

São Paulo – A recente valorização dos imóveis no Brasil impressiona pela rapidez. Em meia década, os preços passaram de patamares comuns a países em desenvolvimento a níveis bem próximos ou até superiores de economias ricas como os Estados Unidos – para desespero dos incrédulos que preferiram esperar mais para comprar. Apenas nos últimos 12 meses, a alta média nas sete principais capitais brasileiras foi de 30%, segundo o índice FipeZap.
Para a maior imobiliária do mundo, a Century 21, no entanto, é provável que os valores de venda comecem a se estabilizar daqui em diante. A empresa trabalha com o sistema de franquias, possui 8.800 pontos de venda em cerca de 70 países, emprega mais de 145.000 corretores e está no Brasil desde 2008. Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Ernani Assis, presidente da Century 21 no Brasil:

EXAME.com – Para onde vão os preços dos imóveis?

Assis – Acredito que agora vão se estabilizar. Houve uma correção muito rápida dos valores, que, em minha opinião, está ligada ao período de estagnação verificado nos anos anteriores. Isoladamente, a alta assusta. Mas quem olha para o que aconteceu no mercado nos últimos 30 anos vai perceber que o preço dos imóveis subiu 1,2 vez a inflação do período. Não acho que tenha sido uma alta exagerada nem que haja uma bolha.

EXAME.com – Mas em algumas metrópoles, os preços já estão mais altos que em importantes cidades americanas…

Assis – Quem compara os preços no Brasil e nos EUA pode chegar à conclusão simplista que aqui está caro, quando sabemos que há uma forte influência do câmbio nesses números. Além disso, o mercado imobiliário americano está em um momento especialmente ruim. Eu trabalhei 10 anos nos EUA e vejo um mercado que continua muito deprimido. É até uma boa oportunidade para os brasileiros que desejam ter um imóvel lá.

EXAME.com – Se os preços no Brasil não estão exagerados, por que as vendas de imóveis novos têm despencado em cidades como São Paulo?

Assis – O que está ocorrendo é uma queda nos lançamentos. Estimamos que o total de imóveis novos que serão oferecidos ao mercado tenha uma queda de 12% menor neste ano. Mas não acho que haja alguma ligação com um possível exagero nos preços. O problema é que quase não há bons terrenos nas maiores cidades do país. A incorporadora que comprar um terreno no Rio ou em São Paulo hoje vai pagar caríssimo. Mesmo que com um alta moderada de cerca de 17% no custo geral da construção nos últimos dois anos, o que a incorporadora tem que repassar ao comprador é um aumento bem maior devido aos terrenos. É esse o motivo que tem levado várias incorporadoras a botar o pé no freio e lançar menos. A oferta menor dá maior segurança às empresas de que conseguirão vender o que está sendo lançado.

EXAME.com – Esse problema é apenas do Rio e de São Paulo ou também pode ser observado em outros lugares?

Assis – As incorporadoras estão lentamente direcionando os negócios para outras cidades e regiões onde os preços praticados ainda cabem no bolso dos consumidores. No Nordeste, por exemplo, há um boom de lançamentos. Nossas lojas em Salvador, Recife e João Pessoa passam por um momento excelente. Todas as grandes incorporadoras, como Cyrela, PDG e Brookfield, estão lançando mais no Nordeste. Empresas e fundos europeus também têm aumentado a presença na região. Os europeus já dominavam a hotelaria no Nordeste, e agora têm avançado sobre a incorporação residencial. A maior incorporadora de João Pessoa é uma empresa suíça.

EXAME.com – Mas se os preços dos imóveis já não cabem no bolso dos consumidores em São Paulo e Rio, isso não reforça a percepção de bolha?

Assis – Não, o problema são mesmo os terrenos. Veja, por exemplo, os dados dos imóveis usados. A demanda continua firme, as vendas continuarão em alta neste ano. Não há bolha porque há demanda, principalmente entre a classe média. O Brasil tem um enorme déficit habitacional. O imóvel ainda é um sonho a ser realizado. A única demanda que já não é tão intensa é dos investidores. Nesse grupo, vejo um movimento de quem investia diretamente em ativos e agora prefere comprar quotas de fundos imobiliários. Acho que esse é um mercado que ainda vai se desenvolver muito no Brasil. Mas há dinheiro para os dois segmentos.

EXAME.com – Sem os investidores que vivem da renda de imóveis, os preços não podem começar a cair?

Assis – Da mesma forma que não vejo fortes aumentos de preço, também não acredito em desvalorização dos imóveis. O mercado imobiliário é muito estável. Para haver queda de preço, seria necessário que houvesse muita gente incapaz de pagar as prestações ou que simplesmente decidisse devolver o imóvel ao banco, como ocorreu recentemente nos EUA e na Europa.

EXAME.com – No Brasil, isso não poderia ocorrer?

Assis – Aqui não tem bolha do crédito porque os bancos são prudentes. Se alguém quiser tomar um empréstimo de 500.000 reais para comprar uma casa, por exemplo, terá de comprovar uma renda mensal bruta de 23.000 reais. Há uma seleção rigorosa de quem terá acesso aos recursos. Não é à toa que a inadimplência do crédito imobiliário gira em torno de 2% entre os bancos privados. Isso não é nada. A Caixa Econômica Federal até tem uma inadimplência maior devido a contratos que foram assinados há muitos anos, sob regras e circunstâncias diferentes. Mas a legislação atual dá grande segurança aos bancos.

EXAME.com – Especialistas acreditam que os recursos da caderneta de poupança que hoje são obrigatoriamente destinados a financiar a compra de imóveis vão se esgotar em 2012 ou 2013. Quando isso acontecer, não é possível que os preços caiam?

Assis – A fonte de financiamento para a concessão do crédito imobiliário é uma preocupação do mercado. Mas acho que cada banco vai buscar uma fonte de recursos própria em substituição à poupança. Alguns bancos estrangeiros trarão dinheiro barato do exterior para oferecer crédito no Brasil. Outras instituições farão operações de securitização, principalmente para garantir recursos para o financiamento da construção de imóveis. Se os juros realmente caírem como se espera, deve haver uma migração de recursos para a caderneta de poupança, o que será positivo para o financiamento imobiliário. Provavelmente, a maior parte dos recursos da poupança passará a financiar imóveis de até 500.000 reais que estão dentro do Sistema Financeiro da Habitação. E talvez o governo crie algum tipo de incentivo fiscal para a captação de recursos mais baratos para o setor. Independente da fonte dos recursos, eu acredito que não vai faltar dinheiro para o crédito imobiliário.

João Sandrini, de Exame.com

Fonte: Exame

Empresa desenvolveu índice de emissões por metro quadrado construído e metodologia para avaliar os resultados

Heloisa Medeiros

A construtora Even começou há dois anos um trabalho de inventário de CO2 para medir seus níveis de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Para isso, dedicou grande esforço a fim de detectar em quais áreas poderia conseguir seu objetivo, criando uma metodologia para estabelecer indicadores confiáveis e medir resultados.

Na verdade, a obra em si é a que menos gera emissões de CO2, pois grande parte delas ocorre fora do canteiro, na fase de industrialização de produtos e insumos empregados na construção dos empreendimentos e na geração de energia elétrica. De acordo com Silvio Gava, diretor técnico e de sustentabilidade da Even, o primeiro passo foi dividir os insumos e materiais em 40 grupos, tais como alvenarias, estrutura, aço, gesso, revestimentos cerâmicos, entre outros. Isso ajudou a elaborar um estudo das emissões e verificar onde seria possível reduzi-las. “Dessa maneira conseguimos segregar as emissões e agora podemos atuar pontualmente na sua diminuição em cada grupo”, declara Gava.

Segundo Débora Rolino Novaes, da ATA (Ativos Técnicos e Ambientais), empresa que prestou consultoria para a Even na área de redução de CO2, a construção civil tem emissões de grande relevância, principalmente se considerada toda a cadeia de valor. “Vários estudos conduzidos pela ATA confirmam que a maior parte das emissões do setor está na fabricação e no transporte dos materiais de construção. Assim, tanto aqui quanto no mundo, cimento e aço são os maiores emissores industriais”, destaca Débora. No Brasil, por exemplo, a siderurgia responde por cerca de 35% das emissões de carbono do setor industrial, enquanto a produção de cimento responde por 19%.

Divulgação
A base de composição do inventário são os cerca de 20 mil itens de 32 orçamentos caracterizados, permitindo criar fatores de emissão para cada grupo orçamentário, que por sua vez são aplicados ao universo de obras entregues em um determinado ano, resultando no inventário total do ano

Para Débora, os inventários na construção civil são bastante complexos, uma vez que as emissões em grande parte são indiretas. “Assim, organizar os inventários de forma completa é uma tarefa desafiadora. Nosso trabalho foi caracterizar e quantificar as emissões de todos os itens que compõem as obras da Even. São milhares de dados compilados, verificados e compostos no cálculo dos fatores resultantes”, analisa. De acordo com Débora, este foi um trabalho inovador, com ajuste de critérios das normas internacionais para as particularidades do setor de construção civil no Brasil.

Ao desenhar a metodologia, a meta da Even, segundo Gava, era incentivar todo o setor. “Concluímos que a forma mais adequada de fazer o inventário seria utilizar como base os empreendimentos entregues no ano e o volume emitido na construção, apropriado por um indicador em metros quadrados construídos e entregues”, descreve Gava. A adoção de um índice de emissões por metro quadrado construído (expresso em tCO2eq/m²) trouxe a vantagem de representar uma unidade de medida que independe do volume de vendas, ou da quantidade de empreendimentos executados no ano. Os inventários e o indicador podem ser visualizados no site da Even.

Norma de base
Com consultoria da ATA, o projeto seguiu as diretrizes da ISO 14.064-1, norma que padroniza os sistemas de quantificação das emissões de gases de efeito estufa. Considerada a norma mais consistente em uso no mercado internacional, permite a construção de inventários de emissão de GEE com transparência. O inventário segue ainda as especificações do GHG Protocol (Corporate Accounting and Reporting Standard), entidade internacional, patrocinada pelo WRI (World Resources Institute) e pelo WBCSD (World Business Council for Sustainable Development).

Segundo Débora, com o desenvolvimento dessa metodologia específica para o setor, a Even compilou as emissões dos empreendimentos do ano de 2010, acrescidas do inventário na área administrativa. De acordo com o indicador, o valor alcançado pela Even foi de 0,275 t de CO2 equivalência por metro quadrado (m²) construído no ano de 2010. Desse total, mais de 99,9% estão relacionados às emissões do Escopo 3, aquelas que ocorrem fora da empresa, ou seja, na fabricação e no transporte dos materiais. “Vale destacar que o valor consolidado tem influência direta das tipologias de sistemas construtivos utilizados pela empresa. Esse também foi segregado na metodologia para que a Even pudesse trabalhar com avaliação de reduções especificamente em cada tipo.”

Conforme informado no relatório de 2009, ficou confirmado que a metodologia de construção adotada anteriormente a 2007, que emitia em média 0,310 tCO2eq/m², foi otimizada pelo novo modelo construtivo acima

Agora, a Even desenvolverá um plano para dar início às primeiras ações para reduzir a emissão de gás carbônico no processo construtivo, ainda este ano. “Vamos mapear onde estão as oportunidades de redução e buscar as medidas mais eficientes juntamente com nossos fornecedores”, afirma. Gava adverte que a mobilização do setor é urgente, pois seus produtos e insumos demandam longos ciclos, da concepção à entrega. “Quaisquer alterações de processos construtivos trarão resultados após dois ou três anos e, portanto, muito próximos das metas referentes às mudanças climáticas estabelecidas para 2020”, diz.

Classificação de emissões
A norma ISO 14.064-1 classifica as fontes de emissão em três escopos. O Escopo 1 – Emissões Diretas são as que ocorrem nos processos e instalações da empresa. O Escopo 2 – Emissões Indiretas da Energia Adquirida, que ocorrem fora da empresa para a geração da energia elétrica ou térmica. E o Escopo 3 – Outras emissões Indiretas, que ocorrem fora da empresa, mas estão relacionadas com sua atividade. Os escopos 1 e 2 são obrigatórios segundo a norma e o 3 é facultativo. Sob a ótica da cadeia produtiva, o Escopo 3 pode incluir emissões upstream (a montante) da operação da empresa, ou downstream (a jusante). O critério de inclusão deve estar relacionado à relevância destas emissões, e ao grau de influência que a empresa tem sobre elas.

No caso da construção civil, o Escopo 3 é muito significativo na questão das emissões, a montante. Trata-se principalmente da produção de cimento, aço e alguns outros materiais, muito intensivos em emissões de GEE. A escolha, a quantidade e a eficiência no emprego destes materiais, em decorrência de critérios de projeto, métodos construtivos e processos de controle e gestão, estão em boa parte no âmbito de influência da construtora. O transporte destes materiais até a obra também pode ser bastante significativo em emissões de GEE. Por esta razão, o inventário de emissões de GEE da Even incluiu as emissões da fabricação e do transporte dos principais materiais empregados nas obras.

Uma das maneiras de fazer as escolhas do Escopo 3, diz Gava, pode estar, por exemplo, na definição do cimento que será utilizado na estrutura. Se forem empregados os cimentos CP III e o CP IV, em cuja composição entrem as escórias de alto-forno e pozolanas (cinzas), respectivamente, a contabilização de emissões será menor. Isso porque ambos aproveitam subprodutos industriais, como pó fino do carvão mineral queimado, argila queimada e pó da casca de arroz, para substituir em parte o clínquer, composto de calcário, argila e minério de ferro ou bauxita, e que exige alta temperatura de forno, com queima de combustíveis fósseis.

“Assim, embora esses cimentos não desenvolvam altas resistências iniciais, necessitando de cura mais lenta e reescoramentos por um tempo maior, pesarão menos na contabilidade final do inventário”, analisa Gava. Ele ressalta que, na fase de produção da estrutura, a velocidade da obra será menor, ou seja, isso tem de ser levado em conta no planejamento do empreendimento. Por outro lado, além de menores emissões, estes dois tipos de cimento são mais resistentes a ambientes agressivos, por serem menos porosos. E consequentemente tornam as obras mais duráveis, aumentando a qualidade das estruturas e evitando patologias.

Gava relata que todas as obras da Even entregues em 2011 já contam com seus respectivos inventários de carbono. “O inventário é importante, pois se a empresa não sabe quanto emite, também não sabe como reduzir. Nossa meta é reduzir emissões acima de 10%. Acredito que vamos conseguir, pois já estamos trabalhando com sustentabilidade na empresa há seis anos e também não sabe como reduzir nosso projeto é bastante consistente”, pondera.

A contabilização
Um orçamento típico da Even é composto por cerca de 2.500 itens. Como a execução da obra tende a ser fiel ao orçamento, a empresa decidiu considerá-lo como base do inventário. Assim, uma análise detalhada dos resultados permitiu destacar a real composição das emissões de GEE das obras, e a relevância das diferentes fontes, entre outros parâmetros. Possibilitou também verificar diversas características do sistema orçamentário e de controle de obras, de forma a compatibilizar o inventário com os demais sistemas gerenciais existentes na empresa.

Para o inventário do ano base de 2010, foram adotados fatores de emissão de Grupos por metro quadrado de área de prefeitura construída. Considerando que a Even trabalha com alto grau de padronização em suas obras e tem uma estrutura orçamentária aprimorada, o inventário se baseou nas áreas construídas efetivamente entregues no ano, classificados em quatro tipos: estrutura convencional, alvenaria estrutural, pré-moldados e obras comerciais
O inventário definiu fatores de emissão para cada um dos cerca de 40 grupos orçamentários utilizados pela Even, em todas as obras, e para cada tipo de obra. Cada grupo orçamentário corresponde a um agrupamento de materiais e atividades. Como as obras foram classificadas em quatro tipos, chegou-se ao número de 160 fatores de emissão.

Para a construção dos fatores de emissão foi definido um grupo de 32 obras em andamento em 2010. O trabalho estendeu-se por vários meses, em que foram considerados cada um dos materiais aplicados, verificando-se suas características de catálogo ou especificações dos fornecedores, dimensões e respectivos fatores de conversão dimensional, além dos materiais a partir dos quais são fabricados. Esta pesquisa levou à formação de um extenso banco de dados de raiz. Estes dados individuais foram então agrupados conforme a estrutura orçamentária de cada uma das 32 obras, após uma avaliação estatística para verificar a uniformidade dos grupos.

A base de composição do inventário se baseou em cerca de 20 mil itens dos 32 orçamentos caracterizados, permitindo criar fatores de emissão para cada grupo orçamentário, que por sua vez são aplicados ao universo de obras entregues em um determinado ano, resultando no inventário total do ano.


Emissões dos empreendimentos da Even em 2010

Isso possibilitou a criação de fatores de emissão confiáveis para os grupos orçamentários. Três elementos compuseram a realização do trabalho: definição de itens relevantes para emissões de GEE, caracterização dos itens para elaboração de fatores de conversão e determinação de fatores de emissão dos materiais que compõem cada item. Esses elementos permitiram calcular as emissões relativas a cada item de cada grupo de cada obra, possibilitando criar um fator de emissão para cada Grupo por tipo de obra.

Para gerar fatores mais representativos, as obras foram separadas por tipo de método construtivo utilizado. Desta forma foi possível estabelecer a média de emissões por metro quadrado de área de prefeitura para cada Grupo. Também foi feita uma análise de desvio padrão dos índices para cada Grupo, permitindo determinar a confiabilidade ou adequação de utilização de fatores gerais, para cada situação específica.

Finalmente, das 16 obras que foram entregues em 2010, 15 foram inventariadas. Desta forma, os índices utilizados este ano têm forte relevância considerando os métodos e materiais utilizados nas obras. O ano base de um Inventário de GEE é o ano de referência para futuras comparações. Trata-se de identificar um ponto de referência em cima do qual avaliar as ações a serem adotadas.

Fonte: PiniWEB

As vendas do varejo de material de construção cresceram 4% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado. Na passagem de julho para agosto, o incremento foi menor, de 1,5%, mostra pesquisa mensal feita pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

No oitavo mês do ano o destaque ficou por conta dos tubos de PVC, que apresentaram crescimento de 8% nas vendas. Interruptores, cal hidratada, cerâmica e cimento avançaram 2% no período. Das dez categorias analisadas no levantamento, apenas duas – metais e argamassas – não apresentaram incremento.

Para a Anamaco, a estabilidade nas vendas desses materiais pode ser explicada pelo aumento dos preços. Nos últimos 12 meses, o setor acumula 5,5% de crescimento nas vendas, próximo à previsão estimada para 2011, que é de 6%.

Segundo o presidente Anamaco, Cláudio Conz, com a chegada do fim do ano, os comerciantes do setor estão mais otimistas. Para setembro, cerca de 70% dos entrevistados esperam crescimento das vendas.

Ele destaca que na região Norte o comércio de material de construção vem se destacando por seu crescimento superior às demais. No mês de julho, as vendas do setor na região avançaram 5% em relação a junho.

Fonte: Folha Online

Medida visa reduzir o horário de circulação desses produtos, propiciando mais segurança aos munícipes

A Prefeitura de São Paulo, por meio do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), decidiu proibir a circulação de veículos que transportam produtos perigosos das 5h às 10h e das 16h às 21h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, no minianel viário e no Centro Expandido, a mesma área onde vigora o rodízio municipal de veículos. Produtos perigosos são aqueles que representam risco para a saúde das pessoas e para o ambiente, como gases inflamáveis e componentes químicos.
A nova norma entra em vigor 30 dias após a publicação de Portaria específica no Diário Oficial. A medida visa garantir mais segurança aos munícipes ao disciplinar o transporte desses produtos, minimizando o impacto de acidentes, impedindo a circulação dos mesmos no horário de pico, nas vias que compõem o Minianel Viário e no Centro Expandido. As Marginais Tietê e Pinheiros, bem como as avenidas dos Bandeirantes, Affonso D’Escragnolle Taunay, Presidente Tancredo Neves, das Juntas Provisórias, Professor Luiz Inácio Anhaia Melo e Salim Farah Maluf, são algumas das vias incluídas e que delimitam a área de restrição.
São Paulo registra uma média de 14 acidentes por ano envolvendo veículos que transportam produtos perigosos. O DSV é o responsável por disciplinar as condições e restrições à circulação, estacionamento, parada, carga e descarga de veículos que transportam produtos perigosos. Atualmente, há 178 agentes credenciados para a fiscalização de produtos perigosos, sendo 52 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e 126 policiais militares.
A fiscalização é realizada pela parceria entre o DSV/CET e a Polícia Militar. Também conta com a participação do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) e da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
Alguns dos itens verificados são: documentação do condutor e do veículo, presença dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), condições gerais do veículo, documentação fiscal e compatibilidade dos produtos transportados com o Certificado de Inspeção para Produtos Perigosos (CIPP).
As placas de sinalização vertical da área de restrição já instaladas terão, em breve, os seus horários alterados para proibição de circulação das 5 às 10h e das 16h às 21h no Minianel Viário e no Centro Expandido.
Ficam excetuados dessa proibição os veículos que transportam produtos perigosos de consumo local, como os combustíveis automotivos, o gás engarrafado e os gases do ar (como ar comprimido e oxigênio, por exemplo). O Decreto n.º 50.446, de 20 de fevereiro de 2009, regulamenta o transporte de produtos perigosos por veículos de carga nas vias públicas do Município de São Paulo. Os casos de emergência deverão ser comunicados ao órgão de trânsito, através da Central de Operações da CET (telefone 1188).

Fonte: CET SP