Author: quimicryl

Por Sharon Terlep | The Wall Street Journal

Sob certos aspectos, a General Motors não vivia fase tão boa desde os áureos tempos dos carrões com rabo de peixe das décadas de 50 e 60. Ela registra lucro recorde, tem produtos competitivos e cresce nos mercados mundiais. Por que, então, o presidente mundial da GM, Dan Akerson, anda de cara feia?

Akerson e executivos na “nova” GM dizem cruzar a todo instante com os fantasmas da velha GM. A montadora continua operando como uma coleção de pequenas empresas regionais. Fragmentadas, suas operações de produção não conseguem capitalizar a presença mundial da empresa.

Fonte: Valor online

Por João Villaverde | De Brasília

O governo deve anunciar nas próximas semanas um conjunto de estímulos à indústria química e um programa de incentivo aos fabricantes de autopeças. As medidas estão sendo finalizadas pelos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e serão submetidas à presidente Dilma Rousseff.

Heloísa Menezes, secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, diz que a ideia é conceder estímulos tributários e de crédito aos setores em troca de investimentos em inovação e maior utilização de conteúdo nacional. O pacote da indústria de autopeças visa preparar os fabricantes para o novo regime automotivo, a partir de 2013.

A Receita Federal faz uma avaliação sobre a situação fiscal das companhias do setor, que pediram ao governo, por meio do conselho de competitividade do setor automotivo (um dos 19 previstos no programa Brasil Maior) refinanciamento de dívidas com o Fisco. “Esse não é nosso ponto de partida. Já verificamos que os débitos com a União não são generalizados. Podemos contornar isso de forma pontual”, diz Heloísa. A ideia do governo é tornar as montadoras garantidoras de seus fornecedores – os fabricantes de autopeças – na tomada de empréstimos bancários. Renault e Volkswagen já fazem isso e os planos são de universalizar a prática.

O governo garantirá recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para projetos de inovação em autopeças, que terão acesso a instituições de pesquisa federais, ao Sebrae e Senai.

Para a indústria química será criado um regime especial de tributação. “Nosso desejo é estimular os investimentos, que estão represados, atrair centros de pesquisa e desenvolvimento para o Brasil e incentivar a inovação”, diz Heloísa. Para ela, o principal desafio é qualificar diferentes elos da cadeia produtiva, que têm sido “esvaziados” pelas importações. Haverá redução de alíquotas de impostos desde que as empresas utilizem insumos nacionais em seus processos produtivos. Nos 12 meses encerrados em abril, o déficit do setor foi de US$ 26,9 bilhões. Para auxiliar a indústria, o governo vai intensificar as compras que faz de fármacos e biofármacos, que contam com insumos da cadeia produtiva do ramo químico.

Fonte: Valor Online

As medidas tomadas pelo governo no fim de 2011 para reaquecer o consumo de eletrodomésticos da linha branca surtiram efeito na produção do setor. Ainda não é possível, no entanto, afirmar que serão eficazes também no setor industrial automotivo, disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, além de ter tomado medidas para expandir a concessão de crédito voltado à compra de veículos. Uma tentativa de estimular a retomada da produção e evitar demissões nas montadoras.

“No caso das medidas para o setor de automóveis, temos de esperar os próximos resultados da pesquisa (Pesquisa Industrial Mensal). As medidas adotadas em outros períodos foram saudáveis para a produção, mas tem de conjugar com outros aspectos para ver se podem ter o mesmo efeito agora”, ponderou Macedo.

O coordenador do IBGE citou o problema de estoques em patamares altos e o aumento da inadimplência entre consumidores. “A inadimplência é um fator a ser considerado para ver o impacto que essas medidas vão ter dentro desse grupamento industrial”, apontou.

Enquanto a produção de automóveis recuou 14,9% no primeiro quadrimestre de 2012, a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, que inclui fogões, refrigeradores e máquinas de lavar roupa, avançou 9,0% no período.

“Na linha branca, a partir do momento em que foram tomadas as medidas de estímulo, a produção se recupera. Na comparação com o último quadrimestre de 2011 (quando a linha branca tinha acumulado queda de 0,3%), há claramente um reflexo positivo da redução de IPI”, disse Macedo.

O setor de mobiliário, também beneficiado pela redução de IPI, acumulou alta de 12,3% na produção de janeiro a abril, mas o pesquisador do IBGE ainda acha prematuro atribuir o avanço à medida de estímulo.

Fonte: Diário do Grande ABC

Pesquisa da CNI indica alta de 1,4%

A confiança do consumidor brasileiro melhorou na passagem de abril para maio, ao crescer 1,4%, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) passou de 113 para 114,6 no período. O resultado também é melhor do que o registrado em maio de 2011, quando o indicador ficou em 112,1. O aumento da expectativa em maio também ocorre, segundo a CNI, após seis meses de estabilidade.

A melhoria do Inec este mês, segundo a CNI, deve-se ao crescimento acima da média de dois fatores: expectativas de inflação e de desemprego. Na pesquisa, os entrevistados mostraram que estão mais otimistas com a redução da inflação nos próximos meses. O indicador referente a esse ponto subiu 7% de abril para maio, ao passar de 106,7 para 114,2. Para a CNI, quanto maior o número, melhor a expectativa. Sobre o desemprego, a expectativa é que a situação melhore com o indicador. Nesse caso, o índice teve alta de 5,1% na mesma comparação (aumentou de de 128,7 para 135,2).

Outros fatores que ajudaram a melhorar o Inec são a expectativa da renda pessoal e da situação financeira dos consumidores. O indicador de renda pessoal aumentou 1,1% em maio ante abril e o de situação financeira, 1,4%. Os índices passaram de 112,1 para 113,3 e de 112,8 para 114,4, respectivamente.

Por outro lado, o endividamento dos entrevistados piorou em maio. Na pesquisa da CNI, o indicador apresentou queda de 1,3%, passando de 106,5 para 105. O indicador para intenção de comprar bens de maior valor também caiu 1,3% em maio em relação a abril. Isso mostra, informou a CNI, que o consumidor “diminuiu o ímpeto de novas compras de bens de maior valor”. A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas, de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 21 deste mês.

Fonte: Automotive Business

Capacidade de produção da usina será de 320 toneladas por dia, recebendo tijolos e blocos de obras da região

A cidade de Hortolândia, no interior de São Paulo, acaba de inaugurar sua Usina de Reciclagem de Entulho (URE Hortolândia), que irá reaproveitar o lixo proveniente da construção civil em obras da cidade e da região. O projeto foi feito pela prefeitura em parceira com o Instituto Nova Agora de Cidadania (Inac), Fundação Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com investimento total de R$ 3 milhões.

A usina terá centro de recepção, triagem, processamento e transbordo. Com capacidade de produção de 320 toneladas de material por dia, irá transformar tijolos, blocos, argamassa, concreto e material cerâmico em areia, pedras e bicas corridas. O material reciclado será revendido, com preço reduzido.

Além de Hortolândia, mais sete municípios da região irão depositar seus resíduos na usina. Entre eles, estão Sumaré, Americana e Santa Barbara d’Oeste. A usina espera gerar cerca de 160 empregos diretos e indiretos para a execução de atividades internas de triagem, pesagem, controle e processamento de resíduos.

O projeto faz parte da primeira etapa do Programa SIGAH (Sistema Integrado de Gestão Ambiental de Hortolândia), que também prevê a construção de uma usina de processamento dos resíduos urbanos, cooperativa de reciclagem e usina de processamento de biodiesel e pneus, entre outras ações.

Fonte: Pini Web

O alerta foi dado hoje durante o debate que marcou o lançamento do Guia Rio+20

Rio de Janeiro – A crescente pressão de consumidores em todo o mundo por produtos e processos ambientalmente responsáveis poderá tirar mercado de empresas que não sejam sustentáveis. O alerta foi dado hoje (30) durante o debate que marcou o lançamento do Guia Rio+20, com as principais informações sobre a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O encontro reuniu empresários e lideranças da área econômica e ambiental no Rio de Janeiro.

A presidenta-executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Marina Grossi, disse que as empresas que não se adequarem aos novos tempos perderão mercado. “Vão ser punidas pelo consumidor, que tem o papel de pressionar e exigir transparência”, disse.

Marina frisou que é possível conciliar obtenção do lucro com uma atitude ambientalmente responsável. “Esse é um dos temas da conferência. A economia verde visa computar os impactos ambientais e sociais. Hoje o custo real de um produto não é registrado”.

O presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, também alertou para a possível perda de competitividade no mercado das empresas que continuarem a adotar políticas não sustentáveis.

“Você tem dois efeitos, de baixo para cima e de cima para baixo. Tem que ter uma decisão da empresa, mas também um empurrão de baixo, que são os contingenciamentos que o mercado produz. Isso está acontecendo em vários lugares. O lucro não é o lucro financeiro. Tem que ser o produto final da inclusão social, custo do impacto ambiental da produção e, finalmente, o lucro econômico”, disse Klabin.

O Guia Rio+20 pode ser baixado gratuitamente nos endereços www.cebds.org.br e www.fbds.org.br.