Author: quimicryl

Prefeito da capital paulista se reuniu com a presidente em Brasília.
Para Haddad, investimento do PAC não foi ‘expressivo’ nos últimos anos.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), esteve nesta quinta-feira (18) com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto para discutir a ampliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade.

De acordo com o prefeito, os investimentos em São Paulo realizados por meio do PAC não foram “expressivos” nos últimos anos. Ele apresentou para Dilma o Plano de Metas até 2016 da cidade, que prevê investimento de R$ 22,9 bilhões. Parte deste montante poderá ser aportado pelo programa, o que será definido em uma reunião técnica daqui duas semanas, segundo Haddad.

“Daqui duas semanas, vamos estabelecer o que desses R$ 22,9 bilhões podem ser executados em 2 anos, 2013 e 2014 e com quanto o PAC vai poder entrar, uma vez que São Paulo não acionou o PAC nos últimos anos”, afirmou em coletiva de imprensa após a reunião com Dilma. Também participaram da reunião os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Alexandre Padilha (Saúde) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades).

O prefeito evitou responsabilizar os governos anteriores pela baixa execução do PAC na cidade. “Nós podemos usar mais o PAC e é isso que viemos buscar aqui. Não estou responsabilizando, é um dado de orçamento”, afirmou ao ser questionado se os prefeitos anteriores deveriam ter recorrido mais ao programa.

Haddad lembrou que o Produto Interno Bruto da capital paulista responde por 12% de todo o PIB do país. “Se São Paulo fica sem investimento, os gargalos de produtividade não são superados”, declarou.

“São Paulo tem que se aliar à União porque não é só a questão dos recursos que estão saindo daqui e indo para São Paulo, mas o que isso vai gerar de crescimento para o país. O investimento público em São Paulo tem uma taxa de retorno em termos de produtividade que interessa a União”, disse.

Fernando Haddad disse que é preciso elevar a taxa de investimento per capita da cidade, que atualmente é metade da taxa do Rio de Janeiro. O investimento anual em São Paulo é de R$ 3 bilhões e precisa chegar a R$ 6 bilhões, de acordo com o prefeito.

“Nossa taxa de investimento per capita é metade da do Rio. Se você for verificar o que desequilibrou, foram os recursos federais do PAC. Então para eu buscar o equilíbrio dos investimento necessários para a cidade funcionar melhor, é alinhando as ações de São Paulo com as ações do PAC”, afirmou.

As áreas prioritárias de investimento, segundo o prefeito, são drenagem, habitação, transporte, saúde e educação.

Fonte: Globo

Fonte: Reuters Brasil

O projeto a ser lançado envolve, inicialmente, apenas a área do estacionamento do Credicard Hall.

SÃO PAULO, 18 Abr (Reuters) – A Cyrela Brazil Realty adquiriu parte do terreno que abriga o Credicard Hall para construção de um empreendimento imobiliário no entorno da casa de shows, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

“A Cyrela está em vias de aprovação de um projeto em parte do terreno do Credicard Hall”, disse a fonte. “A casa já está, inclusive, com problemas de agenda por isso”.

O projeto a ser lançado envolve, inicialmente, apenas a área do estacionamento do Credicard Hall, segundo a fonte, que não informou se o empreendimento será comercial ou residencial. A Cyrela desenvolve projetos comerciais por meio da marca Thera.

A Time For Fun, que administra o Credicard Hall, e a Cyrela afirmaram via assessoria de imprensa que não se manifestariam sobre o assunto.

Localizado na região de Santo Amaro, zona sul da capital paulista, o Credicard Hall possui 7.000 metros quadrados de área livre, que abriga 1.200 vagas de estacionamento, além de 15 mil metros de área construída.

Em setembro passado, a Time For Fun perdeu a parceria que possuía desde 2006 com o canadense Cirque du Soleil, cujos espetáculos costumavam ser realizados no Credicard Hall, sinalizando potencial perda de receita para a empresa.

Na ocasião, a IMX, do grupo de Eike Batista, anunciou uma parceria com o Cirque du Soleil para a criação da IMX Arts.

A escassez de áreas adequadas e bem localizadas para construção de empreendimentos é um dos principais entraves ao setor imobiliário, sobretudo em grandes centros urbanos. Construtoras e incorporadoras têm buscado driblar o desafio ao partir para áreas menos exploradas nas principais capitais.

Recentemente, a Cyrela entregou o complexo NovAmérica Inside Park, empreendimento de proporções gigantescas localizado nas proximidades do Credicard Hall.

Construído em um terreno com mais de 70 mil metros quadrados, o projeto tinha Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de 640 milhões de reais quando lançado.

Inaugurado em 1999, o Credicard Hall é o maior espaço fechado para shows da América Latina, segundo a Time For Fun, que também administra o Teatro Renault (SP), o Citibank Hall (RJ) e o Chevrolet Hall (BH).

Por Vivian Pereira

Fonte: Reuters

Por: FERNANDO NOGUEIRA

Por que pessoas doam e, de forma mais geral, desenvolvem comportamentos altruístas?

Essas foram algumas das principais questões debatidas em uma conferência na New School, em Nova York. Com o nome de “Giving: Caring for the Need of Strangers” (Doar: Importar-se com as Necessidades de Desconhecidos, em tradução livre), o encontro reuniu pesquisadores e especialistas dos Estados Unidos, do Canadá e da Europa para discutir resultados de pesquisas recentes em doações, captação de recursos e filantropia, em dezembro do ano passado.

Em termos científicos, altruísmo pode ser definido como o cuidado que damos a outros a um custo para nós mesmos. Biologicamente, esse comportamento é ilustrado pelo esforço que o corpo da mãe tem que fazer para gerar alimentação a seus filhos, tanto no útero quanto em seguida na produção do leite. As duas principais explicações aceitas por psicólogos e biólogos sobre a origem do comportamento altruísta são por proximidade de parentesco (“kinship”, em inglês) e reciprocidade.

O primeiro caso ocorre quando ajudamos filhos, irmãos, primos ou parentes em geral, seja por laços biológicos (para preservar genes semelhantes aos nossos) ou sociais (pela força da família enquanto unidade cultural e social). A reciprocidade se refere à expectativa de contatos constantes entre pessoas de diferentes famílias, e neste caso doações ou comportamento tidos como altruístas ajudam a criar laços de confiança que favorecem novas trocas e relações entre os grupos. É interessante notar que o comportamento altruísta também aparece em várias espécies, mas o grau de generosidade humano é significativamente maior e representa uma das marcas que nos diferencia de outros animais.

Mas essas duas abordagens (“kinship” e reciprocidade) ainda não explicam por que pessoas doam para desconhecidos. Nesse sentido, outra forma de pensar sobre nossos comportamentos altruístas se dá no dualismo “nature vs nurture” (natureza versus cultura). Doamos por que somos geneticamente programados para termos esse comportamento, por alguma razão evolutiva ou por que socialmente nossa cultura valoriza e incentiva esse tipo de atitude?

Pesquisas relacionadas ao primeiro caminho, o evolutivo, apresentam evidências de que nos sentimos bem ao sermos generosos. A doação ativaria centros de recompensa ou mesmo prazer em nossos cérebros, o que nos motiva a doar novamente. Além disso, aparentemente nascemos com a capacidade de sentir compaixão e empatia -nos importarmos com o sofrimento alheio. Doar a estranhos pode ser uma das manifestações dessa capacidade.

Já a linha com ênfase na cultura humana apresenta explicações como tradição (doamos porque nossos pais já doavam), pressão social ou do grupo (se várias pessoas de nosso círculo social ou comunidade doam, também nos sentimos pressionados ou motivados a doar), por questões de status (valorizamos os que doam e se preocupam com desconhecidos), de identidade (demonstramos nossos valores e ideais por meio de nossas ações) ou mesmo uma extensão dos argumentos de reciprocidade e criação de laços sociais, como mencionado acima.

O professor Felix Warneken, um dos debatedores do evento, desenvolveu uma hipótese que combina os dois caminhos. Estudando a capacidade de bebês e crianças de ajudar estranhos sem serem solicitados, ele conclui que a socialização humana -a forma como somos criados, como educamos nossos filhos- se dá em cima de uma predisposição biológica. Ou seja: nascemos com o potencial da generosidade, mas nossas práticas altruístas se desenvolvem em maior ou menor grau com base em nossa cultura.

O recado que vem dos debates é claro: o papel de empreendedores sociais, ativistas, líderes e profissionais de ONGs é ajudar a exercitar esse potencial e desenvolver uma cultura mais forte de doação e voluntariado para todos.


FERNANDO NOGUEIRA, professor da FGV-EAESP e da ESPM, doutorando em Administração Pública e Governo na FGV-EAESP, é pesquisador visitante na New School e colaborador-voluntário da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos)

Fonte: Folha

A Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) de São Paulo lançou a marca Divina Dieta, composta de alimentos com baixo teor de proteína e isentos de lactose e glúten, indicados para pessoas que precisam seguir dietas restritivas em decorrência de doenças metabólicas.

Os produtos foram desenvolvidos a partir dos resultados colhidos por meio do Teste do Pezinho, que comprovaram que certos tipos de substâncias podem causar ou agravar a deficiência intelectual.

Além de beneficiar pessoas com intolerância à lactose, alergia à proteína do leite de vaca e doença celíaca, eles são recomendados para casos de fenilcetonúria, homocistinúria, leucinose, acidemia isovalérica, acidemia propiônica, acidemia metilmalônica e defeitos do ciclo de ureia, que, se não tratadas adequadamente, podem ter como consequência a deficiência Intelectual.

“Começamos a produção em 1979, como uma resposta natural aos nossos estudos. No entanto, em 2012, vimos que era possível atuar de forma mais ampla e beneficiar mais pessoas”, conta Cássio Clemente, diretor-presidente da Apae.

“Além de atingir um público maior e gerar receita para nossa organização, criar essa marca também é uma forma de colocar luz sobre o assunto da deficiência intelectual”, diz.

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As receitas patenteadas incluem biscoitos salgados e doces de baunilha e chocolate, bolo de cenoura, coxinha, macarrão tipo lamen, pão de forma, pizza, salsicha e até pirulito.

Os produtos são oferecidos somente no empório da unidade central da Apae. “Mas já estamos analisando a possibilidade de colocá-los à venda no supermercado Casa Santa Luzia”, afirma o diretor.

SERVIÇO
Casa Santa Luzia
Endereço: Alameda Lorena, 1471, São Paulo, SP
Telefone: 55xx11 3897-5000
www.santaluzia.com.br

Fonte: Folha

Com redução no número de lançamentos, de unidades vendidas e aumento dos estoques de imóveis ao longo de 2012, o setor de construção teve um ano difícil, segundo levantamento feito pela Austin Rating a pedido do G1, com base nos resultados divulgados por 12 construtoras listadas na Bolsa.

A redução do número de vendas e a elevação do estoque apontam que houve desaceleração do mercado, segundo o analista da Austin Rating Felipe Queiroz. “Como setor, o desempenho das construtoras foi negativo em 2012. As construtoras tiveram um nível aquém do esperado. O faturamento total recuou 30%, o resultado financeiro teve queda forte e o setor deixou de apresentar lucro para apresentar resultado negativo”, diz.

O número de unidades lançadas caiu 42,3% em 2012 em relação a 2011: foram 95,5 mil. Segundo Queiroz, a forte desaceleração tem impacto direto no desempenho do setor. As vendas do conjunto de empresas também caíram mais de 20% em volume e em unidades. As vendas contratadas caíram 27,4%, para R$ 26,2 milhões. O número de unidades vendidas caiu 23,4%, para 108,6 mil.

As vendas recuaram numa proporção menor do que as unidades lançadas, mas mesmo assim as empresas não conseguiram desovar o estoque, que acabou aumentando. O estoque dobrou em unidades, de 4,4 mil para 9,3 mil unidades, uma alta de 112,9%. Em valor, o estoque aumentou 42,6%, de R$ 10 bilhões para R$ 14,3 bilhões.

O desempenho negativo, segundo Queiroz, está atrelado principalmente ao menor ritmo do crescimento do volume de crédito e ao aumento dos preços dos imóveis. Um dos indicadores de que os preços subiram é o VGV (Valor Geral de Vendas) dos lançamentos, que subiu 13,2%, de R$ 17 bilhões para R$ 30,6 bilhões. “Isso significa que ou estão criando imóveis com valor agregado maior ou há valorização do metro quadrado, alta no preço”, aponta Queiroz.

No conjunto, esse grupo de construtoras reverteu o lucro obido em 2011, de R$ 1,87 bilhão, para um prejuízo de R$ 1,42 bilhão em 2012.

Para Queiroz, os números do conjunto de empresas mostram que o boom no setor imobiliário vem desacelerando, apesar do número de unidades vendidas ainda ser considerável, acima de 108 mil.

Por Simone Cunha

Fonte: Globo.com

As operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,0% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 266,491 bilhões.

Brasília – As operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,0% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 266,491 bilhões. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Banco Central.

No acumulado de 12 meses, a expansão desse tipo de crédito está em 34,3%. Do valor total do crédito imobiliário, R$ 239,582 bilhões se referem a empréstimos concedidos com taxas reguladas pelo governo e R$ 26,909 bilhões a taxas de mercado.

O BC deixou de incorporar nesses dados as operações com crédito livre, alegando que elas são residuais. As operações com taxas de mercado apresentaram crescimento de 2,3% em fevereiro e de 34,1% em 12 meses.

Já os financiamentos a taxas reguladas avançaram 1,9% no mês passado e 34,3% em 12 meses.

Veículos

Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física caiu 0,4% em fevereiro em relação ao mês anterior, recuando para R$ 192,770 bilhões no mês passado. No primeiro bimestre, houve retração de 0,2%. Em 12 meses, houve crescimento de 6,3%.

Já o saldo de operações de leasing para compra de veículos por pessoas físicas registrou redução de 6,1% ante janeiro. O saldo caiu para R$ 15,563 bilhões no fim de fevereiro. No bimestre, a queda é de 12,2%. Em 12 meses, o recuo foi de 50,7%.

As concessões acumuladas no mês de fevereiro para financiamento de veículos para pessoa física somaram R$ 5,997 bilhões, o que representa queda de 22,3% em relação ao mês anterior.

Fonte: Exame