Author: quimicryl

Um novo padrão que irá promover transparência e consistência ao mercado imobiliário foi lançado mundialmente nesta segunda-feira, 24. O International Property Measurement Standard para imóveis comerciais (IPMS for Office Buildings) é o resultado de um esforço global  para criar um método único, padronizado e uniforme de medição de propriedades comerciais.

As normas foram estabelecidas por uma coalização formada por mais de 55 organizações, entre elas RICS, Secovi-SP, CB Richard Ellis, Cushman & Wakefield e Colliers que apoiam a padronização, garantindo uma metodologia única e coerente para uso em todo o mundo.

“Este é um avanço enorme para o Real Estate e a RICS está orgulhosa por fazer parte desde o início. Os membros da RICS desempenham um papel fundamental na implementação e consultoria das melhores práticas para o mercado de propriedade em mais de 140 países pelo mundo. O IPMS irá garantir que avaliadores, clientes e empresas recebam informações consistentes, transparentes e que permitam comparações entre propriedades de qualquer parte do mundo”, afirma Sean Tompkins, CEO da RICS.

Para Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, “é fundamental que haja padronização e que todos ‘falem a mesma língua’”. E acrescenta: “Um padrão de medida internacional comum irá impactar positivamente os mercados imobiliários em todo o mundo”.

O IPMS surgiu a partir da necessidade de padronização das normas de medição, em substituição as adotadas localmente, que muitas vezes são inconsistentes e confusas. Na Índia, por exemplo, as medidas de um escritório podem incluir áreas externas de estacionamento de veículos de passeio, enquanto na Espanha as medidas locais muitas vezes consideram espaços de lazer como área do escritório. Dependendo do padrão utilizado na avaliação, áreas equivalentes podem variar em até 24% ao redor do mundo, segundo pesquisa realizada pela JLL.

“Existe uma tendência mundial em cada mercado de buscar parâmetros para a definição melhor de sua ´área locáve´ preservando-se formas e normas locais. A ideia de se buscar uma uniformização das medidas de áreas locáveis com critérios definidos globalmente permitirá um enorme entendimento sobre diversos tipos de edificações, com uma comparação mais justa entre diferentes empreendimentos e principalmente um entendimento técnico maior de usuários e investidores”, afirma Walter Cardoso, Presidente da CBRE no Brasil.

Estima-se que as transações de mercado de imóveis comerciais tenham movimentado US$ 1 trilhão mundialmente ao longo de 2013, de acordo com dados do Real Capital Analytics.  O IPMS chega agora para fornecer dados consistentes de medição, que irão garantir a transparência nas negociações globais de Real Estate.

“Acho que o IPMS será muito importante para o mercado brasileiro no sentido de trazer mais transparência e comparabilidade com os mercados internacionais”, afirma Celina Antunes, CEO da Cushman & Wakefield para América do Sul.

O governo de Dubai já anunciou planos para adotar o IPMS como padrão oficial do país, em resposta ao crescimento da base de investidores internacionais atuando no setor de imóveis comerciais da cidade. Mais de 100 empresas também já sinalizaram a intenção de utilizar o IPMS em suas transações.

“A padronização trará inúmeros benefícios para o mercado comercial. A maior transparência nas características físicas – resultante da normatização do cálculo da área – possibilitará maior assertividade na análise dos investimentos e na eleição de espaço para ocupação”, diz Paula Casarini, vice-presidente da Colliers.

A RICS irá  apresentar em breve o guia de orientação para a utilização do IPMS, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015. Enquanto isso, a coalizão irá continuar a trabalhar na padronização de normas, com especial atenção para imóveis residenciais – que deverá ser assinado no próximo ano.

Fonte: IPMSC / Secovi-SP

O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, tem uma alternativa para solucionar o problema do preço dos terrenos destinados à construção de habitações populares, um dos principais entraves apontados pelo setor da construção civil para a continuidade do programa Minha Casa Minha Vida.

Segundo ele, se há uma meta física para a construção de mil unidades em um município, a cidade tem de destinar, no plano diretor, área para duas mil. “No instante que houver o dobro da terra para quantidade necessária, o preço estabiliza”, afirmou ele, em entrevista à Agência Caixa de Notícias.

Martins reafirmou a defesa para que o Minha Casa Minha Vida passe a ser considerado uma política de estado, e não de governo, de forma a evitar a descontinuidade. Ele ressaltou, na entrevista, que o Minha Casa Minha Vida foi decisivo para a formalização das empresas que atuam na área de habitação popular. Na sua opinião, o programa deve continuar sendo grande indutor de crescimento da área.

Qual a expectativa do mercado da construção civil para 2015? A inclusão de 350 mil unidades no Minha Casa Minha Vida deve ajudar no crescimento do setor?

O Minha Casa Minha Vida deve ajudar no crescimento da construção civil, sem dúvida.  É muito importante a garantia de que possamos iniciar janeiro contratando no Minha Casa Minha Vida. Estimula porque não haverá descontinuidade.

O que precisa ser feito são os novos parâmetros para o mercado em 2015, seja o limite dos valores (faixas de renda), a forma de atuação nas regiões do país e a situação dos municípios que atingiram a meta de contratação. Se for parametrizado rapidamente, 2015 será um ano exitoso para o Minha Casa Minha Vida.

Como a indústria avalia as contribuições da habitação popular para o mercado?

Hoje, existem 500 mil trabalhadores com emprego direto ligado ao Minha Casa Minha Vida. Quando tenho um universo de 3,5 milhões de trabalhadores, na construção civil, com carteira assinada, dá para ver o grau de importância. Antes, 87% eram autogestão.

O Minha Casa Minha Vida contribuiu para a formalização. Aí, você tem qualidade melhor, prazos compatíveis, formalidade, documentação, financiamento, tudo organizado.

O que a indústria tem feito para melhorar a produtividade?

Investimento e capacitação. Capacitando melhor, o trabalhador se torna mais produtivo, tem salário melhor e fica mais satisfeito. Investir em equipamentos melhora as condições de trabalho.

É muito melhor um trabalhador usar uma empilhadeira do que carregar um saco de cimento. Mas uma empilhadeira não se paga em uma obra. Por isso, na parte de tecnologia, a continuidade do programa é vital.

O senhor defende a tese de que habitação popular deveria ser política de estado…

É uma questão de sobrevivência do programa Minha Casa Minha Vida ser enquadrado como uma política de estado e não de governo. Os governos podem ajustá-lo. Cada dia mais, a habitação de interesse social demanda tecnologia.

O custo tem que ser reduzido, a produtividade aumentada e a qualidade do imóvel melhor. Tem que incorporar tecnologia. Para isso, é preciso garantia de sequência.

Qual avaliação da CBIC sobre o preço dos terrenos?

É importante que se criem políticas que estimulem a oferta de terras urbanizadas. A CBIC enviou proposta ao governo em que defende a ideia de que, se eu tenho meta física para construir mil unidades em um município, a cidade tem de destinar, no plano diretor, área para duas mil (unidades). No instante que tiver o dobro da terra para quantidade necessária, o preço estabiliza.

Fonte: Agência Caixa de Notícias

No bairro de Cazucá, na capital colombiana, Bogotá, foi construído um centro comunitário a partir de mais de 40.000 garrafas de plástico recicladas. Construído pela Fundação Nukanti, o centro oferece espaço para várias atividades que facilitam a inserção social de grupos vulneráveis, como as mulheres, crianças e jovens afetados pela pobreza extrema, conflitos e violência.

A comunidade de Cazucá alberga cerca de 70.000 pessoas e é conhecida pela pobreza extrema e acessos deficitários aos serviços públicos. De maneira a minimizar estes problemas, a Fundação Nukanti, em parceria com a Green Hope da Colômbia e a Stakey Hearing Foundation, construiu este centro que não só oferece um espaço seguro para as crianças, mulheres e jovens com problemas como também educa a comunidade para as técnicas de construção sustentáveis.

A construção do centro demorou cerca de dois anos e recorreu a mão-de-obra local. Actualmente, estão a ser instalados painéis solares que irão gerar electricidade para o centro, escreve o Inhabitat.

Fonte: Green Savers