Author: Admim

A incorporadora Rossi Residencial obteve lucro líquido de R$ 218,099 milhões em 2009, o que representa um aumento de 83,8% sobre os R$ 118,638 milhões apurados em 2008

SÃO PAULO – A incorporadora Rossi Residencial obteve lucro líquido de R$ 218,099 milhões em 2009, o que representa um aumento de 83,8% sobre os R$ 118,638 milhões apurados em 2008.

A receita líquida cresceu 27,5%, para R$ 1,572 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 345 milhões, 91,1% acima do resultado de 2008. A margem Ebitda passou de 14,7% em 2008 para 22% em 2009.

A Rossi lançou 68 empreendimentos em 2009 que representam vendas potenciais (VGV) no valor de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 2,2 bilhões (78%) correspondem à parte Rossi. Do total de lançamentos, 50 são voltados ao segmento econômico.

As vendas contratadas atingiram R$ 2,3 bilhões em 2009, sendo R$ 1,8 bilhão a parte da Rossi, representando um crescimento de 8% em relação a 2008.

A carteira da companhia tinha 142 terrenos no final do ano passado, distribuídos em 68 cidades. Esse estoque de terrenos equivale a um VGV potencial de R$ 22,9 bilhões, cuja parte Rossi corresponde a R$ 15,2 bilhões (66%).

Apenas 24% do banco de terrenos foi adquirido em dinheiro, outros 32% são em permuta física e 44% em permuta financeira.

Ao final de 2009, a dívida total somava R$ 1,2 bilhão. Deste total, 51,8%, ou R$ 627 milhões, referem-se a operações de crédito imobiliário, ou seja, financiamento para construção dos empreendimentos, 28,7% a debêntures e 19,5% a operações de capital de giro.

(Téo Takar | Valor)

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Com a perspectiva de a área de shopping centers crescer e quase dobrar de participação dentro do seu faturamento, além de prever investimentos de quase R$ 1 bilhão, levando em conta quatro projetos…

SÃO PAULO – Empresas que atuam não só no setor de shopping centers reforçam sua atuação no segmento e despontam para competir com as gigantes Multiplan, BrMalls e Iguatemi Empresa de Shopping Centers (IESC). É o caso da Cyrela Commercial Properties (CCP), resultado da cisão da Cyrela Brazil Realty, ocorrida em 2007, que atua ainda com desenvolvimento de edifícios corporativos de alto padrão e de centros logísticos, mas afirma que a sua área que mais deve crescer é a de centros comerciais, quase dobrando sua participação dentro do faturamento da companhia, além de prever investimentos médios de R$ 1 bilhão, levando em conta os projetos em andamento e intenção de lançar dois novos shoppings este ano.

De acordo com José Roberto Voso, diretor de shopping centers da CCP, hoje, a locação de shoppings representa 24,9% da receita bruta da companhia, que foi de R$ 149,1 milhões em 2009, sendo que tem potencial para chegar a 45% do faturamento em cerca de três anos. 53% da receita ainda é oriunda da locação de edifícios e 4% da locação de Centros de Distribuição (CDs), sendo o restante obtido por meio de vendas de propriedades e prestação de serviços de administração.

“Nossa atuação no segmento passava desapercebida pelo mercado, a partir de 2007, com a cisão e o IPO (oferta inicial de ações na bolsa de valores) passamos a pensar em novos projetos. O DNA da Cyrela fez com que herdássemos a parte de edifícios, mas as áreas de shoppings e a industrial, que eram pequenas, são as que mais devem crescer. O intuito da separação já foi desenvolver essas atividades”, explica o diretor.

Cada mall da companhia custa em torno de R$ 200 milhões, sendo que cerca de R$ 600 milhões devem ser investidos nos malls já anunciados, além da expansão do Shopping ABC Plaza, que deve consumir mais R$ 60 milhões.

A CCP ainda fez no ano passado um joint venture com o GIG Real State, braço imobiliário do fundo do governo de Cingapura, e o fundo de pensão canadense Canadian Pension Plan (CPP). Na joint venture, a CCP possui 25% e os fundos 37,5% cada, sendo que a parceria disponibilizou R$ 400 milhões para investimentos.

Até agora os investidores estão participando de dois empreendimentos, no Shopping Pirituba, cujo terreno na Marginal Tietê, em São Paulo, foi comprado no final de 2009, e em um edifício corporativo no Rio de Janeiro. “Todo novo projeto apresentamos a eles, que podem participar ou não. Se sim, entramos com 25% do investimento e eles o restante. Quando o capital (R$ 400 milhões) acabar podemos fazer novo contrato ou procurar novos parceiros”, afirma Voso, que não descarta parcerias com outras empresas do setor.

A companhia deve focar em shoppings com mais de 25 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), nos mercados do sul e sudeste, onde procura novos terrenos, sendo que aposta em empreendimentos em que tenha pelo menos 15% de retorno.

Entre os projetos em andamento está ainda o Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com previsão de ser inaugurado em 2012 e que ficará próximo as futuras instalações da vila olímpica durante as Olimpíadas de 2016. Outro é o Shopping Matarazzo, que pode ser entregue em 2012 e será localizado na Avenida Paulista, os projetos aguardam aprovações dos órgãos municipais. A CCP tem portfólio avaliado em R$ 1,62 bilhão, tem participação no Shopping D, em São Paulo e no Shopping ABC Plaza, em Santo André.

Concorrência

A área de shoppings está se tornando cada vez mais importantes também para o Grupo Zaffari, sendo que a locação de espaços comerciais e de serviços deve passar a representar 50% da receita líquida do grupo após a inauguração da primeira fase do Bourbon Shopping Wallig, localizado em Porto Alegre (RS) e previsto para o segundo semestre de 2011. A companhia, que também é supermercadista, detém agora sete shoppings. O grupo anunciou investimento de cerca de R$ 250 milhões este ano, 25% mais do que em 2009, sendo que a maior parte irá para o novo mall.

A JHSF, construtora, incorporadora e que atua em shoppings também afirmou, após a divulgação dos resultados de 2009, que está em boa situação financeira e deve aumentar investimentos na área. Hoje está com o projeto de expansão do Shopping Cidade Jardim (SP) e construiu o Shopping MetrôTucuruvi (SP), o Shopping Bela Vista (BA)e o Shopping Ponta Negra (AM).

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Método mostrou que cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo

O lançamento da padronização aconteceu durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, e resulta de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.

A intenção do novo método é a de proporcionar a comparação entre as cidades. Um dos problemas para medir a poluição era justamente a falta de uma padronização.

“É uma linguagem comum, que serve para todas as cidades, que poderão comparar suas próprias emissões a cada ano”, explicou o técnico do Banco Mundial, Daniel Hoornweg, que liderou o estudo.

Segundo Hoornweg, o novo método demonstrou que as cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo. “Isso se deve à matriz hidrelétrica, ao etanol e também porque o sistema de transporte nas cidades brasileiras é bem melhor do que em outras partes”, disse ele.

Com o novo método é possível saber, por exemplo, que os moradores da cidade do Rio emitem mais gás carbônico do que os paulistanos.

Segundo os dados, cada carioca emite 2,1 toneladas de gás carbônico por ano, bem mais que os paulistanos, que emitem 1,4 tonelada do gás no mesmo período.

De acordo com o Banco Mundial, entre os motivos que colocam o Rio à frente de São Paulo na poluição está a maior quantidade de habitantes em São Paulo, o que “dilui” a poluição entre mais gente, já que o índice é per capita. Outro fator que favorece São Paulo em relação ao Rio é a maior malha do metrô, que transporta seis vezes mais passageiros do que sistema carioca.

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