
O setor elétrico brasileiro possui atualmente diversos desafios, entre eles está a possibilidade de racionamento e o risco de novos apagões. Nesse contexto, a inserção da sustentabilidade no setor é fundamental, pois leva a medidas de eficiência operacional e no uso de recursos, reduzindo custos, além de envolver a gestão de riscos ambientais e a busca por fontes alternativas de energia, contribuindo para a segurança energética no Brasil. Ou seja, a sustentabilidade, no sentido amplo do conceito, pode contribuir para a perenidade do sistema elétrico brasileiro.
Elenco abaixo cinco pontos que podem auxiliar nesses desafios:
1. Diversificação da matriz elétrica brasileira
A geração de energia de forma diversificada, descentralizada e próxima aos centros consumidores, evita o desperdício de energia na transmissão e promove maior segurança energética. Há a necessidade de diversificação de fontes, pois, atualmente, o País depende muito da hidroenergia, o que faz com se torne refém das chuvas. Nesse contexto, as fontes movidas a combustíveis fósseis, como as térmicas, são uma opção. Mas há uma grande possibilidade de se investir em energias alternativas e mais limpas, como a solar e a eólica.
2. Planejamento Integrado: nacional e internacional – integração energética
É preciso analisar de forma bastante detalhada todo o sistema energético brasileiro, observando, inclusive, os impactos no meio ambiente na geração de cada tipo de energia em cada região do País. No caso da energia vinda de hidroelétricas, se faz necessário se atentar aos regimes de chuvas dos locais onde estão instaladas as usinas.
É necessário incentivar ainda políticas de integração internacional, como as que o País possui com o Paraguai.
3. Promoção ao uso de tecnologias de microgeração
O incentivo da microgeração de energia possibilitará que pequenos consumidores produzam a energia que necessitam. Entre as tecnologias de microgeração encontram-se turbinas eólicas ou de água pequenas, bombas de calor e painéis solares e fotovoltaicos.
4. Uso Eficiente da Energia, adoção de tecnologias de smart grid
O Brasil está muito defasado quando se fala em uso eficiente de energia. É preciso renovar equipamentos de usinas e nas linhas de transmissão. Com mais eficiência, haverá mais energia disponível.
5. Avaliação de riscos do sistema – estruturação de ferramentas de gestão integrada de oferta e demanda, vis-a-vis impactos socioambientais de curto, médio e longo prazo.
Fonte: Exame
O CTE (www.cte.com.br) desenvolveu um método de comunicação técnica e ambiental para materiais de construção para facilitar o trabalho de projetistas, consultores e construtores.
1. Apresenta atributos técnicos e ambientais com comprovações.
2. Facilita o acesso aos ensaios, laudos e certificados para processos de análise e certificação.
3. Permite a escolha do produto e avaliação dos atributos conforme necessidade do projeto.
BAUCRYL 10.000 | IMPERMEABILIZAÇÃO ELÁSTICA
• Para grandes lajes e áreas comuns
• Resiste a 25 metros de coluna d´água
• Suporta grandes deformações sem ruptura
• Propriedades elásticas alongamento igual a 80%
Tabela Ambiental: https://www.quimicryl.com/app/docs/ta/BAUCRYL%2010000_TA.pdf
BAUCRYL ARGAREVEST | ARGAMASSA CIMENTÍCIA IMPERMEÁVEL
• Regularização, impermeabilização e proteção mecânica numa única operação
• Melhora a aderência da argamassa
• Resiste a 25 metros de coluna d´água
• Reduz o módulo de deformação
Tabela Ambiental: https://www.quimicryl.com/app/docs/ta/BAUCRYL%20ARGAREVEST_ta.pdf
BAUCRYL UV BRANCO | IMPERMEABILIZAÇÃO COM REDUÇÃO DE ILHAS DE CALOR
• Suporta grandes deformações sem ruptura
• Reduz as transferências de calor para o interior
• Para lajes e paredes expostas
• Índice de refletância igual a 104 (SRI)
Tabela Ambiental:https://www.quimicryl.com/app/docs/ta/BAUCRYL%20UV20BRANCO_TA.pdf
COLA ECOFLOOR | COLA BASE ÁGUA PARA CARPETE
• Base água
• Não prejudicial à saúde
• Resistente à água
• Baixa toxicidade
Tabela Ambiental: https://www.quimicryl.com/app/docs/ta/COLA%20ECOFLOOR20P1_TA.pdf
Maiores informações sobre a Tabela Ambiental: materiais@cte.com.br
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Jannuzzi alerta que mais problemático que problemas estruturais é falta de consumo consciente
A situação energética do país preocupa com seus reservatórios esvaziados, usinas com impasses para construção e possibilidade de novos custos ao consumidor. As discussões, no entanto, têm adotado mais um viés político do que, de fato, um compromisso ou preocupação com diagnósticos e soluções para estabilizar a oferta de energia no país. Entre as que apresentam saídas, está a voltada à racionalidade do consumo, conforme alerta Gilberto De Martino Jannuzzi, professor da Unicamp. Ele destaca que a crescente demanda de energia elétrica no Brasil pode tomar proporções insustentáveis, que nenhuma nova usina hidrelétrica seria capaz de suprir.
Jannuzzi fez doutorado em Energy Studies pela Universidade de Cambridge, é Diretor Executivo da International Energy Initiative-IEI e, em 2008, recebeu Prêmio Nobel da Paz como um dos colaboradores do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). Ele explica que o problema maior que a dificuldade para implantar novas usinas ou tecnologias que deem conta da demanda cada vez maior é justamente perceber que um aumento constante da demanda é insustentável, além de tornar a energia cada vez mais cara. É urgente implantar então uma política de demanda consciente, o que só fazemos quando nos deparamos com uma crise como a de 2001, que impôs um racionamento e poderia ter funcionado para educar os brasileiros, que não seguiram o aprendizado.
Existem, de fato, pondera, problemas estruturais no setor elétrico que ainda não foram resolvidos e por isso, “vire e mexe”, precisamos enfrentar problemas conjunturais. Só que o problema é muito maior do lado da demanda, que tem evoluído com o acesso dos mais pobres a um novo padrão de vida, que antes era apenas de uma minoria, por exemplo. A classe média se expandiu e o ar-condicionado deixou de ser artigo apenas da casa dos “patrões”, com melhor distribuição de renda e acesso a recursos básicos. Falta agora uma conscientização para saber lidar com essa nova capacidade de consumo, para que seja um processo sustentável.
“Estamos criando uma demanda desnecessária de energia elétrica”
O consumo de energia acabou virando um status no Brasil, como ter ar-condicionado em cada cômodo da casa, por exemplo, em um movimento contrário do que já acontece em outros países. “Estamos construindo prédios, cidades, usando uma arquitetura que não está associada ao nosso clima, vai depender sempre de climatização. Estamos criando uma demanda desnecessária de energia elétrica.”
Jannuzzi destaca medidas positivas e negativas adotadas nos últimos anos, do ponto de vista da demanda da energia elétrica. Uma das positivas foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de eletrodomésticos mais eficientes, que inclusive, acredita, poderia ter sido uma medida mais agressiva, implantada em dezembro de 2011. Sugere ainda que poderia ter sido incentivado que aparelhos ainda mais eficientes fossem colocados no mercado. As não muito eficazes seriam, por exemplo, o incentivo ao consumo, “quando o mundo inteiro está fazendo o inverso”, e a redução de tarifas, que gerou problemas de sustentabilidade financeira para um setor “tão crítico”.
“Nós temos uma política de incentivar o uso eficiente de energia, mas, na prática, há uma falha enorme. Existe todo um discurso que é feito, mas isso nunca foi atacado de maneira satisfatóri.” Fazer uma nova usina, lembra, sai muito mais caro que pensar em uma política de controle da demanda. “Todos os consumidores pagam mais de R$ 300 milhões, por ano, usados em programas de eficiência energética. No Rio, a Light, como outras distribuidoras de energia, destaca Jannuzzi, gasta entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões por ano em programas de eficiência energética, número razoável, que vem embutido na tarifa, e que teríamos que saber que impacto têm na redução do consumo, na melhora da tarifa. Medidas como essa saem mais barato do que produzir energia, mas ainda “não conseguimos demonstrar o impacto desses programas, que já são realizados há mais de 10 anos”.
Questionada sobre os resultados do seu programa de eficiência energética (PEE), a Light informou ao JB, pela assessoria de imprensa, que o PEE apresenta diversos benefícios, tanto para sociedade, quanto para os consumidores beneficiados pelos projetos e para o setor elétrico/concessionária. Para a sociedade, informa, “a economia obtida com os projetos, em termos de energia economizada e redução de demanda na ponta, é muito superior aos custos de expansão do setor elétrico, considerando a entrada em operação das usinas termoelétricas, cujo custo para a sociedade é muito elevado”.
Os projetos do PEE, acrescenta a LIght, possibilitam a manutenção dos níveis de segurança energética em patamares adequados. Há também redução de impactos ambientais pela postergação de investimento em grandes obras de geração elétrica e redução da queima de combustíveis nas termoelétricas. A distribuidora de energia também ressalta que a divulgação de ações de combate ao desperdício e uso eficiente e racional da energia, por meio do PEE, possibilita aumentar a consciência ambiental e energética da sociedade para questão energética.
Para o consumidor, existe a redução da conta de energia e melhora da capacidade de pagamento das contas pelos clientes, além do aumento do nível de consciência ambiental e energética para as questões ligadas ao desperdício de energia, afirma a Light. Já para o sistema Elétrico/concessionária, a LIght destaca a redução da demanda de Ponta, com a postergação de investimentos nos sistema de geração, transmissão e distribuição; redução de Perdas Comerciais e Técnicas e Aumento da adimplência dos clientes beneficiados pelo programa.
Em relação ao custo do programa embutido na conta dos clientes, a Light aponta que 1% da receita operacional liquida das concessionarias se destina ao Programa e à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), sendo que este percentual já é um encargo na tarifa de energia elétrica estabelecido por Lei Federal nº 9.991, de 24 julho de 2000.
“Temos possibilidades de administrar melhor nosso sistema energético. Temos recursos, temos pessoas, temos inteligência. O que falta é usar bem esse mecanismos e esses recursos financeiros. Deveria ser colocado com muito ênfase. Eu diria que nós nunca fizemos isso [estimular o racionamento] de maneira eficiente, só fazemos isso quando tem crise, e não é assim, temos que administrar essa demanda o tempo todo”, alerta Jannuzzi.
Uma sugestão, é que se desenvolva uma política de desenvolvimento tecnológico para garantir que os melhores equipamentos estejam no mercado, e ainda avaliar se os selos oferecidos ao mercado são os mais adequados. “Temos políticas fragmentadas, se fala em construir novas usinas, e cada vez fica mais difícil, tem a questõa do reservatório, a climática e um incentivo ao consumo que poderia ser feito de outra maneira. Consumir eletricidade no Brasil é uma questão de status. Quanto maior a geladeira, para o brasileiro, melhor, é preciso incentivar uma geladeira do tamanho certo, e a melhor que a indústria nacional possa fornecer.”
O perigo está em insistir na ausência do planejamento da demanda de eletricidade, garantindo um uso eficiente, e não incentivar o consumo por si só consumir. Somos mais ambientalmente evoluídos, explica, quando menos a gente consumir. Como o setor de energia é estratégico para o desenvolvimento do país, é preciso investir em planejamento hoje.
Relatório da KPMG divulgado no mês passado, “O Futuro do Estado em 2030” (The Future State 2030, em inglês), apontava para a questão dos governos do mundo inteiro estarem mais focados no curto prazo, devido a motivos como a crise econômica mundial e as suas consequências. “Porém, o momento é crítico e é necessário adotar uma visão de futuro menos imediatista e mais estratégica em relação aos desafios sociais e ambientais que estão mudando em ritmo acelerado”, dizia a empresa.
Fonte: Jornal do Brasil
Lojas, fabricantes e quem trabalha no setor comemoram o tempo seco. Falta de chuvas faz obras e procura por serviços aumentarem.
Thiago Pitoreli, dono de uma empresa de pintura, está feliz com o início do ano de 2014. Isso porque o tempo seco e a falta de chuvas fez a procura pelos serviços de pintura aumentarem em quase 70% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado. “Esse ano está bem bacana sim, o tempo está ajudando bastante e a procura pelo serviço fica maior, um aumento de 70% a mais no serviço”, conta.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) confirmam o que os prestadores de serviços e as lojas do setor do Alto Tietê sentiram na pele: o setor está otimista e o crescimento em 2014 deve ser de 5% a mais que em 2013.
O construtor Geraldo Amancio também aproveita a boa fase do setor de serviços em construção civil. Segundo ele, o tempo seco aumenta o faturamento em até 20%. Entre os serviços mais procurados estão a aplicação de um produto que ajuda a reduzir em até 30% a temperatura dentro de galpões e residências. “As chapas metálicas geralmente absorvem bastante as altas temperaturas”, explica. “Por isso, o produto que estamos aplicando reflete o calor e melhora o ambiente interno”, diz ao mostrar o produto branco.
Comércio
A loja de material de construção também aproveita a boa fase do setor para aumentar seu volume de vendas. Segundo o comerciante Claudemir Aparecido Amancio, a procura por artigos que ajudam a amenizar o calor foi grande em janeiro. Produtos como mantas térmicas aumentaram o faturamento da loja em 5% em relação ao mesmo período do ano passado. “Na estiagem o pessoal aproveita para fazer uma manutenção em casa e, muitas vezes, acaba pintando, né?”, explica. “Inclusive as pessoas procuram cores claras, a cor branca é campeã de vendas, ela reflete o calor e deixa o ambiente mais agradável”, destaca.
Indústria
Uma fábrica de tubos e concretos em Arujá comemora as vendas do início do ano. De acordo com um dos sócios, Sidnei Pereira de Andrade, a falta da chuvas é essencial para a instalação dos tubos de concreto. “Já esperava um crescimento do mercado de construção civil para este ano. Desde outubro as vendas cresceram muito e a produção quase dobrou para atendermos a demanda do mercado”, diz.
Segundo ele, as vendas na fábrica tiveram um aumento de cerca de 30% e, com o aumento da demanda, mais funcionários foram contratados. Hoje a empresa tem cerca de 120 trabalhadores nas quatro unidades mas 30% deste número chegou nos últimos meses para reforçar o quadro de funcionários da fábrica.
Fonte: G1